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Proibida a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare

Liminar concedida ao Ministério Público impede trabalhos que teriam início nesta quarta no complexo do Maracanã para Copa do Mundo e Olimpíada

- Atualizado em

Parque Aquático Júlio Delamare
Parque Aquático Julio de Lamare(Divulgação/VEJA)

O Ministério Público do Rio de Janeiro obteve uma liminar que proíbe a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare, no complexo do Maracanã. Os trabalhos estavam marcados para ter início nesta quarta-feira, e a 8ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital entrou com o pedido de suspensão no Plantão Judiciário Noturno, ainda nesta madrugada, para garantir que nada fosse feito.

"Para a Justiça, a demolição causaria prejuízo ao patrimônio público, pois o estado estaria assumindo custos que deveriam ser suportados pelo concessionário escolhido na licitação", explica o MP em nota. O prazo para desocupação do Júlio Delamare ia até o dia 10 de maio, mas algumas obras já teriam sido iniciadas na terça-feira.

Leia: Grupo de Eike faz maior oferta pelo Maracanã: R$ 181,5 mi

No último dia 10, a Justiça do Rio chegou a suspender liminarmente o processo de licitação que ocorreria no dia seguinte, mas a decisão foi derrubada poucas horas depois, a partir de um recurso do governo. A promotoria aponta diversas irregularidades para a concessão do complexo esportivo - como o fato de a empresa IMX, de Eike Batista, ter tido informações privilegiadas para a licitação, uma vez que foi a responsável pelo estudo de viabilidade técnica do Maracanã.

O MP também quer saber por que o governo do estado está gastando em itens não pedidos para a Copa do Mundo de 2014 e ignorando adaptações exigidas para a Olimpíada de 2016. As plantas não previam, por exemplo, a demolição do Júlio Delamare, que está fechado desde o dia 1º de abril para a reforma do Maracanã. O parque aquático passou por uma reforma para os Jogos Panamericanos de 2007, quando sediou as competições de polo aquático.

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