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Uniban revoga expulsão de Geisy
Universidade Bandeirante (Uniban) decidiu nesta segunda-feira revogar a expulsão da estudante Geisy Arruda - hostilizada por colegas depois de ir à aula com um vestido curto. A decisão foi tomada pelo reitor da universidade, Heitor Pinto Filho, conforme nota divulgada no final da tarde.
"O reitor da Universidade Bandeirante - Uniban Brasil, de acordo com o
artigo 17, incisos IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do
Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio
do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com
isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão", diz a íntegra da nota.
Nesta segunda-feira, a Polícia Civil decidiu abrir um inquérito para investigar as ameaças de agressão sofridas pela jovem. Conforme a titular da Delegacia da Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo, delegada Ângela Ferreira Ballarini, Geisy registrou boletim de ocorrência por 'humilhação'.
O caso - Segundo as cenas divulgadas pela internet e depoimentos de testemunhas, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar usando um vestido curto, no último dia 22 de outubro.
Os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade. No domingo, a Uniban informou, em anúncio publicado em jornais paulistas, que decidiu expulsar a aluna.
Logo após a declaração da universidade, o Ministério da Educação (MEC) se manifestou, comparando o caso a racismo e informando que a Uniban seria notificada oficialmente para explicar a expulsão da aluna.







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