Neymar começa semana do superclássico como reserva

Brasileiro viu do banco um show de Messi. No domingo, Barça enfrenta o Real

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Neymar esquenta o banco no jogo entre Barcelona e Osasuna
Neymar esquenta o banco no jogo entre Barcelona e Osasuna(Toni Albir/EFE/VEJA)

"Se tivesse que escolher um motivo para explicar alguma queda de rendimento, falaria na parte fora do campo", diz o técnico do Barça

A chance de testar seu futebol nos jogos mais importantes do futebol europeu foi um dos principais argumentos de Neymar na hora de trocar o Santos pelo Barcelona. No próximo domingo, seu time enfrenta o Real Madrid numa partida decisiva que reunirá alguns dos melhores jogadores do planeta. O camisa 10 da seleção brasileira, porém, pode assistir ao duelo entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo do banco. Neymar começou a semana do superclássico na reserva. Enquanto isso, Messi dava um show, marcando três vezes na goleada do Barça sobre o Osasuna, no domingo, por 7 a 0. Messi ainda bateu um recorde, transformando-se no maior artilheiro da história do clube, com 371 gols. Os outros gols do Barça foram marcados por Alexis Sánchez, Iniesta, Tello e Pedro. Com o ótimo resultado, aumenta a chance de o técnico Gerardo Martino manter a mesma equipe para o jogo do próximo domingo, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

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A partida pode definir o Campeonato Espanhol: o Barça está quatro pontos atrás do Real, e uma derrota pode deixar o time fora da briga pelo título. Se vencer, porém, fica a apenas um ponto do arquirrival. Criticado por causa das atuações abaixo do esperado desde que voltou de lesão, Neymar começou no banco e sequer entrou em campo. No sábado, o técnico argentino Martino admitiu que "problemas fora do campo" podem explicar a queda de rendimento do brasileiro. A Justiça da Espanha indiciou o Barça por crime fiscal na contratação do atacante, escândalo que acabou causando a renúncia do presidente do clube, Sandro Rosell. "Quando um atleta volta a jogar depois de um mês lesionado, é sempre complicado reencontrar o ritmo de jogo. Logo em seguida apareceram vários inconvenientes em relação à sua contratação. Se tivesse que escolher um motivo para explicar alguma queda de rendimento, falaria na parte fora do campo", avaliou o treinador.

Martino descartou que as mudanças de posicionamento tenham prejudicado o brasileiro. Quando atua ao lado de Lionel Messi, Neymar costuma atuar na ponta esquerda. Enquanto o argentino esteve lesionado, no fim do ano passado, ele jogou mais centralizado. "Sua posição em campo nem mudou tanto. Ele teve boas atuações tanto como ponta esquerda quanto como atacante. Contra o Manchester City, atuou até na ponta direita e foi muito bem. Ele não tem problemas para se adaptar a diferentes posições", garantiu Martino. Menos mal para a torcida brasileira que Neymar não tenha sentido problema algum quando vestiu a camisa da seleção - apesar das atuações apagadas com o Barcelona, ele brilhou na goleada sobre a África do Sul, no começo do mês, marcando três gols. Enquanto a seleção estava concentrada em Johannesburgo, o técnico Luiz Felipe Scolari disse que acha importante que os atletas estejam em boa fase em seus clubes antes da ida à Copa do Mundo.

Os problemas de Neymar antes da Copa

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(Com agência France-Presse)

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