11/02/2011 - 21:14
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Ensino superior

Trote, uma prática medieval que desafia as universidades

Instituições tentam implementar programas de "boas-vindas aos calouros", mas ainda falham em coibir agressões e humilhações

Nathalia Goulart
Calouro da USP de 1996 tenta "matar formiga no grito": ritual de passagem não pode descambar para violência e humilhação

Calouro da USP de 1996 tenta "matar formiga no grito": ritual de passagem não pode descambar para violência e humilhação (Rogério Assis/Folhapress)

As primeiras universidades surgiram na Europa em plena Idade Média. Foram um sopro de liberdade. Permitiram progressivamente ao homem atuar segundo a razão, em vez de apenas obedecer a dogmas. Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que nasciam os centros de estudo, surgia uma instituição muito mais tributária da ideia que hoje fazemos da "Idade das Trevas": o trote. Os primeiros registros da prática datam do início do século XIV. Calouros da região correspondente à moderna Alemanha eram obrigados a andar nus e ingerir fezes de animais mediante a promessa de que poderiam se vingar nos novatos do ano seguinte. "Os alunos veteranos descontavam nos mais novos a repressão promovida em sala de aula por professores rigorosos", afirma Antônio Zuin, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor do livro O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação.

Linha do tempo: os trotes violentos no Brasil, de 1831 a 2011

O trote é uma demonstração de que, a despeito de avanços inegáveis, o mundo não mudou tanto assim em quase 800 anos. Mantém no século XXI um tanto de século XIV. Prova disso é que o trote se mantém no calendário como uma atividade acadêmica regular: encerrada a fase de vestibulares, se inicia a de divulgação de listas de candidatos aprovados e explode a agressão e a humilhação dos novatos. Neste ano, por exemplo, uma tropa de veteranos da Universidade de Brasília (UnB) exibiu sua porção medieval ao obrigar calouras a simular sexo oral com uma linguiça envolta numa camisinha e embebida em leite condensado. Americanos e franceses, entre outros, também tem motivos para lamentar. Lá, como aqui, o trote persiste, preocupa e escapa do controle.

No centro do problema, estão as próprias universidades. A maioria das instituições proíbe o trote dentro de suas dependências – algumas já o fazem há cerca de 40 anos. Contudo, em geral, a fiscalização não é rigorosa, e as atividades envolvendo veteranos e calouros muitas vezes acontecem do lado de fora dos muros acadêmicos. "A universidade ainda não vê como sua tarefa coibir o trote", diz Antonio Ribeiro de Almeida Júnior, professor de sociologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) e autor do livro Universidade, Preconceito e Trote. "A proibição por si só não funciona. É preciso punir aqueles que desrespeitam a norma. O problema é que normalmente as universidades se restringem a abrir inquéritos, mas ninguém é punido", afirma.

Mostrar aos algozes a face dura da lei foi a escolha da França. Desde 1998, está em vigor no país uma lei que criminaliza o trote violento. Os condenados podem pegar um ano de prisão e pagar multa de até 15.000 euros. Desde que o mecanismo entrou em vigor, os veteranos passaram a se comportar melhor, apontam estudos locais. As práticas humilhantes e violentas foram substituídas por uma jornada de integração dos novos alunos à instituição. Estudante de psicologia da École des Psychologues Praticiens, de Paris, Maria Elisa Serra passou pela experiência. "Foram promovidas festas, gincanas e atividades dentro da universidade. Foram dois dias divertidos e saudáveis", diz a brasileira. Alguma semelhança com a tradicional baderna por que passaram seus colegas no Brasil? "Nenhuma", ela responde.

Tiago Queiroz/AE

Calouros do Mackenzie obrigados a ingerir pinga, em 2008

Calouros do Mackenzie obrigados a ingerir pinga, em 2008

Trote camarada – Algumas instituições brasileiras têm se esforçado para melhorar as estatísticas sobre trotes – que são escassas, diga-se, pois o medo dos novatos inibe reclamações e o problema só costuma vir à tona quando ocorrem mortes ou ferimentos graves. Há dois anos a UnB criou, em parceria com os diretórios de estudantes, um "programa de boas-vindas aos calouros" nos moldes franceses. Alguns resultados são animadores. No curso de agronomia, a parcela de vítimas de trotes caiu de 75% para 50%. Contudo, o episódio da linguiça encapada por camisinha, ocorrido na mesma unidade da universidade, segue como alerta de que ainda há muito o que fazer. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tenta iniciativas semelhantes para afastar o trote violento. "Conversamos com os diretórios acadêmicos para coibir esse tipo de ação. Em paralelo, desenvolvemos atividades em parceria com os alunos veteranos para receber os novos estudantes. Nos últimos quatro anos, não registramos nenhuma ocorrência relacionada aos calouros", afirma Luiz Leduino de Salles Neto, pró-reitor de assuntos estudantis da Unifesp.

Os legisladores brasileiros ainda discutem o que fazer para enfrentar o problema que, por aqui, já tem quase dois séculos – o trote chegou ao país trazido por brasileiros que haviam estudado na Europa no século XIX. Um projeto de lei que pretende disciplinar o assunto foi aprovado na Câmara em 2009 e, desde então, repousa no Senado. Pretende proibir o constrangimento dos calouros, a exposição deles a situações vexatórias e ofensas graves, além de garantir a integridade física dos novatos. O texto determina que as universidades abram processos disciplinares contra os veteranos violentos, mas não prevê sanções a instituições que se furtarem a cumprir suas responsabilidades. Aos alunos que se excederem, seriam aplicadas multas – de 1.000 a 20.000 reais –, suspensão de um a seis meses e até expulsão. Desde 1999, alguns estados mantêm leis locais que tratam do tema, caso de São Paulo e Santa Catarina. No entanto, passada mais de uma década, não há registros de condenações motivadas por esses freios legais.

Os Estados Unidos também tentam minorar o problema pela via legal – e têm falhado igualmente. Em 44 estados, o trote já é considerado crime. Contudo, 29 estudantes morreram vítimas de trotes violentos na última década, cinco deles só em 2008, segundo levantamento de Hank Nuwer, professor do Franklin College e estudioso do assunto. "As leis e os programas das universidades que tentam promover atividades alternativas ainda são ineficientes. É difícil combater uma prática que, até a metade do século passado, era amplamente incentivada pelas próprias instituições de ensino", diz Nuwer.

Entre os americanos, em geral, violência e humilhação não são impostos cobrados às portas da instituição. Lá, os maiores problemas são registrados durante a seleção promovida por veteranos para escolher os novatos que serão aceitos pelas fraternidades (somente de homens) e irmandades (de mulheres). Ambos são grupos fechados que alegam selecionar os melhores e, posteriormente, beneficiá-los de alguma forma, como oferecendo conexões sociais privilegiadas ou acesso a oportunidades de emprego. A possibilidade de se tornar um líder no meio universitário – e fora dele – anima os jovens a encarar provas arriscadas para fazer parte dos grupos. "O maior problema ali é relativo ao abuso de bebida alcoólica, além de brincadeiras aparentemente inocentes, como levar um candidato a uma área rural ou a um bairro extremamente perigoso em plena madrugada e deixá-lo ali sozinho, à própria sorte", conta o especialista americano.

Como ocorria há quase 800 anos, o ingresso de um calouro na universidade pode de fato configurar um ponto de inflexão na vida desse jovem. É quando uma porta se abre à sua frente. Fazem sentido, por isso, festas e cerimônias. "O momento pede um ritual que marque a transição. O calouro precisa ser iniciado no meio acadêmico e os veteranos precisam cumprir esse papel", afirma o professor Antônio Zuin, da UFSCar. Está claro, contudo, que, em pleno século XXI, esse ritual não pode reproduzir a face obscura do século XIV.

 

Comentários


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Matthaeus

Trote é terror psicológico porque falam que se recusar será excluído socialmente. Não existe isso. Se você for social, fará amigos. Se você tem problemas sociais não adianta passar por humilhação. Não gostarão de você. Recusei a fazer trote, mas virei amigo de todos veteranos muito mais do que aqueles que foram pra trote e n(..)

13.02.2012

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Calouro e Veterano

... quem não aceitava participar do trote, na faculdade de medicina que cursei, era isolado e excluído. O trote ofendia, humilhava... os veteranos que mais insistiam em aplicar o trote, pude perceber após um semestre, eram os mais psicopatas, pessoas de baixo nível intelectual, imorais, anti-éticas e de péssimo caráter... co(..)

11.02.2012

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Jean Batista de Brito

Bom! para falar a verdade o trote do brasil é de marginal, não se pode deixar um aluno deste entrar em algo para adulto e infligir as regras, gente coloquem na cabeça, vestibular é para Demente,só responde quem sabe, mas o caráter fica onde?, pensem comigo, em Harvard é 0 em violência por que? por que lá eles escolhem pelo h(..)

13.01.2012

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Liliane

Não acho um aspecto positivo no trote, na minha universidade UFRN ele não costuma ser violento físicamente falando. Mas inclui comentários e apelidos depreciativos, fazem os alunos andar em posições desagradáveis e sujam os calouros com coisas fedidas e tinta depois botam para pedir dinheiro no sinal. Ninguém é obrigado a pa(..)

19.10.2011

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Josimar Pontes

Infelizmente encontramos hoje dentro das faculdades jovens que só pensam em curtição. Na universidade onde estudo praticam brincadeiras ofensivas com calouros, e não existe nenhuma intervenção da direção da mesma com relação a essas atitudes dos veteranos. Será que alguém tomará alguma atitude nesse país ou temos que esperar(..)

11.03.2011

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Regina

Não temos esses trotes bárbaros aqui em Pernambuco. Sugiro à Revista Veja mostrar as boas práticas adotadas por nossas universidades.

10.03.2011

Leonardo Gusmao

Os trotes infelizmentes sao levados para um lado negativo,problematico, ja que os veteranos nao tem a capacidade de perceber quando esse ato e prejudicial para com o calouro. Acerca de formas de punicao, diminuicao e melhoria, e cabivel tentar montar um trote com "cara" de programa de apresentacao das faculdades aos calouros(..)

01.03.2011

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Eduardo Andre Gaievski

Aqui em Realeza-PR a UFFS-Univ. Fed. da Fronteira Sul, odotou o trote Solidário, com ações que proporcionam a integração dos calouros com a comunidade. em 2010, os calouros ajudaram no combate a Dengue!!!

20.02.2011

rodrigo

o trote e mais uma prova que na verdade mudamos muito pouco, no aspecto moral, através dos séculos, continuamos em muitos aspectos verdadeiros togloditas

20.02.2011

Willye Rodrigues Magro

Existem muitos absurdos nessa história toda. Um deles é que esses atos ocorrem dentro das faculdades,sem supervisão de qualquer funcionário. Mesmo com o histórico dos trotes, as universidades continuam fazendo vista grossa, como se tudo isso fosse direito dos veteranos. O aluno que se recusa a participar leva fama de "care(..)

19.02.2011

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Antonio

Basta punir, com rigor. Mais nada. Expulsão sumária após inquérito (sem burocracias, truques ou sofismas), e o nome remetido a todas as instituições de ensino superior do país.

19.02.2011

Germano

Não acontece nada com quem pratica os trotes porque as universidades são omissa. Se expulsassem quem pratica tal ato garanto que acabaria rapidinho. O problema é que os reitores e as demais "autoridades" não estão nem aí... E tudo continua na mesma.

19.02.2011

Dirso Anderle

Bastava uma única normatização e o problema estaria resolvido: "expulsão dos candidatos veterenos da Universidade por promoverem ou participarem dos trotes violentos e humilhantes". Mediante processo disciplinar da Universidade ou através de intervenção do Ministério Público em Ação Penal Incondicionada. Sou formado em 2 cu(..)

19.02.2011

| Ler Mais

Rafaell

É ultrajante o ser humano ainda se comportar tal qual os selvagens que éramos na Idade Média. É simplesmente um absurdo! Não precisa de uma lei para proibir o trote, os veteranos infringem leis que já existem na constituição! Como fornecer bebida alcóolica a menores!

18.02.2011

Vania

Quando entrei na Universidade não tive esse problema, e abomino esse tipo de coisa, pois é como se fosse a lei do mais forte para acabar com o mais fraco. Isso deveria ter punições severas para que deobedecer a lei.

16.02.2011

Euler

Sempre houve os sádicos que aproveitam da fraqueza e euforia momentâneas dos calouros. Somente enquadrando-os na tipificação penal é que porão termo à barbárie.

16.02.2011

Gilberto

Outras coisas medievais como religiões ainda são usadas em pleno século XXI, prova de que o que mais existe é ignorância.

16.02.2011

luiz torres breyner

Que palhaçada é essa de recepção aos calouros? O certo é a liberdade, chego na escola, matriculo e vou estudar. Ponto final. Ninguém tem o direito de fazer nada comigo. Esse foi meu procedimento e todos me respeitaram e não pagaram para ver as consequências. Já imaginaram a mentalidade dos profissionais? Aí temos a classe do(..)

15.02.2011

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Manoel Jorge

Graças a Deus que nunca passei por nenhuma dessas barbaridades chamadas pelo nome até inocente de "trote"! A universidade que me graduei (UFAL) é adepta do "trote francês", com festas, gincanas e exposições acerca dos cursos. Em nenhum momento os calouros são humilhados e, se há tentativa de humilhação, os alunos envolventes(..)

15.02.2011

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Diego Marcio Luz

Algo muito importante deve ser feito a respeito dessa polêmica nas universidades.Um calouro que se dedicou só ao estudo durante a sua vida, não pode ficar a mercê de jovens desequilibrados.As instituições precisam ,já,assegurar direitos às vítimas dessa forma dessa forma de bullying.

14.02.2011

CARLA PARÁ CORRÊA

No dia 13 de fevereiro, a Escola Superior da Amazônia (Esamaz), realizou em Belém, o trote educacional, com orientação aos calouros sobre as vítimas de escalpelamento no Pará. O trote será encerrado com visita ao espaço Acolher, que cuida dos escalpelados e ainda os alunos irão fazer doações aos acidentados. Este sim, deve s(..)

14.02.2011

| Ler Mais

Cristino R.Reis

Este tipo de violência já passou da hora de ser banido. Estamos na era da sabedoria. Idade das trevas, época que a brutalidade era exaltada, atitudes estas que hoje devem ser reprovadas.

14.02.2011

carlos pinto

É e continua senndo uma vergonha esse tipo de ação, é pena que as autoridades nã veem isso como crime (constrangimento para uma pessoa), por estar em jogo filhos de pessoas influênte, colocamos até por debaixo do pano quando acontece uma morte. É indígno saber que as bocas são caladas quando a realidade envolve pessoas impor(..)

13.02.2011

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Andrea

O trote é uma tradição há séculos, mas a sociedade mudou muito do século XIV para cá, portanto o conceito de trote deveria ter mudado também. Evoluímos, temos valores éticos que não existiam antes, e uma maior consciência do que é certo ou errado. O trote com violência (física ou emocional)é medieval, não combina com um ambi(..)

13.02.2011

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João Alguém

As normas de conduta, regem todas as ações humanas. As falhas em sua fiscalização e aplicação, fomentam tais atitudes, inerentes ao homem, inibindo seu própio desenvolvimento.

13.02.2011

jamil a. hakme

Quando ingressei na faculdade de direito de Marília, em 1981, passei por trote humilhante. Agora, depois de 30 anos, ao fazer a matrícula no Curso de Psicologia, na vizinha cidade de Garça, pensei até em impetrar Mandado de Segurança Preventivo para não me submeter à possívei fúria dos veteranos; mas, para minha surpresa, de(..)

13.02.2011

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gilberto martins branco

Minha opnião pessoal, sou contra éssa coisa chamada calouros. Muitos estudantes já perderam suas vídas, por serem torturados. Que país é êsse? Sou contra tôdo e qualquer típo de violência.

13.02.2011

Cléia

Matéria interessante, mas fiquei com uma dúvida: por que os jovens voluntariamente submetem-se a este tipo de procedimento? E o argumento de que trata-se de um momento de "transição" é incoerente porque em nossas vidas estamos constantemente passando por momentos assim e nem por isso as pessoas aceitam submeter-se a humilhaç(..)

13.02.2011

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Jayson Rex

Porque será que esta pratica estupida ainda persiste no Brasil e outros países do terceiro mundo, mas sumiu definitivamente de qualquer país do primeiro mundo? Uma simples portaria do governador do estado, prevendo 3 meses de reclusão em regime fechado, colocaria um ponto final a esta idiotice.

13.02.2011

FG

Que tal trocar esta prática de barbaridade em algo que ajude a comunidade? Que tal usar os calouros para trabalhos comunitários? Realmente já está na hora de para com isto e os saudosistas que me perdoem, mas as práticas estão cada vez mais brutas e humilhantes - e estas pessoas são em "teoria"o futuro do Brasil...

13.02.2011

Rodrigo

É triste pensar que as mais valiosas mentes deste país, com todo o recurso de que dispõem nos muitos centros universitários espalhados pelo Brasil, são capazes de cometer atrocidades desta magnitude. Se com o conhecimento acumulado ao longo dos poucos anos de estudo aqueles que se dizem "veteranos" agem com tamanha covardia,(..)

13.02.2011

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Bras Bras

A coisa é bem simples deve-se acabar com a prática dos trotes pura e simplesmente. Quando se depende deles mesmos para se policiarem, para que não hajam excessos, harevá sempre algum risco de que alguém se machuque. Ou as autoridades assumem o risco e toleram os trotes ou se marginaliza a prática em benefício de uma possível(..)

13.02.2011

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JÉSSICA

NEM SEI O QUE COMENTAR LENDO ESSA MATERIA...A QUE PONTO HUMILHANTE PODEMOS CHEGAR.E SE NAO FOSSE O BASTANTE ESSES QUE VAO SER NOSSOS FUTUROS MEDICOS,ADVOGADOS, VETERINARIOS,AGRONOMOS...

13.02.2011

Carlos André da Silva

Entendo que realmente a necessidade de averiguar os veteranos quando aplicam o trote, porem abolir o mesmo, pode significar a mesma coisa que abolir o batismo religioso, pois bem, o trote marca a passagem, por isso foi enfatizado "rito de passagem",e sem tal rito, entendo que o universitário nunca será completo, seria a mesm(..)

12.02.2011

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theo

Não acredito nessa situação de que o calouro é submetido, ele vai é porque quer! No meu período de vida universitária ninguém me submeteu a nada, e todos os outros companheiros de curso que participaram, foram livremente. Quem esta no trote, tem a idéia de que realmente este vai lhe inserir no meio social universitário, um(..)

12.02.2011

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karlobo

Fiz Direito na UFMG e lá também tivemos trote. Só que mais criativo. Ninguém se conhece (e aos outros) colegas. Com isso vai lá à frente, apaga o quadro e começa a ditar uma lista do peso de Kant, Hobsbawn, Platão, Sócrates, Morus... Eram uns dez livros "calibrados". Teríamos que fazer um resumo desses livros e, ainda por (..)

12.02.2011

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O Iluminado

Já estou na minha segunda universidade federal e nunca participei de nenhum trote, simplesmente porque nenhum aluno veterano me diz o que fazer.

12.02.2011

Martins Pessôa Regis Júnior

O trote é a prática mais imbecil que existe em nossas Universidades. Ele tem que ser banido do nosso País o quanto antes,antes que provoque mais mortes ou danos à moral de pessoas que querem fazer um curso superior e conseguir um emprego decente.

12.02.2011

André

Muito se fala mas nada se faz. Reportagem apenas pra encher pauta. Nada será feito, só no dia em que assassinarem um filho de algum político importante em alguma faculdade. Ops! Esqueci que todos eles estudam fora do país, onde os trotes medievais são punidos com prisão.

11.02.2011

 

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