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A jovem brasileira que quer viver em Pequim
A cada vez que um interlocutor pergunta a Luisa Nascimento, de 15 anos, o que ela vai querer fazer no futuro, ela responde sem titubear: "Quero ser diplomata. E, se possível, na China." O sonho pode parecer distante, já que a jovem ainda cursa apenas o primeiro ano do ensino médio. Mas ela já trabalha pelo sonho. Ela estuda inglês há cinco anos e mandarim há dois anos e meio. "Vou me formar em relações internacionais e depois prestar a prova no Instituto Rio Branco. Se passar, viro terceira secretária e aí vou subindo até virar diplomata", planeja.
A paixão pelo mandarim começou aos nove anos. "Eu sempre gostei muito das roupas e dos filmes chineses", conta. A decisão de estudar o idioma veio aos 13 anos. "Comecei por conta própria, através da internet. Depois a minha mãe descobriu e contratou um professor particular para me ensinar".
Em julho, Luisa embarcou para a China com sua mãe, irmã e o professor de chinês. Passou dois meses por lá, conhecendo os pontos turísticos, treinando o idioma e fazendo compras no país asiático. "Eu já conseguia até para pechinchar na hora de fazer compras", brinca.
Luisa concorda com os especialistas: não é fácil dominar o mandarim - principal idioma da China. Além disso, faltam pares para a prática diária. "Eu não conheço ninguém aqui no Brasil que fale, exceto meu professor. Tenho um amigo chinês, mas devido ao fuso-horário dificilmente a gente se encontra no MSN", comenta.







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