Copa do Mundo
Lei Geral da Copa-2014: por que o Brasil vai ter de ceder
Lula aceitou os termos da Fifa, Orlando Silva foi incapaz de obter um acordo e Dilma agora promete endurecer. Mas as concessões para 2014 são inevitáveis
Ricardo Teixeira e Jeróme Valcke no anúncio da tabela da Copa, na última quinta-feira, em Zurique: a Fifa já avisou que, para ela, o ministro Orlando Silva não existe mais (Harold Cunningham/Getty Images)
O país-sede de uma competição organizada pela entidade pode pedir ou indicar. Mandar, jamais - a Copa do Mundo, afinal, é da Fifa, e não de seus anfitriões
Ex-presidente da UNE e militante do PC do B, Orlando Silva Júnior chegou à cadeira de ministro do Esporte graças à mesma lei da Física que fez do Brasil a sede da Copa do Mundo de 2014: a inércia. Candidato único no pleito para receber o Mundial, o país foi beneficiado pelo sistema de rodízio entre os continentes (regra que, desde então, já mudou). Não foi necessário apresentar um projeto convincente - único país das Américas que se interessou em fazer a Copa, o Brasil simplesmente estava na fila, e isso já foi o bastante. Contemplado com um lugar no governo graças à farra da distribuição de cargos aos aliados do governo Lula, Orlando Silva virou secretário Nacional de Esporte, secretário Nacional de Esporte Educacional e secretário-executivo da pasta, ainda que não tivesse qualquer experiência prévia na área. Quando o então ministro Agnelo Queiroz saiu para disputar as eleições, Orlando Silva herdou a vaga do chefe graças à qualificação profissional mais valiosa num governo petista: era do partido certo. O PC do B, que tornou-se dono do Ministério na partilha do poder federal, manteve Orlando Silva no gabinete durante os últimos cinco anos. Medíocre na gestão dos assuntos da pasta e suspeitíssimo em sua conduta pessoal, o comunista agora se agarra por um fio. Envolvido num escandaloso caso de corrupção revelado por VEJA, é visto como carta fora do baralho até dentro do governo. Antes mesmo de formalizada a demissão, sofreu a humilhação pública de ter sido descartado como interlocutor da Fifa. Enquanto o ministro tentava salvar o emprego em Brasília, a entidade divulgava a tabela do Mundial na Suíça e avisava, numa entrevista coletiva transmitida ao vivo para o mundo todo, que aguarda por outro ministro. "Creio que na próxima reunião que tivermos no Brasil, em novembro, já vamos conversar com a nova pessoa indicada pela presidente Dilma. Estou confiante de que ela tomou a decisão certa", disse, com a sutileza de um zagueiro de várzea, o secretário-geral da Fifa, o francês Jeróme Valcke.
Edição especial VEJA-Placar
Organização: A Copa do Mundo é agora
Artigo: Só vale mesmo pela felicidade
História: Maracanã, um colosso improvisado
Infraestrutura: Corrida contra o tempo
Seleção brasileira: Vai faltar pressão
Negócios: Na Fifa, os senhores da bola
A frase chamou atenção pela contundência, mas não chegou a surpreender quem acompanha a turbulenta relação entre a Fifa e o governo nos últimos meses. Valcke - o homem-forte de Joseph Blatter, escalado pelo presidente da Fifa para mandar recados duros em público enquanto o suíço evita controvérsias e mantém a liturgia do cargo - estava cansado de lidar com Orlando Silva. Incapaz de solucionar os entraves que ainda colocam em dúvida a realização da Copa no Brasil, o ministro já não era mais levado a sério pela Fifa. Numa de suas últimas articulações políticas, há duas semanas, botou Pelé num avião rumo a Porto Alegre e posou para fotos ao lado do rei do futebol no gramado do Estádio Beira-Rio. Era uma tentativa de fortalecer a candidatura gaúcha a sede da Copa das Confederações, ameaçada pela inconstância das reformas executadas pela empreiteira Andrade Gutierrez. Na semana passada, a Fifa anunciou as seis sedes do torneio. Porto Alegre não estava entre elas. Além de atestar o desprestígio do ministro em Zurique, a exclusão do Beira-Rio do torneio-teste para 2014 ilustra bem o processo de tomada de decisões na Fifa. O país-sede de uma competição organizada pela entidade pode pedir ou indicar. Mandar, jamais - a Copa do Mundo, afinal, é da Fifa, e não de seus anfitriões. É exatamente nessa constatação que reside o principal risco para o Mundial de 2014. Quando se refere à próxima reunião com os brasileiros, no mês que vem, Jeróme Valcke está falando sobre uma etapa decisiva dos preparativos - a negociação final sobre os termos da Lei Geral da Copa, o texto que vai regulamentar a realização do evento no país. O projeto oficializa o conjunto de exigências da Fifa ao Comitê Organizador Local. Apesar da lentidão nas obras dos estádios e do atraso alarmante dos projetos de infraestrutura, é a Lei Geral da Copa a mais traiçoeira armadilha no caminho até 2014. Sem sua aprovação nos próximos meses, a Fifa pode até levar a cabo uma providência radical e sem precedentes: a troca do país-sede (que, por contrato, pode ser feita até a metade do ano que vem, sem a necessidade de qualquer compensação financeira aos brasileiros). Na única vez em que a Copa mudou de lugar até hoje, a Colômbia abriu mão do torneio por vontade própria - e por falta de condições -, e a Copa foi para o México.
Orlando Silva e Pelé na visita ao Beira-Rio: a Fifa ignorou a jogada para colocar o estádio na Copa das Confederações
Superpoderes - O anúncio oficial de que a Copa do Mundo de 2014 seria no Brasil ocorreu há exatos quatro anos, em outubro de 2007. A Fifa reclama que o envio do texto da Lei Geral da Copa ao Congresso aconteceu com dois anos de atraso. A Rússia, sede do Mundial de 2018, ganhou a eleição na Fifa há menos de um ano, e já está perto de aprovar a legislação. (Ressalve-se, porém, que a Rússia não é o melhor dos exemplos nesse caso: na terra de Vladimir Putin, o Parlamento só oficializa as ordens do neoczar.) Como se o atraso não fosse o bastante, o texto apresentado pelo governo brasileiro é diferente do que exige a entidade, que já não esconde sua irritação ao ter de rediscutir o que já tinha sido acordado. Ao entregar a Copa ao Brasil, a Fifa recebeu garantias inequívocas do governo Lula em relação às mudanças temporárias na legislação. Quando Dilma Rousseff foi eleita, nenhum cartola esperava encontrar qualquer resistência na aprovação da Lei Geral da Copa. Curiosamente, a posição do Planalto sobre o tema foi uma das poucas manifestações de independência da presidente em relação ao antecessor. Dilma mandou avisar a Fifa de que não aceita conceder superpoderes à entidade nem suspender qualquer direito dos brasileiros em nome da realização do Mundial. No começo do mês, Valcke foi recebido pela presidente em Bruxelas. Saiu do encontro convicto de que Dilma tinha entendido o recado - a Fifa não aceitaria ceder - e satisfeito com as declarações públicas do governo. Por meio de Orlando Silva, o Planalto admitiu que a Copa é um evento "especial" e que, portanto, justificaria possíveis concessões. O alívio na sede da Fifa durou poucos dias. Ao visitar a África do Sul, país que recebeu a última Copa, Dilma afirmou que não mexeria em nenhum benefício ou garantia aos brasileiros. Ganhou aplausos e elogios no Congresso - não faltaram deputados e senadores da base aliada dispostos a retratar a Fifa como vilã e denunciar suas tentativas de atentar contra a soberania nacional. Em Zurique, a torcida é para que essa posição do governo seja apenas para consumo interno, e que, na hora de negociar, Dilma adote seu conhecido pragmatismo. Calcula-se que a Fifa perderia 1 bilhão de dólares se aceitasse a Copa no Brasil sem que suas exigências fossem cumpridas.
Notoriamente corrupta e pouquíssimo transparente, a estrutura de poder da Fifa transformou a entidade numa máquina de fazer dinheiro. O controle total e absoluto sobre a modalidade esportiva mais praticada no planeta produz intermináveis oportunidades de negócio. A Copa do Mundo, claro, é a maior delas. Em sua última edição, em 2010, o Mundial viabilizou uma receita total de 3,2 bilhões de dólares. Descontadas as despesas da própria Fifa, orçadas em cerca de 1,2 bilhão, restaram à entidade nada menos que 2 bilhões de dólares de lucro. Pode parecer injusto que um país torre montanhas de dinheiro em obras para que a Fifa faça fortuna com o evento. São, porém, as regras do jogo. A Fifa é uma entidade privada, e tem a prerrogativa de lucrar com a promoção de seu melhor produto. Do lado do país-sede, a natureza do negócio também é clara: ao receber uma Copa do Mundo, ele ganha a chance de atrair investimentos do setor privado em projetos que podem beneficiar a população durante décadas. Também conquista a oportunidade de estimular a entrada de turistas e promover sua imagem no exterior. Se realizado com competência, o evento pode produzir dividendos generosos. Dentro desse contexto, a definição dos termos do acordo entre a Fifa e o governo precisa escapar dos arroubos de patriotismo barato e ser tratada como o que é: uma negociação. Na lista de itens polêmicos da Lei Geral da Copa, há desde atritos de simples solução até problemas mais espinhosos, que podem exigir saídas menos convencionais (confira na lista abaixo algumas das maiores encrencas do texto). Para o Brasil, entretanto, trata-se de um desafio inescapável a resolver o quanto antes. Porque se uma Copa do Mundo bem-sucedida pode transformar a imagem de um país perante o resto do globo, a possibilidade de se tornar o primeiro anfitrião a perder um Mundial pode ser catastrófica para as pretensões brasileiras no futuro.
O cabo-de-guerra entre a Fifa e o governo
A Lei Geral da Copa é cercada de controvérsias. Veja o que está em jogo na discussão do texto
Bebidas alcoólicas nos estádios
Leia no Radar on-line, por Lauro Jardim:
O que se verá a partir de amanhã, o primeiro dia útil depois que Dilma decidiu manter Orlando, é um ministro do Esporte de perna quebrada tentando exercer suas funções. E tendo que dar novas explicações para revelações de velhos malfeitos. Por um lado, Orlando Silva estará sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República. Por outro, estará tomando decisões sobre a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. A solução de tirar de Orlando a caneta para assuntos importantes do ministério só evidenciará sua condição de morto-vivo.





Comentários
Eduardo
Giancarlo Lepiani, parabéns pelo excelente artigo! Penso que a FIFA representa para o futebol o que a FIA representa para o automobilismo: um empecilho ao brilho de tamanho espetáculo de ambos os esportes. Como destacado na matéria, é evidente a falta de transparência (isso é paradoxal) e o alto nível de corrupção da FIFA e (..)
08.04.2012
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Papai Sabetudo
Estou de acordo que se modifique o Estatuto do Torcedor onde está previsto que não se deva permitir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol! Quer dizer, acho que deve ser permitida, livremente! Vou mais longe: é flagrantemente inconstitucional esse artigo que veda a sua venda. Como o Estado pode proibir ao ci(..)
14.12.2011
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Jaimisson dos Santos
Essa ratazana corrupta chamada Orlando Silva nao serve nem para negociar pelada em campo de terra batida....imagine o pilantra metido em Copa do mundo. O pilantra ja deve estar contando com as caixas de papelao com dinheiro de propina que pretende extorquir da Fifa. Como entidade privada a Fifa tem todos os direitos. Essa (..)
07.12.2011
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Ilmar
Como já disse: Qual a Lei maior, que devemos obediência? A Lei Brasileira, ou a Lei da Fifa???? O Brasil então na copa, deverá perder a soberania, e ajoelhar-se aos pés de uma simples instituição? Antes disso, que a copa seja cancelada!
06.12.2011
O locutor
Olha a avaliação do ex-ministro Orlando Silva: Medíocre na gestão dos assuntos da pasta e suspeitíssimo em sua conduta pessoa ou seja incompetente e corrupto nomeado pelo ex-presidente corrupto!!!!
11.11.2011
Frederico
A verdade é que, se cancelassem esse evento e, sem hipocrisias aqui, revertessem a verba para melhorias na infraestrutura do país, 80% dos brasileiros achariam uma maravilha.
11.11.2011
G.VIEIRA
Os caras falam "em ceder jamais", "chamem o ministério público", etc; o PT deveria ter analisado as exigências da Fifa antes de se meter a algo tão superior à sua competência.
08.11.2011
maria de lourdes
Tenho 49 anos, sou Téc. em enfermagem, quero ser voluntária na copa. me convide por favor, tenho certeza que serei muito útil.
30.10.2011
Jorge da Luz
Eu preferia que a copa fosse para qualquer parte,e que esse dinheiro fosse investido em segurança e na saúde
27.10.2011
AC
Praticamente todas as cláusulas da chamada Lei Geral da Copa são inconstitucionais ou ilegais. Não faz o menos sentido o Brasil alterar a sua legislação para atender a Fifa. No caso de exclusividade de comercialização de uma marca de bebidas no entorno dos estádios do evento, essa cláusula é descaradamente inconstitucional e(..)
26.10.2011
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Alex
"O país-sede de uma competição organizada pela entidade pode pedir ou indicar. Mandar, jamais - a Copa do Mundo, afinal, é da Fifa, e não de seus anfitriões". Deve-se acrescentar que a FIFA deve obedecer as leis do país-sede incondicionalmente. Lula nunca foi, é ou será membro do poder judiciário. Assim, a FIFA errou ao nego(..)
24.10.2011
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Joel Segalla Robinson
Ceder leis devido a COPA? Cade o Ministerio Publico? Entãso eu quero tambem que certas leis sejam a mim cedidas. Só faltava essa, isso é pior que o que fez o Kadafi. Eu não vou aceitar mesmo. O Hitler fez o mesmo, o Stalin fez o mesmo queimaram as leis e ferraram o Povo. Quem estiver a favor pagara o preço. E o Lula amigo do(..)
24.10.2011
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Fabiano
Lendo alguns comentarios aqui percebe-se claramente que ou as pessoas nao leram direito o artigo,ou nao entenderam o que leram.Claudete,nao "tem" que ceder! Vc nao e obrigada a fazer nada que nao queira.Agora,nao assuma o compromisso se vc nao quer cumpri-lo.A copa do mundo e um evento que pertence a Fifa entendeu,pertence a(..)
24.10.2011
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Pedro
A revista veja falhou nesta reportagem, pois, decerto, mexer em direitos é total retrocesso! Retirar de circulação o estatuto do idoso, o direito a meia entrada ate mesmo a jovens, é mais que absurdo, representa tirania do capital. Capital de uma entidade decadente que é a FIFA!
24.10.2011
tone
Não entendo, a Veja nao publica os comentarios que discordam do posicionamento e posição partidaria da empresa. Mas de qualquer forma, A materia foi tendenciosa, completamnte pró-FIFA!!!! O brasil nao tem que ceder nada. A FIFa, leia-se, os magnatas dA FIFA e CBF, enchem as burrras de dinheiro e naõ querem permitir que estu(..)
23.10.2011
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Marcelo
Até parece que a Veja ta fazendo Lobby para a alteraçao da Lei Geral da Copa. Que vergonha Veja, se vendedo por alguns trocados.
23.10.2011
Antonio Carlos de Curitiba
O Brasil tem um ministro do esporte. Tem também 26 secretários estaduais de esporte. Tem também milhares de secretários municipais de esporte. Toda essa raça tem zilhões de funcionários, milhares de computadores, carros do ano, e rouba, rouba, rouba. Não há como sobrar nada para o esporte.
23.10.2011
Felipe
O autor do texto deve se retratar quando diz que a mudança de sede nunca existiu. Em 1986 a copa foi realizada no México ao invés de ser na Colômbia. No mais, torço para que isso realmente aconteça. Lula e sua trupe merecem um baque mundial
23.10.2011
Nelson Carmona
Nós não temos que reclamar de nada. A FIFA não enganou ninguém. O governo LULLA sabia de tudo isso quando aceitou e garantiu a realização do campeonato mundial da citada entidade. Por que então o estranhamento? tudo o que ela está exigindo (FIFA) já foi aceito e acordado anteriormente pelo ex-presidente. Como vai ficar o Bra(..)
23.10.2011
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Leovigildo Filho
A Cidade de Salvador esta abandonada, antes as favelas de Salvador iniciava a partir da Estação Nova Esperança, agora as favelas estão depois da entrada da 093, ou seja, não vai demorar para que as favelas de Salvador chegue eo Municipio de Feira de Santana, o volume de carros é um absurdo, a partir das 16:00 a Cidade para,(..)
23.10.2011
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rosemary de miranda
O mais interessante é que rapidamente apareceram milhões para a construção desses estádios e quando a situação é para se construir novos hospitais e melhorias das escolas públicas, falta grana. Dá para entender?
23.10.2011
genario
A materia foi um tanto tendenciosa "pró-FIFA", o argumento sobre os tais beneficios locais é cascata, existem diversos estudos que apontam que eventos como Copa do Mundo e Olimpiadas não geram tantos retornos a sociedade, basta ver os estadios Chineses pós-olimpiadas, sucateados, enferrujando e nunca utilizados, o mesmo vale(..)
23.10.2011
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Gabriel
A troca de país sede,ao contrário do que afirma a reportagem,tem sim precedente.A sede de 1986,a Colômbia,foi substituída pelo México.
23.10.2011
Claudete Firens
Porque que tem que ceder? Vem um qualquer aí e desreipeita as leis? è assim que funciona? e a soberania das Leis Brasileiras?
23.10.2011
DIROFF
Quer dizer que quem lucra mais na copa é a tal da FIFA que não bota um pu.. de um tostão na copa. Manda esta turma de vigaristas ir catar outro ´país mais avacalhado para fazer isto. Alias mais avacalhado que o Brasil vai ser difícil, enfim.....
23.10.2011
Ramaster Docsa
Quem diria o PT dando corda à corrupção escandalosa dentro do Ministério de Esportes, é de amargar o ex-presidente ditando as regras em oculto.
23.10.2011
THARLEY MOTA
SE A COPA É DA FIFA PORQUE É O DINHEIRO PÚBLICO QUE BANCA TUDO????? PARA ONDE VAI O FATURAMENTO DOS INGRESSOS E DE PUBLICIDADE? POR QUE NÃO SERÃO USADOS PARA PAGAR OS ELEFANTES BRANCOS QUE SERÃO ESSES ESTÁDIOS???
23.10.2011
Marcondes
'Estepaiz' há muito virou a casa da mãe Joana. Isso aqui é o país das leis que ninguém respeita. Copa Mundo e outras encrencas mais, vão gerar despesas que irão dar motivos para a criação de novos impostos. Os exemplos estão aí para quem quiser ver. O estado do Mato Grosso não tem mais espaço nos hospitais que estão ruindo e(..)
23.10.2011
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jose afonso
"Do lado do país-sede, a natureza do negócio também é clara: ao receber uma Copa do Mundo, ele ganha a chance de atrair investimentos do setor privado em projetos que podem beneficiar a população durante décadas". Espera ai cara-pálida. Isto é retórica de quem não tem compromisso com a verdade, isto, para dizer o mínimo e ci(..)
23.10.2011
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Mozart da Fontoura Malafai
Ou tolera-se a Corrucopa,inclusive com um grande estímulo às previsões de cada dia mais de uma maior grande escala de mortes no trânsito, ou perde-se, mas ainda se ganha com um [certo] controle da Corrupção sistêmica intrapoderes, com relativo número de mortes, resultado duma Reforma Penal em curso, no país dos apoderados do(..)
23.10.2011
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jovino de jesus
Não se trata de "patriotismo barato". Se o Brasil já se livrou do jugo do FMI, por que, então, alterar a nossa legislação para satisfazer as exigências da FIFA? Aqui, não é casa da "mãe Joana". Um plesbicito especial viria a calhar.
23.10.2011
Marcus
Esta é a coalizão burguêsa de um governo sem rumo
23.10.2011