09/04/2011 - 08:37
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Gustavo Ioschpe

Hora de peitar os sindicatos

"Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto. Não sou contra a existência de sindicatos, mas acho que eles devem ser vistos como defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade "

Luis Cleber

Manifestação sindical - A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito

Manifestação sindical
A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito


Quando se fala sobre a política da saúde em relação ao tabagismo, os representantes dos fabricantes de cigarro raramente são trazidos para o debate. Essa exclusão não se dá pelo seu desconhecimento da questão, já que eles claramente conhecem o produto mais do que a maioria de seus interlocutores, nem porque haja algum preconceito contra essas pessoas — entendemos que elas estão fazendo esse trabalho para sustentar suas famílias, e não por um desejo de matar milhões de pessoas por ano. Desconsideramos suas opiniões porque sabemos que elas não terão em mente o bem público, mas única e exclusivamente o ganho de sua empresa. São parte interessada na questão e, portanto, sabemos que seu julgamento será influenciado por vieses potencialmente conflitantes com o interesse comum.

Na área da educação, que é tão importante quanto a da saúde, não é assim. Se você tem frequentado a imprensa brasileira nas últimas décadas, sua visão sobre educação será provavelmente idêntica à dos sindicatos de professores e trabalhadores em educação. Você deve achar que o país investe pouco em educação, que os professores são mal remunerados, que as salas de aula têm alunos demais, que os pais dos alunos pobres não cooperam, que deficiências nutritivas ou amorosas na tenra infância fazem com que grande parte do alunado seja “ineducável” e que parte do problema da nossa educação pode ser explicada pelo fato de que as elites não querem um povão instruído, pois aí começarão os questionamentos que destruirão as estruturas do poder exploratório dessas elites. Não importa que todas essas crenças, exceto a última, sejam demonstravelmente falsas quando se cotejam décadas de estudos empíricos sobre o assunto (a última não resiste à lógica). Todas elas vêm sendo defendidas, ad nauseam, pelas lideranças dos trabalhadores da educação. E, como são muito pouco contestadas, acabaram preenchendo o entendimento sobre o assunto no consciente coletivo, e já estão de tal maneira plasmadas na mente da maioria das pessoas que todas as evidências apresentadas em contrário são imediata e automaticamente rechaçadas. É como se ainda negássemos a ligação entre o cigarro e o câncer de pulmão.

A sociedade brasileira parece não reconhecer que os sindicatos de professores pensam no bem-estar de seus membros, e não no da sociedade em geral. Incorporamos a ideia de que o que é bom para o professor é, necessariamente, bom para o aluno. E isso não é verdade. Cada vez mais a pesquisa demonstra que aquilo que é bom para o aluno na verdade faz com que o professor tenha de trabalhar mais: passar mais dever de casa, mais testes, ocupar de forma mais criativa o tempo de sala de aula, aprofundar-se no assunto que leciona. E aquilo que é bom para o professor — aulas mais curtas, maior salário, mais férias, maior estabilidade no emprego, maior liberdade para montar seu plano de aulas e para faltar ao trabalho quando for necessário — é irrelevante ou até maléfico para o aprendizado dos alunos.

É justamente por haver esse potencial conflito de interesses entre a sociedade (representada por seus filhos/alunos) e os professores e funcionários da educação que o papel do sindicato vem ganhando importância e que os sindicatos são tão ativos politicamente, convocando greves, passeatas, manifestando-se publicamente com estridência etc., da mesma maneira que a indústria tabagista ou de bebidas faz mais lobby do que, digamos, os fabricantes de fralda.

Uma das razões que tornam os sindicatos tão poderosos é que eles funcionam. Estudo do fim da década de 90 mostrou que, entre os professores brasileiros, a sindicalização era o fator mais importante na determinação do seu salário: os filiados tinham salários 20% mais altos que os independentes.

Outras pesquisas sobre o papel do sindicato dos professores trazem resultados curiosos. Estudo de um economista de Harvard tentando entender o porquê da queda da qualidade das pessoas que optaram pela carreira de professor nos EUA entre 1961 e 1997 encontrou dois fatores: um deles, que explica três quartos do problema, era a crescente sindicalização dos professores, causando compressão salarial (o outro fator era a emancipação feminina, já discutida aqui em artigo anterior). Quando um sindicato se “adona” de uma categoria, a tendência é que os salários de seus membros deixem de ser um reflexo de seu mérito individual e passem a ser resultado de seu pertencimento a alguma categoria que possa ser facilmente agregável e discernível — como ter “x” anos de experiência ou ter feito uma pós-graduação, por exemplo —, pois só assim é possível estabelecer negociações salariais coletivas, para milhares de membros. E só com negociações coletivas é que se torna possível a um sindicato controlá-las. Talvez seja por isso que os aumentos salariais tenham se provado ferramenta tão ineficaz na melhoria da qualidade da educação: as pessoas mais competentes parecem não fugir do magistério pelo fato de o salário ser alto ou baixo, mas sim por seu salário não ter nenhuma relação com seu desempenho. Nenhum ás quer trabalhar em lugar em que recebe o mesmo que os vagabundos e incompetentes. Talvez seja por isso que outro estudo mostrou, paradoxalmente, que a filiação a um sindicato afeta de forma significativamente negativa a satisfação dos professores com a sua profissão. É o preço a pagar pelo aumento salarial.

O outro estudo que conheço sobre o tema é do alemão Ludger Wossmann, que comparou dados de 260 000 alunos em 39 países. Uma de suas conclusões é que naquelas escolas em que os sindicatos têm forte impacto na determinação do currículo os alunos têm desempenho significativamente pior (todos os estudos mencionados aqui estão na íntegra em twitter.com/gioschpe).

Quando ouvir um membro desses sindicatos se pronunciando, portanto, é mais seguro imaginar que suas reivindicações prejudicam o aprendizado do que o contrário. E, especialmente quando a questão for salarial, é preciso levar em conta que não apenas os professores são beneficiados por seu aumento, como os sindicatos também, já que são mantidos por cobranças determinadas através de um porcentual do salário.

Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto: não sou contra a existência de sindicatos de professores, nem contra o lobby da indústria do cigarro, da bebida ou das armas. O direito de livre associação e expressão é um pilar inviolável de um estado democrático, e está acima até mesmo do aprendizado de nossos alunos. Só acho que os sindicatos e seus representantes devem ser vistos pelo que são: defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade.

Esse insight causa dois impactos importantes. O primeiro é que nós, os defensores da melhoria educacional do país, estamos sós. O sindicato dos professores não é nosso parceiro e a união dos alunos deixou há muito de defender os interesses educacionais do alunado, trocando-o pela generosa teta do Erário e pelo triste mercantilismo da emissão de carteiras vale-desconto. Não podemos esperar por movimentos organizados para abraçar essa causa: precisamos criar nós mesmos essa união, que será inclusive boicotada pelo status quo.

O segundo é que, toda vez que uma organização com esses nobres fins se forma, o cacoete de buscar uma parceria com os representantes dos professores é o beijo da morte. Se quisermos defender exclusivamente o interesse do alunado, a relação com os sindicatos de trabalhadores da educação será provavelmente adversarial, talvez neutra, jamais colaborativa. Ou você já viu oncologista fazer parceria com a Souza Cruz ou o “Sou da Paz” de mãos dadas com a Taurus?

Gustavo Ioschpe é economista

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Comentários


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Roberto

Caro economista odiscursopresente em seu texto está equivocado quando afirma que professores não pensam no bem estar dos alunos. Pode-se fazer a mesma afirmação em relação a sua coluna? Quando o senhor escreve não espera dar nenhuma contribuição a sociedade. Pensa apenas no senhor, no seu salário, na sua família.

07.04.2012

Edinei Naves

Gustavo, sou leitora de seus comentários e percebo claramente que você conhece muito pouco da realidade da sala de aula de uma verdadeira escola pública brasileira.Onde trabalho, escola pública de Goiânia-Goiás, temos sérios problemas: rede física comprometida com o desgaste natural do tempo e sem previdão de reforma, sala d(..)

18.03.2012

| Ler Mais

Sidiney Rodrigues

Essa é a revista que muitos professores utilizam para "educar".

14.03.2012

Helen Cardoso

Caro Gustavo Ioschpe, Desafio você a trocar o seu belo escrit´rio climatizado, por uma sala de aula de qualquer escola pública brasileira, que pode ser a minha, apenas por um dia! Você tem coragem suficiente para isso? O desafio está lançado!

28.12.2011

monique

Esse é o resultado de um economista falar de educação,mesma situação vivida quando nossos políticos estabelecem as ementas que norteiam as salas de aula... Quanto a isso, não preciso comentar mais nada sobre o assunto.

21.11.2011

Carolina

Mostou um profundo desconhecimento de causa! Um ignorante no assunto! Se eu resolver escrever um artigo sobre física quântica eu saio melhor que você...

14.10.2011

arildo leal

Algum livro para embasar o que você fala? FHC não conta em ;)

23.09.2011

José Livramento

Ué... Mas não é o preceito do liberalismo que você tanto defende de que cada um deve buscar o melhor para si que assim estará buscando o melhor para todos?

07.06.2011

Eduardo

Se não fosse trágico seria realmente cômico, Porque você, Gustavo Ioschpe não vai a uma sala de aula lecionar , fazendo dessa atividade sua única fonte de renda ? eu sei. é porque com o salário que receberia não conseguiria nem ao menos comprar o paletó que você vestiu ao tirar essa foto ! deveria , antes de tudo conhecer os(..)

29.05.2011

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Christiane

Pois eu acho que os sindicatos, que deveriam de fato nos representar, são tão facilmente corrompíveis que quase sempre nos deixam a ver navios. Basta reparar nas arbitrariedes de resoluções completamente equivocadas tomadas por pessoas que NUNCA lecionaram em salas de aula cheias e precárias que temos que engolir. E não adia(..)

25.05.2011

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André Pessoa

Se o autor da texto pesquisar mais um pouco ele vai perceber que o sindicalismo atual é somente assistencialista, não defende seus associados . Sou professor, e gostaria de perguntar se o autor já lecionou em escolas públicas para falar sobre a realidade dos alunos e dos professores???

19.05.2011

Henrique

Caro Gustavo, fizeste uma grande confusão no seu artigo. Misturas a função dos sindicatos dos professores com a qualidade da educação. Em relação ao primeiro: ruim com os sindicatos, pior sem eles. Ao segundo: dizer que o país NÃO investe pouco em educação, que os professores NÃO são mal remunerados, etc, é no mínimo um ato (..)

08.05.2011

| Ler Mais

Nedda Garcia

Sem dúvida que os sindicatos estão lutando por melhores condições salariais para seus filiados. Se assim não fosse, não estariam fazendo o que se espera deles. Seria interessante que o autor verificasse quantos livros podem ser comprados, de quantos congressos podem participar, quantas especializações podem fazer e quantas h(..)

29.04.2011

| Ler Mais

eu

é isso aí!

25.04.2011

Jefferson Begalli

Concordo em partes com o seu artigo. Sou professor da rede pública de SP e sei que o principal sindicato (Apeoesp) não defende com clareza suas idéias. Prega que a valorização do professor se deve pelo salário dentre outras medidas. É lógico sua colocação que o sindicato luta pelos seus interesses, mas há de ver também que e(..)

25.04.2011

| Ler Mais

Renata Rosa

Sou professora de escola pública e sou sindicalizada, ah e recém formada também. Sou muito disposta e tento fazer as minha tarefas o melhor possível. E realmente se vc quer fazer um bom trabalho vc trabalha muito, são horas estudando e preparando uma aula diferenciada e interessante, sem ganhar nada a mais por isso, essa é a(..)

24.04.2011

| Ler Mais

Francisca Mendes de Sousa

Parabéns!Os sindicatos cada vez mais partidarizados estão procupados mesmo e com a contribuição sindical que é bastante significativa. Faria um bem à educação a ruptura com a DITADURA SINDICAL.

24.04.2011

Luiz Albuquerque

Não devemos transferir a responsabilidade do GOVERNO nas costas dos sindicatos, sou filiado há muitos anos, e não vejo que isso possa dificultar o desempenho do aluno, ou os professores filiados causam impactos negativos na educação publica. Mesmo com apoio dos sindicatos os docentes do país são mal remunerados. O Brasil est(..)

21.04.2011

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Janaína

Na realidade, nem mesmo os interesses da categoria eles representam hoje em dia, representam sim os interesses dos partidos aos quais são filiados e o que seus diretores almejam é visibilidade política e apoio pa serem candidatos na próxima eleição!

19.04.2011

Geise Kelly

Não sei se o sr. já percebeu (acredito que sim) a enorme diferença que há entre o ensino de escolas públicas municipais/estaduais e as instituições de ensino técnico e superior. Pq será que nessas últimas a qualidade do ensino é absurdamente superior as primeiras? São os pilares que sustentam a suas estruturas ou as carinhas(..)

19.04.2011

| Ler Mais

Jorge Marques Neto

Sou leitor e assinante da VEJA há mais de 20 anos. Parabéns pela matéria. A reportagem escrita por Gustavo Ioschpe, traduz a realidade do sindicalismo na área do ensino privado em todo o pais. Como bem averbou Gustavo, o Sindicato dos professores luta exclusivamente por melhores salarios dos docentes, deixando a mercê a mel(..)

18.04.2011

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Everaldo Costa

Esse artigo traduz tudo o que tenho refletido nos últimos tempos. Parabéns Gustavo, ótimo o seu artigo, infelizmente os sindicatos dos professores se tornaram num obstáculo à tão sonhada educação de qualidade, pena que muitos professores preferem se agarrarem às tetas do poder público, manifestarem-se por salários mais altos(..)

16.04.2011

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josé acácio dantas

Impressionante é que os professores atualmente estão vivendo um momento histórico na educação brasileira,sendo valorizados com um salário melhor. Muitos desses professores são de pequenas cidades do nordeste brasileiro e que vão trabalhar em cima de uma moto em lugares que não é possível chegar de carro, lugares de difícil (..)

16.04.2011

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eneas chiamulera

Otimo. Sou professor e é isto mesmo que acontece. parabens

16.04.2011

marcos

sempre fui leitor da veja e lia alguns artigos de sua autoria e outros autores como claudio de moura castro entre outros, que versavam sobre educação, e formei uma opinião acerca da educação brasileira, e como voces imaginava que a educação nao andava por causa dos professores, até que ingressei para trabalhar no estado esse(..)

15.04.2011

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José Renato Pinto

Definitivamente não concordo quando diz que o salário é irelevante no aprendizado dos alunos. O professor com um bom (digno)terá mais tempo p/um bom plano de aulas já que não necessitará de carga dupla e as vezes tripla de trabalho para manter sua família.

15.04.2011

CM Baptista

Caro Sr. Gustavo, é com grande surpresa que li seu artigo acima, e recomendei a sua leitura a alguns amigos! Realmente, posso reafirmar que a revista Veja está mantendo um excelente nível editorial, com destaque para a excelente reporter/articulista Fernanda Furquim, sumidade e referência neste campo de estudo! parabéns pelo(..)

14.04.2011

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Jairo Ricardes Rodrigues

Gustavo, como você bem colocou os sindicatos defendem o trabalhador na qual ele é filiado. Esta forma legítima é a unica maneira de termos algumas garantias trabalhistas respeitadas. Para falar em melhoria da educação primeiro deve se lembrar de quem esta no dia dia com um salário defasado, sem segurança, com precárias condi(..)

12.04.2011

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Josué

Estive lendo outras matérias a respeito de educação e em uma delas diz que o salário não é o fator importante para o desempenho do professor, realmente não o é, mas em toda profissão a recompensa salarial é umas das formas de ter maior empenho e rendimento nas tarefas. No Brasil a categoria dos professores foi esquecida, um (..)

10.04.2011

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Carlos Alex Soares

Gustavo, quando voltastes ao Brasil foi publicada uma matéria sobre tua trajetória estudantil, com destaque aos estudos no exterior e mestrado em educação. Isso me chamou a atenção e passei a acompanhar alguns de teus artigos divulgados na internet. E assim é com teus artigos na Veja, revista que espero nos finais das tar(..)

10.04.2011

| Ler Mais

Marcel Freitas

Parabéns ao colunista. Uma verdade que quase ninguém tem coragem de dizer. Os sindicatos defendem uma categoria e nada mais. Eles buscam um aumento para toda a categoria diluindo o mérito dos seus membros individualmente. O colunista deve a habilidade de perceber que, embora necessárias, os interesses dessas entidades não de(..)

10.04.2011

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Paulo Netto

O modelo de análise é significativo, porém omite o terceiro e principal elemento da questão: o empregador (seja ele público ou privado). É contra os interesses dele que os sindicatos se mobilizam e não contra a sociedade como se fez parecer. Seguindo o seu raciocínio ( sem querer ensinar o pai nosso ao vigário): interessa a(..)

09.04.2011

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Marco Gaúcho

Chê, agora foi tocado num ponto fundamental da educação brasileira - A IDEOLOGIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO. O esquerdopatas se apoderaram de praticamente todos os níveis de educação, e fazem prevalecer suas idéias préhistóricas em quase todos os níveis de ensino. Mudam o curso da HISTÓRIA, transmitindo seus conceitos ultrapassados des(..)

09.04.2011

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Marco

Caro G.Ioschpe:Os Sindicatos representam o negar o aniquliar, a imcompatibilidade, a mentira, o não querer ver a todo custo, criam estados de emergência de toda espécie como objeção, um não querer simplistas. Não resta dúvida q é a espécie mais nociva de gente. Esses caluniadores do Mundo com seus danos, sacrificam novos val(..)

09.04.2011

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DOCTORA D'TITULO ILÁRIO

É apenas o óbvio. Então "quando se trata de provar coisas tão claras podes estar certo de não convencer" (dito de 1748, MONTESQUIEU, in "Do Espírito das Leis..."). Enfim, é a primeira vez e aqui leio algo tão clarividente.

09.04.2011

Thais

O senhor esqueceu de comentar que os professores vivem em escolas precárias,muitas caindo aos pedaços,tem que comprar material didático pois muitos pais acham que isso é futil,controlar uma turma de vários alunos com diferentes niveis de intelectual,jogos pedagógicos(na Educaçã infantil),não vivemos em uma sala com ar condic(..)

09.04.2011

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Miro Hildebrando

Oportuno, lúcido comentário do Gustavo. Faria minhas as palavras dele em qualquer circunstância.

09.04.2011

Ricardo

Gustavo, lendo seu texto fiquei me perguntando se o senhor tem visitado escola públicas deste nosso brasil. Não estou falando dos exemplos de excelência que, felizmente, existem. Estou falando das comuns mesmo, aquelas onde a maioria dos estudantes e professores estão. Ali Gustavo, a realidade não é tão simples como pensa. (..)

09.04.2011

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Márcio Renan Fonseca Barbosa

Gustavo,seu artigo é claro e mostra bem como ossindicatos estão unidos pelos interesses próprios.O problema de não se peitar esse pessoal,é que o país perde.Ja vivemos um apagão de mão-de-obra.Na faculdade em que eu estudo,a Unimontes em Montes Claros,eu sou visto como um ET,por cobrar mais dos professores e dos meus próprio(..)

09.04.2011

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Hamilton

Nunca tinha me deparado com um posicionamento tão acertivo como este artigo. Parabens pela coragem e mostrar a realidade que este país ainda não percebeu, que a "elite" que hoje governa é a dos sindicatos e do PT, com a senhora "fantoche" presidente Dilma.

09.04.2011

sandy

Realmente está na hora de pôr os pingos nos "i,s". Chega de política na educação e sim trabalho. Chega de policiais em greve, de governos sem políticas públicas empurrando o carrinho de mão, de uma sociedade cega e permissiva, chega de corredores cheios de pacientes terminais, com aparelhos apodrecendo nos pátios dos hospita(..)

09.04.2011

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