Esporte
Entrevista
'Nunca Fui Santo', as memórias de Marcos
Chamado de São Marcos depois de defender um pênalti em favor do Corinthians nas quartas de final da Libertadores, em 1999, o ex-goleiro da seleção e ídolo do Palmeiras lançou um livro. Confira entrevista exclusiva da edição de VEJA desta semana
MARCOS: Ele não quer ser lembrado como goleiro de uma defesa só (Paulo Vitale/Milenar)
Por que você resolveu escrever um livro de memórias?
Velho, eu vivi muita coisa na carreira que sempre virava assunto de rodas de conversa. Um dia, o pessoal do Palmeiras me sugeriu escrever um livro. Como o meu negócio não é esse, pedi a um jornalista para me ajudar. Ficou legal, bem simples, não precisa ser intelectual para entender as minhas histórias. Não é um livro, assim, para leitores de Paulo Coelho.
Você acha que o Paulo Coelho escreve para intelectuais?
Ele tem uma linguagem difícil, né?
O que ficou de fora do livro?
Muita coisa que a gente vive é impublicável. Algumas das histórias mais engraçadas têm tanto palavrão no meio que não daria para colocar no papel. Penso que o livro vai ser lido por crianças, mulheres. A gente precisa ter respeito.
Por que você diz no título do livro que não é santo?
É que teve essa história de me chamarem de São Marcos... Começou quando peguei aquele pênalti nas quartas de final da Copa Libertadores contra o Corinthians. No começo foi legal, mas depois a torcida embarcou nessa e queria que eu pegasse tudo.
E goleiro não é para isso?
Todo goleiro tem direito a tomar um gol de pênalti. Com esse negócio de santo, eu passei a não ter. Aliás, eu não aguento mais ver essa defesa na TV. Todo lugar em que se fala de mim mostra o mesmo lance. Parece que eu não fiz mais nada na vida.

