Educação
Ensino público
Educação básica tem "abismos" entre regiões em SP
Disparidades entre as regiões da capital paulista são refletidas também nas salas de aula. Subprefeituras vizinhas apresentam índices opostos
(Alexandre Schneider)
Dados sobre a educação municipal de São Paulo mostram que a diversidade da capital paulista também se reflete nas salas de aulas da rede ligada à prefeitura. Recortes sobre retenção de alunos, distorção de idade adequada à série e até nível de formação de professores revelam abismos nas comparações entre as subprefeituras da cidade - apesar da melhora na média. Em alguns casos, regiões vizinhas têm resultados com mais de 100% de disparidade.
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É o caso quando a análise recai sobre os índices de retenção. Esse dado é um importante recorte de avaliação da educação, usado, por exemplo, no cálculo de rendimento escolar que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). As escolas da região da subprefeitura de Cidade Ademar, na zona sul, tinham em 2010 o pior resultado, com 7,98% de reprovação. O resultado é mais que o dobro da subprefeitura com o melhor aproveitamento nas aprovações: Parelheiros, também da zona sul, com retenção de 3,04%.
Apesar de representarem os extremos da cidade, as duas regiões são vizinhas e fazem parte das mais carentes da capital. Chama a atenção que essa desigualdade sem regionalidade definida pode ser vista em outros índices da Secretaria Municipal de Educação.
A taxa de distorção de idade - que representa o volume de alunos com idade superior à recomendada para a série - também é espelho dessa realidade. A área da subprefeitura de Jaçanã/Tremembé, zona norte, tem o melhor resultado, com 10,6%. A vizinha Freguesia/Brasilândia tem um resultado 57% pior: 16,6% dos alunos da região estão atrasados na escola.
(Com Agência Estado)





