02/10/2009 - 13:43
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Olimpíada-2016

Contagem regressiva: Rio de Janeiro tem sete anos para se preparar

Projeto do Centro Olímpico de Tênis

Projeto do Centro Olímpico de Tênis (Divulgação)

Escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a cidade do Rio de Janeiro terá a partir de hoje cerca de sete anos para se preparar e evitar passar vergonha e amargar prejuízos. Repetir os erros de Atenas (Grécia) e do próprio Pan de 2007, que tiveram obras atrasadas e promoveram um show de desorganização, mancharia a imagem não só do Rio, mas do país. Por motivos óbvios, portanto, o jeito é se espelhar em cidades como Sydney (Austrália) e Pequim (China), que entregaram as obras com meses de antecedência.

Pequim investiu 40 bilhões de dólares e deixou tudo pronto seis meses antes da chegada das delegações, em 2008. Na Austrália, foram investidos quase 8 bilhões de dólares para dotar Sydney de infraestrutura urbana e esportiva. O esforço não foi jogado no lixo e em novembro de 1999 - dez meses antes do inicio das competições - todas as obras de construção e reforma de estádios e praças esportivas destinados às atividades olímpicas estavam prontas. O país não se contentou com isso. Assim que as construções e reformas acabaram, foi colocado em prática um programa de competições para testar as instalações e a capacidade de organização do evento.

O lado oposto dessa organização aconteceu em Atenas. Desde 1997, quando foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2004, a capital da Grécia transformou-se num imenso canteiro de obras. Os investimentos de 7,5 bilhões de dólares não se limitaram à construção da vila olímpica e dos locais de competição. Ocorre que Atenas tem mais de 5.000 anos e um tesouro arqueológico em seu subsolo. Como era previsível, as obras trouxeram à tona um legado histórico de valor inestimável - e um atraso monumental no cronograma original. Cada relíquia desenterrada representou paralisações que, em alguns casos, se estenderam por meses. Soma-se isso à desorganização dos gregos para chegar a uma constatação: a menos de um ano da cerimônia de abertura, o clima era mais de incerteza que de euforia. Dos 29 locais ligados ao evento, apenas dois estavam prontos - o centro de imprensa e os laboratórios de controle antidoping.

Pan 2007 - Há dois anos, o Rio de Janeiro sediou o evento que, em proporções muito menores, se parece com uma Olimpíada. E foi um desastre em termos de organização. O Estádio João Havelange, por exemplo, só ficou pronto em fevereiro de 2007, quase dois anos depois do previsto. Situação ainda mais crítica foi a do Complexo do Autódromo de Jacarepaguá, parque olímpico que deveria ser erguido entre fevereiro de 2003 e janeiro de 2005. As obras só começaram em março de 2006, e para que ficassem prontas a tempo foram escalados três turnos de operários. Isso sem falar na superfaturação do valor das obras e em projetos que nunca passaram de promessa, como a criação de uma linha de trem, interligada ao metrô, para transportar passageiros do Aeroporto Internacional do Rio para a Barra da Tijuca, bairro que abrigou a maioria das competições. 

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