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Depois de mais de uma década sendo acusado pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) de usar substâncias proibidas para melhorar seu rendimento, o americano Lance Armstrong, lenda viva do ciclismo mundial, anunciou nesta quinta-feira que vai desistir de lutar contra as acusações. Com isso, prevê o Código Mundial Antidoping, ele perderá seus sete títulos da Volta da França, uma medalha de bronze conquistada na Olimpíada de 2000 e todos os seus demais títulos e premiações, inclusive em dinheiro, desde 1998.

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A última do superciclista

Campeão depois do câncer

A punição, que também inclui a proibição de Armstrong voltar a competir, foi confirmada pela agência antidoping americana, que desde 1996 acusa o ciclista de usar susbtâncias como esteróides e fazer transfusões sanguíneas proibidas. Em uma declaração feita nesta quinta, Armstrong reafirmou ser inocente, mas disse ter decidio "virar a página".

"Existe um ponto na vida de todo homem que ele precisa dizer 'Basta'. Para mim, esse momento é agora", declarou. "O desgaste que isso trouxe à minha família, ao meu trabalho na nossa fundação (de apoio a vítimas do câncer) e a mim mesmo me leva aonde estou hoje - acabado com esse absurdo". "Hoje viro a página", completou Armstrong no Twitter. "Não vou insistir neste tema, apesar das circunstâncias".

Tribunal - O anúncio do ciclista, um grande ídolo do esporte nos Estados Unidos, ocorre após um tribunal federal americano ter negado, na segunda-feira passada, seu recurso contra a Usada. A decisão abriu caminho para que a agência antidoping prossiga com seu processo sobre Armstrong, que se aposentou de competições oficiais no ano passado.

O Tribunal Federal de Austin, no Texas, rejeitou o recurso apresentado por ele contra a Usada para bloquear o processo disciplinar ao qual era submetido. Acusações como as feitas contra Armstrong tem sido comuns no mundo do ciclismo. Nos últimos anos, diversos campeões da Volta da França, como o americano Floyd Landis e o espanhol Alberto Contador, foram condenados por doping.

Câncer - Ao desisitir de provar sua inocência e aceitar as punições, Lance Armstrong, que faz 41 anos de idade no mês que vem, também tem sua impressionante carreira manchada pela suspeita de doping. Sua história de vida, no entanto, continua a inspirar milhões de pessoas. Após ter descoberto que sofria de câncer nos testículos, pulmão e cérebro em 1996, quando tinha 25 anos, ele superou todos os prognósticos negativos dos médicos e conseguiu superar a doença, voltando a competir e a colecionar títulos.

O superciclista disse que, a partir de agora, vai se concentrar no trabalho que desenvolve na Live Strong, fundação que criou para auxiliar vítimas do câncer.

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