Tarja - Brasil 2014

Futebol

Custo total da Copa poderá chegar aos 30 bilhões de reais

A estimativa atual é de 26 bilhões – mas ela não inclui muitos gastos inevitáveis

  • Obras continuam no estádio de abertura da Copa nesta terça-feira (01), menos nas arquibancadas temporárias do Itaquerão, que estão interditadas

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Local do acidente que matou um operário que trabalhava na montagem das arquibancadas provisórias do Itaquerão

    José Patricio/Estadão Conteúdo

  • A três meses da Copa, nem a prefeitura nem o governo nem o Corinthians aceitavam pagar os 50 milhões de reais de estruturas provisórias no Itaquerão

    Doiste Imagens Aéreas

  • Vista interna do Itaquerão, em São Paulo

    Michael Heiman/Getty Images

  • A montagem das arquibancadas temporárias no Itaquerão, em São Paulo

    Antonio Miotto/Fotoarena

  • O primeiro treino do Corinthians no Itaquerão

    Gabriela Batista

  • Vista interna do Itaquerão, em São Paulo

    Michael Heiman/Getty Images

  • Vista interna do Itaquerão, em São Paulo

    Michael Heiman/Getty Images

  • Operários realizam operação para retirada do guindaste que caiu sobre a estrutura do Itaquerão, em São Paulo, nesta sexta-feira (03)

    Anderson Gores/Futura Press

  • Operários realizam operação para retirada do guindaste que caiu sobre a estrutura do Itaquerão, em São Paulo, nesta sexta-feira (03)

    Anderson Gores/Futura Press

  • Arena suspensa: o guindaste que desabou (à esq.) e paralisou as obras do Itaquerão: a entrega do estádio atrasará de um a três meses

    José Patrício/Estadão Conteúdo

  • Os funcionários voltaram ao trabalho nas obras do Itaquerão nesta segunda-feira

    Alex Falcão/Folhapress

  • Queda de guindaste que posicionava estrutura metálica da cobertura, provoca destruição de parte da arquibancada do Itaquerão e deixa dois operários mortos - (27/11/2013)

    Ivan Pacheco

  • Queda de guindaste que posicionava estrutura metálica da cobertura, provoca destruição de parte da arquibancada do Itaquerão e deixa dois operários mortos - (27/11/2013)

    Ivan Pacheco

  • Queda de guindaste que posicionava estrutura metálica da cobertura, provoca destruição de parte da arquibancada do Itaquerão e deixa dois operários mortos - (27/11/2013)

    Ivan Pacheco

  • Queda de guindaste que posicionava estrutura metálica da cobertura, provoca destruição de parte da arquibancada do Itaquerão e deixa dois operários mortos - (27/11/2013)

    Ivan Pacheco

  • Peça da cobertura do Itaquerão desabou no começo da tarde dessa quarta-feira (27/11)

    Ivan Pacheco

  • Queda de guindaste que posicionava estrutura metálica da cobertura, provoca destruição de parte da arquibancada do Itaquerão e deixa dois operários mortos - (27/11/2013)

    Ivan Pacheco

  • Obras do Itaquerão em estágio avançado. O futuro estádio do Corinthians no bairro de Itaquera, na zona leste de São Paulo será o palco do jogo de abertura da Copa do Mundo 2014

    Nelson Almeida/AFP

  • Instalação dos assentos no Itaquerão

    Divulgação

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • Obras no estádio do Corinthians em Itaquera, em maio de 2013

    Paulo Whitaker/Reuters

  • O canteiro de obras do Itaquerão, em São Paulo, em abril de 2013

    Odebrecht/Divulgação

  • O canteiro de obras do Itaquerão, em São Paulo, em abril de 2013

    Odebrecht/Divulgação

  • Operário Jonas Dabe Silva Dos Santos, trabalha de marteleteiro desde o começo das obras do Itaquerão

    Ivan Pacheco

  • As obras do Itaquerão, em São Paulo

    Odebrecht/Divulgação

  • Andres Sanchez, presidente do Corinthians, e ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva visitam as obras do estádio do clube, apelidado de Itaquerão

    Nelson Antoine/FotoArena

  • Terreno onde será construído o Estádio do Corinthians, mais conhecido como Itaquerão, São Paulo (SP)

    Fernando Cavalcanti

  • Terreno onde será construído o Estádio do Corinthians, mais conhecido como Itaquerão, São Paulo (SP)

    Fernando Cavalcanti

  • Terreno onde será construído o Estádio do Corinthians, mais conhecido como Itaquerão, São Paulo (SP)

    Fernando Cavalcanti

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Não entraram no cálculo total despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da Fifa para todas as arenas. Em média, são 40 milhões de reais por estádio

Vinte e seis bilhões de reais. Esse é o custo da Copa de 2014, de acordo com a última atualização da Matriz de Responsabilidades, documento que reúne todas as intervenções relacionadas com o Mundial a cargo do governo federal, dos governos estaduais e cidades-sede. A lista tem de obras em estádios a projetos na área de turismo, passando por telecomunicações, portos e segurança, entre outros. Esse valor, no entanto, está defasado: há estimativas de que, no final, a conta baterá nos 30 bilhões de reais. Isso porque a última atualização da Matriz foi feita em setembro do ano passado. Desde então, houve apenas mais uma intervenção no documento, basicamente para a exclusão de obras que não ficarão prontas até a Copa.

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Assim, não entraram no cálculo total despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da Fifa para todas as arenas do Mundial. Em média, o custo vai ser 40 milhões de reais por estádio, a serem gastos com itens diversos, entre eles aluguel de tendas, aparelhos de raio-x e implantação do sistema de tecnologia de informação. Essa é uma das principais pendências na preparação para a Copa. A 100 dias da abertura, a maior parte das cidades ainda não viabilizou a aquisição de materiais e equipamentos que compõem o aparato das temporárias. Pior: em alguns casos, ainda há discussão para definir quem vai pagar a conta. É o caso de São Paulo, palco da abertura.

Por contrato, as despesas seriam bancadas pelo Corinthians. O clube, porém, quer ajuda de parceiros privados ou do poder público (que já ajudou a conseguir patrocinadores para as arquibancadas provisórias). O problema é que o tempo está passando. No caso do Itaquerão e de várias outras arenas, o atraso pode comprometer a qualidade de alguns sistemas e equipamentos que serão instalados, além de tornar os serviços mais caros. Há obras complexas por fazer, mas até intervenções simples estão atrasadas. É o caso das obras no entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre. Basicamente, é preciso fazer a pavimentação das vias, pequenas, mas ainda não foi feita sequer a licitação - o primeiro edital não teve interessados.

Pesquisa VEJA: o brasileiro e a Copa-2014

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Imagem negativa

Nas duas questões, os porcentuais foram iguais. Em 2011, pessimismo era menor: 79% achavam que a Copa deixaria uma imagem negativa e 78%, que os estrangeiros teriam má impressão.

O que ficou só na promessa para o Mundial

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Estádios privados

O Estádio Nacional de Brasília: o custo se aproxima dos 2 bilhões de reais em verba pública

O ministro do Esporte do governo Lula prometia uma Copa totalmente privada, sem uso de dinheiro público nas arenas. Entre as doze sedes do Mundial, porém, só três (São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) são empreendimentos particulares - e mesmo essas obras dependem de financiamento de bancos estatais e generosos incentivos públicos.

Seis pontos vulneráveis do Brasil em 2014

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Dores de cabeça nos aeroportos

No decorrer da Copa das Confederações, muitos visitantes reclamaram das falhas na infraestrutura aeroportuária brasileira. Em sedes como Belo Horizonte e Rio de Janeiro (Galeão), deram de cara com aeroportos em obras. Em Salvador, viram um terminal ficar cheio d'água após um temporal. E em quase todas as sedes, sofreram com pequenos transtornos que já viraram rotina para os passageiros brasileiros - e que fazem a experiência de voar no país ser muito mais desagradável. Exemplos: a constante troca de portões de embarque, que faz o viajante zanzar de um lado para outro nos momentos que antecedem o voo, e a longa espera nas esteiras de retirada de bagagens. Além da baixa qualidade dos serviços oferecidos em muitos aeroportos brasileiros, há um outro obstáculo para a Copa: ela está marcada para um período do ano em que muitos aeroportos, principalmente no Sul e no Sudeste, ficam fechados por causa da neblina. Garantia de fortes emoções para quem tiver voos marcados para os dias de jogos em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo (Congonhas) e Rio de Janeiro (Santos Dumont).

(Com Estadão Conteúdo)

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