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Promotor vai escrever livro em resposta à série ‘Making a Murderer’

Ken Kratz afirma que pretende passar os próximos quatro meses escrevendo para contar ‘toda a história’

- Atualizado em

Steven Avery, retratado em 'Making a Murderer'
Steven Avery, retratado em 'Making a Murderer'(Netflix/Divulgação)

O ex-promotor Ken Kratz, que atuou no caso de Steven Avery, retratado em Making a Murderer, disse em entrevista à emissora de televisão WBAY-TV que vai escrever um livro em resposta à série da Netflix, no ar desde 18 de dezembro. O seriado documental conta a história do americano de Wisconsin injustamente condenado por estupro em 1985, solto em 2003 e, quatro anos depois, novamente condenado em outro processo, por homicídio. Kratz trabalhou neste segundo caso.

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"Por dez anos, eu escolhi não escrever um livro, escolhi não fazer nada público. Mas, porque a série documental levantou todas essas questões incendiárias, alguém tem que fazer alguma coisa. Alguém tem que fazer algo não só pelos policiais, promotores e pelo sistema criminal, mas obviamente pela vítima", disse Kratz, em referência à fotógrafa Teresa Halbach, cujo assassinato foi atribuído a Avery e a um sobrinho seu, Brendan Dassey. O ex-promotor afirma que pretende passar os próximos quatro meses escrevendo o livro para contar "toda a história" - ele afirmou em entrevistas que o seriado deixou de fora algumas informações.

A série mostra como Steven Avery foi acusado e depois condenado por um estupro que não cometeu. Ele passou 18 anos na cadeia até ser solto em 2003, quando um teste de DNA indicou que outro homem havia cometido o crime. Avery abriu processo contra o departamento de polícia e a promotoria do condado de Manitowoc, pedindo indenização de 36 milhões de dólares pela condenação indevida. Quatro anos depois, foi condenado a prisão perpétua pelo assassinato de Teresa. O seriado aborda esse novo caso e mostra como as circunstâncias em que ele foi preso abriram margem para novas dúvidas sobre a autoria do crime.

Um sobrinho de Avery, Brendan Dassey, também foi preso, após ter sido interrogado pela polícia e afirmado que havia ajudado o tio a matar Teresa. A série mostra que o garoto de 16 anos foi interrogado sem a presença de um advogado ou mesmo de sua mãe, e que não entendia exatamente o que estava acontecendo. Após sua condenação, seus advogados entraram com recurso pedindo um novo julgamento para Dassey, alegando que seus direitos constitucionais foram feridos por falta de assistência jurídica eficiente e que ele foi induzido a confessar um crime que não cometeu.

Neste mês, Avery entrou com recurso para pedir anulação de seu julgamento, alegando que o mandado de busca usado pela polícia para encontrar em sua casa as evidências que o incriminaram era inválido e que o júri que o condenou foi pressionado por um dos jurados para tomar essa decisão.

Dois dias após o lançamento de Making a Murderer, uma petição online foi criada pedindo que o presidente americano, Barack Obama, perdoasse Avery e Dassey. Em 7 de janeiro, a Casa Branca respondeu à petição, afirmando que o presidente não pode perdoá-los, já que eles foram condenados pelo Estado de Wisconsin. "Um perdão, neste caso, teria que ser expedido pelo Estado, pelas devidas autoridades", dizia o texto.

(Da redação)

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