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Enem: simulado oficial é fácil, avaliam professores
No mês passado, foram finalmente divulgadas questões que servirão de modelo para o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - que será realizado por mais de 4,5 milhões de estudantes nos dias 3 e 4 de outubro. A expectativa era grande, já que o modelo era desconhecido, e a prova ganhou em importância, uma vez que vai substituir o vestibular de pelo menos 21 universidades federais do país.
Com o objetivo de esclarecer os candidatos, VEJA.com ouviu professores especialistas no assunto. Eles analisaram atentamente o simulado divulgado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão realizador do Enem, e comentam a seguir cada uma das partes da prova. O modelo divulgado é composto por 40 testes: dez questões de cada uma das quatro áreas que serão avaliadas em outubro - português, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.
Segundo Sezar Sassom, coordenador de simulados do Enem do curso Anglo, a prova foi simples. "No geral, houve mais cobrança de conteúdo. As questões típicas dos anos anteriores - contextualizadas e interdisciplinares e com exemplos típicos do cotidiano - também apareceram". Confira a seguir os comentários por área.
Português - Foi a área mais complicada do simulado. As questões traziam enunciados trabalhosos e vocabulário rico. Leitura e interpretação de texto foram privilegiadas: "Linguagem denotativa, metáforas, neologismos e alguns conceitos filosóficos são exemplos de conteúdos cobrados. Se o aluno não dominar o código da linguagem e não tiver esse repertório, será difícil resolver as questões", explica Francisco Platão Savioli, supervisor de português do Anglo.
Ciências humanas - A área, que envolve geografia e história, foi abordada de forma relativamente simples no simulado, na avaliação dos professores. Os testes do simulado seguiram um modelo: três ou quatro linhas de enunciado e alternativas fáceis, com respostas quase diretas sobre assuntos como população, cartografia, nova ordem internacional e impacto ambiental.
Desta vez, ao contrário do que acontecia em anos anteriores, tabelas, gráficos e mapas foram pouco utilizados. "Não acredito que o simulado servirá de base para as provas de outubro em ciências humanas. Os candidatos devem estudar por exames anteriores do Enem", aconselha Reinaldo Scalzaretto, supervisor de geografia do Anglo.
Matemática - Foi, ao lado de ciências da natureza, a área menos exigente do simulado. "O estudante é capaz de resolver todas as questões com muita facilidade se souber interpretar bem os textos e ler os gráficos e tabelas com eficiência", diz Glenn Van Amson, supervisor de matemática do Anglo. O conteúdo cobrado, segundo Amson, resume-se basicamente ao uso de regras de três e à capacidade de contagem de grandezas igualmente ou inversamente proporcionais.
Ciências da natureza - O setor exigiu um pouco mais de conteúdo disciplinar, como conceitos de onda e acústica, saúde pública, decomposição química e metabolismo energético. Sezar Sassom aponta falhas na elaboração de algumas questões, que traziam erros e imprecisões. Ainda assim, aposta o professor, a resolução dos problemas é relativamente simples.








Comentários
EVELYN
AI NAO DA PARA FAZER USSAS PROVINHA S MAIS FACIL NAO E SEM MT COISAS PARA LER NAO E MSM QUE ISSO MT COISA ATE DECISTI
27.07.2010