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Roberto Carlos em ritmo de samba

Por: Dani Telles - Atualizado em

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(Divulgação/RedeGlobo/VEJA)

Roberto Carlos entrou de corpo e alma no enredo que a Beija-Flor de Nilópolis prepara para homenageá-lo no carnaval de 2011. Até o fim de semana, o Rei receberá o texto com a proposta dos carnavalescos para A Simplicidade de um Rei, que, depois da aprovação e das contribuições do cantor, será apresentado na quadra da azul-e-branca no próximo dia 16.

O cantor já garantiu à escola que vai desfilar e manifestou interesse em conhecer e se aproximar da ala dos compositores, além de ir a alguns ensaios - pelo menos quatro, segundo informa a escola. A presença do homenageado na apresentação do enredo não é garantida, mas, segundo a direção da Beija-Flor, Roberto disse que "quer muito estar presente".

Alexandre Louzada, carnavalesco da Beija-Flor, adiantou que o samba-enredo será em primeira pessoa, como se o próprio Roberto contasse sua história na Avenida. "O samba vai ter muito da vida pessoal do Rei. Mas não vamos nos prender a um momento específico. Levaremos as emoções e os pensamentos do artista para o desfile", explicou.

No barracão da Beija-Flor, a empolgação com o enredo sobre Roberto é total. "Toda a comunidade está envolvida. Só temos a ganhar, afinal, portelenses, mangueirenses e quem quer que goste do Roberto vai simpatizar com este enredo", disse a porta-bandeira Selminha Sorriso.

Farid Abrahão David, presidente da escola, vai mais longe: "Com todo respeito aos fatos históricos da cidade, a ida de Roberto Carlos à cidade vai ser o evento mais importante de Nilópolis. A cidade vai parar", prevê.

A escola apresentou hoje mais um reforço para 2011. Mangueirense apaixonado, o coreógrafo Carlinhos de Jesus foi empossado como novo responsável pela comissão de frente da Beija-Flor. Estranho? Não para Carlinhos. "Meu coração é verde e rosa. Todos sabem do meu amor pela Mangueira. Mas isso não impede que faça meu trabalho na Beija-Flor com amor e profissionalismo", afirmou.

Conhecido por suas manias, Roberto Carlos até o momento não fez restrições ou imposições aos carnavalescos da escola. O amor entre o Rei e a azul-e-branca de Nilópolis é antigo. E a escola sabe respeitar o ritmo de decisão do cantor. Para receber o sinal verde de Roberto e dar andamento ao enredo, foram dois anos de negociações. Para isso, contribuíram a amizade de longa data entre o homenageado e o intérprete Neguinho da Beija-Flor e uma parceria que Roberto mantém com a escola. Nos shows que regularmente promovem embarcado, da série 'Emoções em Alto Mar', a produção do cantor leva a bordo um conjunto de ritmistas da bateria da Beija-Flor.

Apesar de já ter sido homenageado pela Unidos do Cabuçu, no carnaval de 1987, Roberto diz abertamente ser fã da bateria da Beija-Flor e de sua rainha, Raissa, que desde criança desfila à frente dos ritmistas.

Homenagens a cantores - Enredos sobre cantores e compositores já renderam bons sambas. "Tem xinxim e acarajé/ Tamborim e Samba no pé", refrão da homenagem a Dorival Caimmy que levou a Mangueira ao campeonato em 1986, é sempre lembrado como uma bem-sucedida homenagem. A verde-e-rosa, aliás, é a agremiação que mais faturou títulos com homenagens do gênero. Em 1984, com 'Yes, nos temos Braguinha', a escola ficou em primeiro, empatada com a 'Cantos de Areia', da Portela.

A Mangueira também conseguiu, em 1998, com o enredo dedicado a Chico Buarque, dividir o título com a Beija-Flor - ainda que o refrão "É o Chico das artes, o gênio/ poeta Buarque, Boêmio" não seja lembrado com o mesmo entusiasmo dos outros sambas vencedores. A expressão do homenageado, aliás, não é garantia de sucesso no samba. A Mangueira - mais uma vez ela - escolheu Tom Jobim para o enredo de 1992 (Se todos fossem iguais a você), mas não levou o título. Os Doces Bárbaros, cantados pela mesma escola, em 1994, também não deram sorte.