09/11/2009 - 17:05
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Enade 2009

Desânimo e estímulo ao boicote marcam dia do exame

Marina Dias
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(Divulgação)

No domingo, dia 8 de novembro, cerca de 1,1 milhão de estudantes realizaram o Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), que tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos de cursos de graduação em todo o Brasil. Apesar do resultado valer como um medidor de qualidade das universidades e da ausência do candidato resultar na inviabilidade de sua colação de grau, muitos estudantes não levam a prova a sério. As práticas mais comuns são: respoder às perguntas de maneira apressada ou displiscente ou ainda, nos casos mais radicais, entregar o exame em branco.

Na Escola Estadual Maria Eugênia Martins, na Zona Oeste de São Paulo, a movimentação dos alunos só começou a ficar intensa faltando apenas alguns instantes para o início da prova, marcada para às 13h (horário de Brasília). Dentro das salas de aula, vários estudantes dormiam ou esperavam impacientemente o fim do tempo obrigatório - 30 minutos - para entregar a folha de respostas. O teste é composto de 35 questões objetivas e 5 dissertativas.

Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) fizeram, durante toda a semana passada, uma campanha de boicote ao Enade. Segundo eles, entre outros problemas, o exame não cumpre a função a que se propõe, já que os universitários podem, muitas vezes, escolher suas grades curriculares e não precisam necessariamente ter aprendido todo o conteúdo cobrado na prova. Os alunos da PUC-SP propunham colar um adesivo de protesto no exame antes de entregá-lo em branco.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, porém, afirmou que os problemas registrados durante o dia do exame foram isolados, como o atraso de alguns candidatos ou o esquecimento por parte dos estudantes do documento de identificação.

Com a imagem já desgastada depois das duas denúncias de violação de suas provas - uma em 20 de outubro, no interior do Rio de Janeiro, e outra no último dia 4, na Paraíba -, o Enade foi aplicado em 997 municípios e avaliou alunos ingressantes e concluintes de 1.807 instituições do país. O exame existe desde 2004 - antes era conhecido como Provão - e este ano custou 29.800 reais para o governo.

Foram avaliados os cursos de graduação em Administração, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Design, Direito, Estatística, Música, Psicologia, Relações Internacionais, Secretariado Executivo, Teatro e Turismo. Além deles, pela primeira vez, foram avaliados os cursos superiores de tecnologia em Design de Moda, Gastronomia, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Turismo, Gestão Financeira, Marketing e Processos Gerenciais.

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