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UFC 158: 'Não deixo a emoção me afetar', diz GSP a VEJA

Em entrevista exclusiva, o canadense campeão dos meio-médios conta como será o duelo deste sábado contra Nick Diaz. 'Vou mostrar meu melhor', avisa

Davi Correia
"Vou liberar minha mente, procurar não pensar muito e apenas deixar a luta acontecer", disse o campeão

O UFC realiza um grande evento na noite deste sábado - e escalou um de seus três grandes nomes para encabeçar o card principal. O canadense Georges St-Pierre, que forma com Anderson Silva e Jon Jones o "trio de ferro" da franquia, defenderá seu cinturão dos meio-médios contra o americano Nick Diaz, em Montreal, no Canadá. St-Pierre, que costuma evitar as entrevistas, conversou por telefone com a reportagem do site de VEJA em meio aos preparativos para o combate - e mostrou simpatia, arriscando algumas palavras em um português muito bem pronunciado: "Olá, tudo bem? Como você está?". Ele falou sobre o desafio de logo mais e contou que pretende descansar um pouco depois do combate contra Diaz - frustrando, assim, as expectativas sobre um possível combate contra Anderson Silva nos próximos meses. Apontado como o terceiro melhor lutador peso por peso do planeta, atrás só de Anderson e Jones, ele diz não pensar muito nesse status - e, com certa modéstia, elogia o quarto colocado na lista, o brasileiro José Aldo (que, para muitos, já está na briga para entrar nesse grupo de elite no topo da modalidade).

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Depois de um longo período afastado por causa de uma gravíssima lesão no joelho, Georges St-Pierre derrotou Carlos Condit por decisão dos jurados no UFC 154, em novembro de 2012. O esperado era que o campeão dos meio-médios descansasse por um tempo, aumentando o prazo disponível para que se recuperasse totalmente. St-Pierre não quis saber de relaxar: aceitou outro desafio considerado perigoso apenas quatro meses depois. "As duas lutas são realmente muito próximas, mas pedi isso ao UFC justamente porque passei muito tempo parado, por causa das minhas lesões", explica o lutador. "Não parei de treinar nem mesmo logo depois da luta contra Carlos Condit. Iniciei imediatamente a preparação para o combate contra Nick Diaz", disse o campeão. "Não tenho medo de me lesionar com as duas lutas tão próximas, mas acredito que vou passar um tempo descansando depois do confronto deste sábado." Dana White, presidente do UFC, não esconde que seu desejo é que Georges St-Pierre enfrente Anderson Silva, campeão dos médios, em uma superluta. O brasileiro luta em julho, contra o americano Chris Weidman, em Las Vegas.

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O adversário de Georges St-Pierre, Nick Diaz estava invícto havia onze combates antes de perder para Carlos Condit em sua última aparição no octógono, em fevereiro de 2012. O americano é um dos lutadores mais polêmicos do torneio e costuma provocar os adversários antes das lutas. Antes do duelo deste sábado, o falastrão já disse que seu rival usa esteroides e o acusou de se fazer de bom moço para promover suas lutas. St-Pierre - que foi vítima de bullying na infância e, por causa disso, começou a treinar lutas - garante que as provocações não serão capazes de afetar seu desempenho no octógono. "Não estou me preparando para essa luta pensando em fatores emocionais", afirmou, descartando o risco de "perder a cabeça" por causa da animosidade entre ele e Diaz. "Vou mostrar tudo de melhor que venho aperfeiçoando nos treinos. Não deixo a emoção me afetar." Conhecido por treinar todos os tipos possíveis e imagináveis de lutas e artes marciais - e praticar até ginástica artística, com exercícios de argolas e barras, para melhorar sua técnica -, St-Pierre disse que não tem apenas uma estratégia definida para o desafio contra Diaz. Famoso pela versatilidade - é considerado por muitos o lutador mais completo do UFC, com domínio de todas as técnicas mais importantes do MMA, seja no solo, seja na trocação -, GSP avisa que os fãs "verão muitas coisas diferentes no octógono neste sábado". "Vou liberar minha mente, procurar não pensar muito e apenas deixar a luta acontecer", disse o campeão, que encerrou a ligação voltando a falar português: "Muito obrigado".

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