Tarja - Olimpiada 2012

Natação

O segredo de Phelps para levar o ouro no nado borboleta

Davi Correia

Michael Phelps é um fenômeno, não há dúvidas. Mas suas 21 medalhas em olimpíadas – 17 de ouro – não foram parar no seu pescoço simplesmente porque ele tem grande envergadura, braços e pernas fortes. Ele precisou traçar uma estratégia para cada um dos confrontos com adversários cada vez mais fortes também.

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Phelps encerrou sua participação na Olimpíada de 2008, em Pequim, com oito medalhas de ouro e com a dúvida sobre se conseguiria competir em alto nível em 2012. Aos 27 anos, a última medalha de ouro que faturou – nos 100 metros borboleta –, a 21ª da carreira olímpica e a 17ª dourada, também foi um show de estratégia. Para quem está de fora, a virada dos 50 metros de Phelps em sétimo lugar – penúltimo – poderia ser um prenúncio de fracasso. Mas ele bateu na borda da piscina em primeiro, mais uma vez espantando.

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Com 1,93 metro de altura e pé tamanho 48, que auxilia nas batidas de perna, nos 100 metros borboleta Phelps aproveita sua velocidade e ritmo para compensar sua falta de explosão. “O atleta só pode passar 15 segundos embaixo da água depois de entrar na piscina. O Phelps tem pernadas excelentes e soube aproveitá-las", diz Gustavo Borges, donos de medalha de prata nos 100m livres em Barcelona-1992, bronze nos 400 m livres e prata nos 200 m livres em Atlatanta-1996, e bronze nos 4x100 livre em Sydney-2000.

Em imagens, as medalhas de Michael Phelps

Borges diz que o forte de Phelps é a volta final. “Diferente dos outros atletas, ele é muito rápido e não baixa o ritmo durante a prova.” Phelps largou bem e foi superior no nado limpo, aquele momento em que os nadadores ficam enfileirados no meio na piscina, e com um bom alongamento conseguiu terminar a prova deslizando na água, enquanto o africano Chad le Clos, segundo lugar, ainda tentava algumas braçadas.

Resumo de mais um ouro, ou receita dourada do americano: até a virada, Phelps não assusta os adversários, mas em seguida consegue se projetar e manter o ritmo forte enquanto os outros entram em curva descendente de aceleração. Além disso, consegue finalizar a prova de maneira em que seu corpo se projeta no momento exato em que estica o braço e bate na borda. Simples assim.

O segredo de Phelps para vencer

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Saída

Se engana quem pensa que a saída do bloco é questão de reflexo. Experiente no assunto, Gustavo Borges explica que existem várias técnicas para largar na frente. “Depende da posição do seu pé, de como seu joelho está flexionado e até mesmo de como sua mão entra na água.” Neste quesito, Phelps é excelente e consegue continuar bem na próxima etapa da prova, a 'golfinhada'.

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