Por: Leo Pinheiro, da Cidade do Rock - Atualizado em

Elton John durante show no palco Mundo, no primeiro dia do Rock in Rio, em 23/09/2011
Elton John durante show no palco Mundo, no primeiro dia do Rock in Rio, em 23/09/2011(EFE/VEJA)

Nem tudo foram rosas, nem mesmo rosas inglesas como em um de seus hits, no show do britânico Elton John. No palco, o cantor, que ostenta o título de Sir, foi profissionalmente brilhante e entregou um show de qualidade para uma plateia que, atraída ao Rock in Rio pelos ídolos juvenis Rihanna e Katy Perry, não soube apreciar. Para chegar lá, porém, o cavalheiro inglês fez aquilo que, se tivesse nascido na terra do axé, se chamaria rodar a baiana. Tanto fez que chegou ao palco numa carruagem moderna, uma SUV que o transportou pelos cerca de 80 metros entre o camarim e o microfone. Tudo para... evitar contato com pessoas.

Enfurnado no camarim especial em forma de tenda ao lado do palco, Elton John não queria ser incomodado. Ponto. O simples trânsito de funcionários da produção do evento em frente à tenda tirou o cantor da sua classe artistocrática. O britânico, que deveria percorrer a pé a distância entre seu nobre aposento e a entrada para o palco, deu então seu ataque de pelanca -- como dizem aqueles que talvez ele chame de nativos -- e exigiu ser carregado para o show dentro de algo que o isolasse da turba.

O utilitário de luxo convocado para atendê-lo precisou dar a volta no palco para fugir às pessoas que transitavam pela entrada. E Elton John, em mais um caso que deve ter registro na história do festival, no Rock in Rio entrou pela saída.

Depois do bufê - Já Katy Perry, que promoveu uma festa infantil no evento, fez o contrário. Não o oposto no sentido de buscar o contato humano junto ao palco, mas no de confundir entrada e saída. Para evitar a imprensa internacional que a esperava pelo lado em que os artistas deixam a berlinda, a cantora americana... saiu pela entrada.

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