Seleção brasileira: plano de ação para engrenar para 2014
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Construir o time ao redor de Neymar
O técnico conta com uma safra relativamente pobre em talentos. O Brasil tem bons jogadores, mas não está no mesmo nível das últimas décadas, quando contava com vários craques que se destacavam no futebol europeu. Resta Neymar, o único craque incontestável da atual geração. Nada melhor, portanto, que deixar claro: o time é Neymar e mais dez, e precisa ser escalado com esse princípio básico em mente. Do esquema de jogo à escolha dos coadjuvantes, tudo deve ser pensado para permitir que Neymar pratique seu melhor futebol.
O técnico conta com uma safra relativamente pobre em talentos. O Brasil tem bons jogadores, mas não está no mesmo nível das últimas décadas, quando contava com vários craques que se destacavam no futebol europeu. Resta Neymar, o único craque incontestável da atual geração. Nada melhor, portanto, que deixar claro: o time é Neymar e mais dez, e precisa ser escalado com esse princípio básico em mente. Do esquema de jogo à escolha dos coadjuvantes, tudo deve ser pensado para permitir que Neymar pratique seu melhor futebol.
Muricy era o favorito para assumir a seleção antes de Mano conseguir o cargo. Hoje, está no Santos. E conseguiu fazer Neymar render ainda mais desde que chegou ao clube. Mano precisa usar o exemplo santista para fazer Neymar brilhar - e isso não se limita apenas à forma de a equipe jogar. O segredo para fazer a seleção brasileira evoluir pode estar na escalação de alguns dos jogadores mais influentes para a boa fase de Neymar. Ganso é o camisa 10 com quem ele se entende melhor. E Arouca é capaz de proteger a defesa e acionar a dupla rapidamente no ataque.
O camisa 10 do Flamengo é um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro. Foi fundamental na conquista de uma Copa do Mundo (em 2002) e decepcionou em outro Mundial (em 2006). Chegou a mostrar um bom futebol no seu retorno ao Brasil. Mas, em má fase neste ano, não é o jogador que transformará a seleção de Mano numa candidata à conquista do hexa em 2014. Não se trata de apagar o que Ronaldinho já fez. Hoje, no entanto, ele não tem lugar na seleção - nem como jogador, muito menos como figura de referência para os mais jovens.
Assim como Ronaldinho, o jogador do Real Madrid não vive bom momento. Kaká, no entanto, não tem sido escalado em seu time. Quando teve oportunidade de jogar nos últimos meses, teve um bom desempenho. O fato de disputar posição com outros craques no Real atrapalhou sua evolução na temporada. E Kaká sempre foi mais confiável que Ronaldinho ao vestir a camisa amarela. Na última Copa, jogou lesionado. Merece a oportunidade de deixar uma impressão melhor antes de se despedir da seleção - até porque não há muitas alternativas para a reserva de Ganso.
Mano Menezes convocou 81 jogadores desde que assumiu o cargo. Muitos deles são excelentes profissionais que têm lugar garantido em grandes clubes - mas, lamenta-se dizer, não parecem capazes de vestir uma camisa amarela numa Copa do Mundo disputada em casa. Um bom exemplo é Jadson, que teve boas chances com Mano e, de volta ao Brasil, não é nem titular no São Paulo. Outro é Fernandinho, do Shaktar, que já tem longa estrada na Europa e jamais explodiu como se previa. Chegou a hora de Mano descartar de vez as apostas que não deram certo.
A escalação começa e termina por eles, que ocupam posições de confiança. E nenhum time consegue vencer sem bons jogadores nessas vagas. O problema é que o Brasil vive uma escassez de goleiros confiáveis e atacantes matadores. No caso dos goleiros, Júlio César está envelhecendo e não mostra o mesmo desempenho de antes. Restam apostas como Diego Alves, Jefferson e Victor. No comando do ataque, Pato era o preferido, mas não consegue se livrar das lesões. Leandro Damião pode aproveitar a Olimpíada para garantir um lugar. Fred e Jonas correm por fora.
Qualquer que seja a escalação do Brasil no Mundial de 2014, é possível dizer que será uma equipe jovem, já que os melhores valores do futebol brasileiro têm pouca idade. Por isso, faltam líderes à equipe - e Mano tem de resolver essa questão elegendo seu capitão e referência em campo. Esse jogador precisa estar com a seleção na Olimpíada, ocupando uma das vagas destinadas a atletas com mais de 23 anos. O candidato mais forte à vaga é Thiago Silva, do Milan. É experiente, joga num grande time, já foi à Copa e exerce uma liderança positiva - além de ser titular incontestável.