Educação
Língua portuguesa
As lições do livro que desensina
'Por Uma Vida Melhor' é exemplo de doutrina difundida há décadas na educação brasileira, segundo a qual a norma culta é um fardo ao qual devemos nos curvar por imposição social, e não pelos benefícios que ela propicia
Sala de aula de escola estadual do Rio de Janeiro (Eduardo Martino/Documentography)
Menas era o nome de uma exposição aberta ao público no ano passado, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. As paredes do museu exibiam variações da língua portuguesa falada em diversas regiões do país, além de textos que explicitavam as grandes diferenças entre o idioma praticado nas ruas e a norma culta – aquela apresentada nos livros de gramática. A exposição procurava demonstrar que há vários contextos de fala e que o errado em um contexto não necessariamente impede que as pessoas se comuniquem de maneira bem sucedida em outros.
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Por Uma Vida Melhor é o nome de um livro didático, a esta altura já de triste fama, escrito a várias mãos sob coordenação da ONG Ação Educativa, adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuído a 4.236 cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) espalhados pelo país. A certa altura, baseado na eventual pergunta de um aluno a seu professor, o livro afirma: "Eu posso falar 'os livro'? Claro que pode." Depois de ensinar a seus alunos que eles podem falar errado, o professor é orientado a apontar as “sanções” a que o estudante está sujeito se utilizar uma construção como "os peixe": "Fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico." E emenda: "A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio."
Tanto a exposição quanto o livro representam uma linha de pensamento nascida há 50 anos, fruto do trabalho do americano William Labov, da Universidade da Pennsylvania, que se debruçou sobre as variedades populares do inglês utilizadas em diferentes regiões e por grupos sociais distintos. A sociolinguística – esse é o nome da disciplina – busca uma abordagem científica das línguas, mais descritiva do que normativa. Ela procura entender cada variação de um idioma, e por isso passa ao largo das questões de certo e errado. A sociolinguística pode render uma mostra informativa – e divertida – como Menas. Ela também leva estudantes universitários de português e pedagogia a reflexões importantes sobre a maneira como as pessoas utilizam a linguagem em diferentes lugares e estratos sociais. Mas, utilizada de maneira torta num livro didático como Por Uma Vida Melhor, e misturada a um blá-blá-blá ideológico sobre “preconceito” e “classes dominantes”, essa abordagem é nada menos que um desatino, propagando a ideia de que a norma culta e a educação formal são fardos aos quais as pessoas devem ser curvar por imposição social, e não pelos benefícios que elas propiciam.
Os estudos de Labov começaram a influenciar pesquisadores brasileiros no início dos anos 1970, quando estudos de sociolinguística surgiram nas principais universidades do Brasil. O primeiro grande projeto produzido por essas instituições, entre elas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi o Nurc, sigla de Norma Urbana Culta. Munidos de gravadores portáteis, pesquisadores foram às ruas de cinco capitais para registrar pela primeira vez a fala de brasileiros e, a partir daí, deduzir as normas cultas do português falado. Para isso, foram ouvidos jovens filhos de pais brasileiros, com ensino superior completo. Concluiu-se que até mesmo entre os "estudados" a fala divergia da norma culta.
A teoria sociolinguística começou a se infiltrar no sistema educacional brasileiro a partir da década de 1980. A influência coincide com a expansão do ensino básico, uma das causas da queda da qualidade do sistema público, segundo vários especialistas. Em 1988, a nova Constituição da República tornou lei a universalização do ensino básico: a partir de então, toda criança deveria frequentar a escola. As instituições, habituadas a letrar uma parcela da população oriunda de famílias instruídas, viram chegar aos bancos escolares filhos de famílias pobres e de baixo nível de escolarização formal. Naturalmente, desconheciam as regras básicas da gramática.
Ataliba de Castilho, linguista da Universidade de São Paulo (USP) e um dos defensores das teorias da sociolinguística, resume o que acontecer a seguir: “Foi levada para a sala de aula a ideia de que o professor se aproxima do aluno e estimula seu aprendizado na medida em que é capaz de entender e aceitar as variações linguísticas presentes em cada discurso.” Por isso, insistir que frases como “nós pega peixe” estão erradas seria contraproducente, servindo apenas para afastar ainda mais o professor do aluno. “É preciso esclarecer, porém, que a sociolinguística não defende que a norma culta seja renegada pelas escolas. É dever da escola ensinar a variante culta escrita”, diz Castilho, autor da Gramática do Português Falado, obra que normatiza a variante oral culta da língua portuguesa. A obra, a maior gramática da variante oral de uma língua já feita, levou duas décadas para ser concluída e contou com a colaboração de cerca de meia centena de estudiosos, todos coordenados pelo linguista da USP.
Finalmente, em 1998, as ideias apresentadas por Labov e desenvolvidas por pesquisadores brasileiros foram incorporadas pelo estado, ao serem incluídas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), do MEC, um conjunto de diretrizes que pretende orientar professores e autores de material didático – daí, nasceu, por exemplo, um instrumento de desensino como Por Uma Vida Melhor. Era apenas a versão nacional de uma prática que já se fazia em nível estadual desde a década anterior. Em São Paulo, na década de 1980, o governador Franco Motoro já havia convidado docentes da Unicamp a orientar professores paulistas. O objetivo: fazer com que os docentes aceitassem as variações presentes na fala de seus alunos. Atualmente, inúmeros estudos com esse viés orientam centros de pesquisa pelo país, entre elas a Universidade Federal da Bahia (UFBA), responsável pela elaboração de um Atlas Linguístico do Brasil, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que capitaneia o Censo Linguístico, que procura refazer os passos do Nurc, registrando tanto a norma culta quanto a popular.
Que o assunto seja tema de pesquisa acadêmica e subsídio para a formação de professores não se discute. Choca, contudo, que chegue aos ouvidos de estudantes que vão à escola justamente para aprender aquilo que a rua não lhes oferece: a norma culta, com toda a riqueza que ela oferece. "Esse não é um tema que deve ser levado para a sala de aula, seja para crianças, seja para adultos em fase de alfabetização", diz Miriam Paura, educadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). "A escola tem por objetivo fazer a instrução correta. É dever do professor explicar aos alunos as diferenças entre o falar e o escrever, entre a norma culta e as variações populares. Mas explicar não é dizer que tal forma deva ser reproduzida."
Não bastasse confundirem os alunos, as aulas para desaprender também podem confundir o professor. Ninguém mais ignora o fato de que a qualidade do corpo docente brasileiro é irregular. "Um docente despreparado pode interpretar tal livro de maneira equivocada", diz Paura. É possível que um mestre bem qualificado entenda que deve-se deixar o desensinamento de lado e ater-se às regras gramaticais apresentadas no livro – sim, no restante da obra, as normas estão lá. Outro professor menos informado, porém, pode ficar em dúvida sobre a pertinência de corrigir seus alunos, e a correção é um processo fundamental do aprendizado. "Saber até onde a norma popular é aceitável é um tema delicado e exige preparo por parte do profissional. Tudo isso faz com que um material didático que dê margem para múltiplas interpretações seja um risco."
Neste ano, todo o Brasil sofrerá com a falta de mão de obra qualificada, informa pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Alguns brasileiros, contudo, sofrerão mais. "Quem não domina a norma culta do português tem dificuldades para brigar por uma vaga, seja ela de que tipo for", afirma Antônio Carminhato, presidente do Grupo Soma de recursos humanos. Outra pesquisa, divulgada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), revelou que a falta de qualificação atinge sete em cada dez empresas consultadas. A solução do problema, segundo a entidade, é simples: "A educação básica é a base do processo da formação de profissionais qualificados." Vale para a indústria, para o comércio, para a agricultura... É difícil supor, portanto, que o papel da norma culta seja apenas retirar o brasileiro da alça de mira do preconceito. No século XXI, frequenta-se a escola e aprende-se o que é correto para deixar o Brasil do século XIX para trás e ingressar no mundo moderno, complexo e exigente.
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Comentários
elias
embora a educação deva ser socializada, porém não podemos empobrece-la, ou então, aonde vamos parar, afinal, qual o objetivo da educação?
11.07.2011
Luiz Santana
Como leitor crítico dos acontecimentos no mundo, professor e coordenador pedagógico consciente de minha respónsabilidade social e desapontado pela falta de respeito aos profissionais em educação, tanto na esfera salarial, quanto na da falta de condições adequadas de trabalho nas escola públicas, reflito: casos como esses do (..)
05.06.2011
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Hilda Maia
Será que uma pessoa que fala "os livro" e "os peixe" e a quem o professor diz que pode continuar falando assim ao invés de ensinar o correto, entende as frases "Fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico." E emenda: "A classe dominante utiliza a norma culta princ(..)
04.06.2011
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R.Serafim
UM país que controlador de tráfego aéreo não sabe inglês técnico,as vagas em aberto não são preenchidas por falta de mão de obra especializada,os problemas sociais existem a mais de quinhentos anos, entre outros; não consegue convencer a população que o universo da língua portuguesa deve ser aprendido de forma ampla, uma ve(..)
02.06.2011
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Rodrigo
Não ensinamos nossos jovens a matar, embora assassinatos sejam cometidos. Não ensinamos nossos jovens a mentir, embora contemos mentiras. Não ensinamos aos nossos jovens comportamentos que são considerados inadequados, embora os cometamos. O fato de algo existir não significa que deva fazer parte das grades curriculares de n(..)
01.06.2011
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Helder
O atual ministro da Educação esta despreparado para fazer o que quer que seja pela Educação brasileira. Trata-se de um caso absurdo e por sinal clarissimo, pois o indivíduo só fez errar, errar e errar. Fora Haddad. Fora já . Fora com Haddad já !
01.06.2011
João Maurício Borges
Sr. Haddad,você não pode simplesmente resolver levar os brasileiros no CABRESTO.Queremos dar nossa opinião sobre o livro Por uma vida melhor e Kit gay.Nos respeitem... PLEBESCITO JÁ.
01.06.2011
Ramon Oliveira
E ainda dizem que o governo do PT está melhorando a educação desse País. Haddad tem filhos? Será que ele daria o livro para eles lerem? Garanto que não!
31.05.2011
Dão Ferreira
"De tanto levar "frechada" do seu olhar/ Meu peito até parece sabe o que..."taubua" de tiro ao "álvaro" não tem mais onde "furar"......ADONIRAN BARBOSA
31.05.2011
Alaercio Flor
Menas corrupção,menas safadeza,menas aprendizagem.Acho que o Brazil vai num rumo certo.Tudo menas uma coisa dessa pra nois que tivemos muita dificuldad de aprender alguma coisa...menas burrice,também pode ser???
31.05.2011
Sueli
Que triste ler isso. As vezes me questiono o quanto é importante falar de forma culta, mas a gravidade da qualidade do ensino é tão mais profunda que não podemos piorar com o desensino. Quando se ouve de uma jovem de 25 anos que o Brasil tem 98 estados, que ela não sabe se São Paulo é cidade ou estado e ainda diz que essas p(..)
31.05.2011
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Rodrigo Santos Mulser
Apesar de toda essa apresentação histórica apontando as origens de um fato descabido, vejo a aprovação do livro “Por uma Vida Melhor”, como uma conseqüência direta da ultima reforma ortográfica da língua portuguesa, que na prática adéqua os padrões oficiais, “cultos”, a modos mais populares ao invés de popularizar, por mei(..)
31.05.2011
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Marcos Correa
Outra coisa importante e que muitas pessoas que comentaram aqui não estão se atentando é que o livro não diz que o correto é falar "Os livro" e sim, que existe uma adequação a essa linguagem. Escrever uma monografia, como foi citado, é completamente diferente de conversar ao telefone com um amigo, então deve ter prudência e (..)
31.05.2011
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Marcos Corrêa
Não concordo com o texto e acredito sim, que uma gramática onde o professor possa mostrar pro aluno que o falar popular não deve ser ignorado é sim importante. Penso também que muitos dos que comentam o texto acima não tem embasamento linguístico nenhum, por isso, indico que leiam Sociolinguistas como Marcos Bagno, Stella Bo(..)
31.05.2011
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Laura
Sou vestibulanda e estudo diariamente o uso correto da norma culta. Acho um absurdo desvalorizarem o esforço de alunos e professores que levam a sério a lingua portuguesa e que se esforçam para usa-la corretamente. O Brasil sempre foi e, pelo jeito, continuará sendo um país que aceita o erro para nao precisar corrigi-lo.
30.05.2011
Ricardo Gomes
O indivíduo que domina a norma culta tem mais facilidade com as variantes, quem usa apenas uma variante fica restrito a idioleto. Há muito populismo, depois que retiraram a gramática, sim, os livros vêm com pouca, ou quase nada de gramática, vemos nossos neófitos abandonados. Quantos dias faltam, quantos anos ainda virão, q(..)
29.05.2011
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Marcos Bollmann Azevedo
Com a incompetência e falta de vontade do governo para formar e remunerar adequadamente professores, não surpreende que queiram criar uma "nova gramática da ignorância" patrocinada pelo Ministério da (des)Educação, em que cada um fala e escreve como quer. Quanto à escola, transforme-se-a em "merendaria" e ponto final!
29.05.2011
Fabiano Alves
A língua é viva e a discussão acerca da sua apresentação na sociedade infelizmente ainda não pode ser feita aqui no Brasil. Não reconhecer as variedades, ou melhor dizer os diversos dialetos - termo este usado na europa - que existem na cultura brasileira é simplesmente não querer ver o óbvio. Um estudo criterioso das outras(..)
28.05.2011
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Marcio Abreu
Isso é inaceitável. Nossos pais já não têm um dos melhores ensinos, agora vem um bando de desocupados piorarem o nosso ensino. Eu estou no 3° ano do ensino médio, curso em Campo Grande-MS em uma escola publica, eu quero ao menos ensino de qualidade, quero aprender algo que some na minha vida profissional, quero poder ensinar(..)
27.05.2011
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Fabiano Alves
A língua é viva e a discussão acerca da sua apresentação na sociedade infelizmente ainda não pode ser feita aqui no Brasil. Não reconhecer as variedades, ou melhor dizer os diversos dialetos - termo este usado na europa - que existem na cultura brasileira é simplesmente não querer ver o óbvio. Um estudo criterioso das outr(..)
27.05.2011
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Jullyana Lopes
Só consigo pensar se aqueles indignados que comentaram aqui chegaram a ver o livro. Aposto que não, claro que é muito mais fácil crer naquilo que nos é dado de bandeja pelas revistas, jornais e televisão. Quanto à reportagem, fiquei mais feliz em ver que ao menos desta vez fizeram alguma pesquisa antes de sair falando de áre(..)
27.05.2011
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Giulia Pierro
Muito triste! Conheço a Ação Educativa há muitos anos. De vez em quando apareciam nas reuniões do Fórum Municipal de Educação, entravam mudos e saiam calados. Perceberam que não dava para plantar sua ideologia, pois quem frequentava as reuniões eram pais realmente preocupados com o ensino dos seus filhos. Tiveram 20 anos pa(..)
27.05.2011
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Professor Fábio
Leiam o livro inteiro! Não tirem conclusões precipitadas apenas por esses recortes. Devemos sim respeitar a fala cotidiana e ensinarmos a fala formal. Ambas fazem parte de nosso cotidiano e não podemos negar isso. Vemos constantemente pessoas falarem errado nos meios de comunicação, mesmo conhecendo a fala formal. A função d(..)
26.05.2011
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Wally
Dois pontos: O MEC aceita a fala coloquial desde 1995 e porque mostar uma foto de sala de aula infantil se é sobre educação de Jovens e Adultos??
26.05.2011
Danilo Newton Paulo
Embasbacado (ou seria "embabacado" segundo a nova ortografia da ignorância?). Sempre estive muito triste com a falta de educação (leia-se escolas suficientes e decentes) no Basil. Mas agora minha tristeza aumentou com uma dúvida cruel. Será melhor não ter educação ou ter uma educação calcada em erros? A última flor do Latio (..)
26.05.2011
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Thiago Sales
A pessoa que escreveu este comentario nao percebeu o aspecto de que "Eu posso falar 'os livro'? Claro que pode.", E É CLARO QUE EU POSSO FALAR OS LIVOR...o que eu nao posso é escrever OS LIVRO...O que a escritora quis mostrar aos alunos é que nao pode se ter preconceito com quem fala "ERRADO" pois OS LIVRO, na fala nao esta (..)
26.05.2011
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Dilma de Fátima Durans Baldez
Comentários acerca da reportagem de página 86 - Edição 2218. Estou estupefata diante das agressões a que nós, brasileiros honrados, somos submetidos diariamente; têm elas diversas origens: políticos corruptos, saúde caótica , arapongas, mensalão e agora, pasmem, o Ministério tido como da Educação e Cultura, nos desautoriza(..)
25.05.2011
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Galton Lima
Essa foi a primeira vez que senti vontade de chorar ao ler uma reportagem da Veja, e não foi pela reportagem da Copa, quero é que os governantes brasileiros passem vergonha ao ter que se explicar a FIFA o descaso com o seu compromisso e nós brasileiros passemos vergonha por escolhermos mal os representantes. A tristeza deu-s(..)
25.05.2011
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Alexandre Fidélis Martuscelli
Todos falam em preconceito linguístico, mas ninguém levanta a questão de que a sintaxe da norma culta não é tão somente uma convenção, como disseram. A pluralização e sua relação de concordância levam a uma noção básica de percepção lógica. Caso possamos admitir na linguagem de um documento, tal como um contrato ou um comun(..)
25.05.2011
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Gabriela Oliveira
ps: Se um professor de língua portuguesa não sabe o que deve nem como deve ensinar os seus alunos, então ele precisa é voltar para a faculdade, e não de um material didático que não fale sobre assuntos importantes para evitar confusões.
24.05.2011
Monica Chemin
Após 10 anos sem repetência escolar i.e. aprovação direta independente do aprendizado e do conhecimento adquirido pelos alunos, agora temos a oportunidade de aprender a desconstruir nosso idioma. Que tristeza desacreditar nos nossos aprendizes. Desejo a eles um Caminho Suave.
24.05.2011
Btiany Messias Pereira
Vergonhoso para um país que usa a falta ou a pouca educação para explicar a violência, a pobreza. Meu filho de 4 anos aprendeu através de brincadeiras que estimulam o aprendizado a ler frases pequenas, enquanto na escola ainda está a aprender as vogais e as primeiras consoantes. Fui orientada pela escola a não estimular o me(..)
24.05.2011
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Fernando Chagas Pedrosa
Absurdo! Para que estudar o Português se cada um pode falar (e escrever) como quiser? As ‘manchete’ da capa da revista VEJA ‘deveria’ ser escrita assim: 1 – “Piratas do Caribe” – o que ‘nóis viu’ no set de filmagem 2 – 2038 – Por critérios ‘matemático’, os ‘estádio’ da Copa não ‘ficará’ pronto a tempo No ritmo atual, o Marac(..)
24.05.2011
| Ler Mais
Desiree Oliveira
É chocante! O Brasil está abrindo mais um abismo! Os nossos dirigientes estão levando toda uma geração para a Idade das Trevas! Quem eles acham que são? Não dê cultura, o povo culto se rebela e não aceita tanta mentira e desfaçatez! Não merecemos isso!
24.05.2011
Sandra Margarete Rossi
Eu não li todo esse texto e nem preciso, pois já sei que ele se propõe a justificar que as dificuldades que temos em ensinar a língua padrão são consequência de um conceito (muito veho já) que aparece em um determinado livro de português. Ora, essa justificativa bizarra me deixa mais uma vez desanimada, afinal sempre que se (..)
23.05.2011
| Ler Mais
Eduardo F. R. Romaneli
Ao doutores talibãs que atacam nossa gramática e nossos bolsos respondo citanto o famoso filósofo popular: Segundo ROGER (1984): "A gente não sabemos escolher presidente A gente não sabemos tomar conta da gente A gente não sabemos nem escovar os dente Tem gringo pensando que nóis é indigente Inútil, A gente somos inútil"
23.05.2011
Matheus
Que MEC polêmico esse, hein? Quando poderemos discutir a educação em si se existem tantos erros e polêmicas criados pelo MEC? Será que é para distrair a principal discussão ou será que eles estão distraídos demais e não ligam nem para detalhes?
23.05.2011
Adriana Rodrigues
Eu concordo em gênero e número com o jornalista, mas, primeiro deve-se renumerar os professores, que ganham uma "miséria", por mês e qualificá-los com pós graduação em línguistica, para eles ensinar corretamente seus alunos.
23.05.2011
Fernanda
Nunca me esqueço de um texto que li na faculdade, "Diferença não é deficiência" (BIDERMAN, 2001), que mostra a ignorância por parte de especialistas de outras áreas de conhecimento e, até mesmo leigos, a respeito das ciências da linguagem, revelando que o julgamento de formas linguísticas como "certas" ou "erradas" é de nat(..)
23.05.2011
| Ler Mais
Maria Amalia Leao de Araujo
Já que o livro, Por Uma Vida Melhor, indica que quem fala correto é burguês estamos bem próximos de uma nova Revolução Cultural, com queima de livros em praça pública e perseguição àqueles que sempre primaram por falar corretamente. Em que ponto chegamos!
23.05.2011
JOELMA MONTEIRO DE CARVALHO
Será que a escola está perdendo o seu papel?sabe-se que há variações linguisticas sim, e também desvio da norma padrão culta,mas é papel da ESCOLA trabalhar essas variantes dicotômicas.Trabalho como educadora e pesquisadora na leitura dos povos ribeirinhos no Amazonas, e nossos alfabetizandos têm consciencia do papel do fala(..)
23.05.2011
| Ler Mais
Jurandir
Todos os grandes problemas são resolvidos com simples detalhes: A semântica precisa de mais significativida de,A sintática desenvolvimento das idéias e lições de vida,enquanto que a morfologia carece de mais pesquisa e criatividade popular,sobretu do todas essas três importantes construções se relacionam,inde pendente dos go(..)
23.05.2011
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ronaldo
Esqueci de acrescentar tambem que: Entao em concurso agora pode-se usar essas regra? kkkkkkkk que absurdo que triste!
23.05.2011
ronaldo
Quero saber: Agora entao posso usar esses termos na elaboraçao de uma monografia tambem? Alem disso entao agora se pode falar tambem: as mao,os pe,os cabelo,os carro, rapaz e as moça,as casa e etc...
23.05.2011
Jonab Gama
Bons pontos de vista, todavia discordo de muitas ideias apresentadas na matéria, tais como a que diz que o livro pode confundir o estudante e, pior, o professor. O livro não confunde! Ademais, se um professor, influenciado com o que leu no livro do modo como o autor supõe na matéria acima, titubear sobre o que fazer para cor(..)
23.05.2011
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Flavio Moderozo
Concordo em partes com a reportagem da Veja. Primeiro, a norma culta nao é imposta...é uma convenção, arbitrariedade. Poderiamos muito bem hoje falar espanhol ou mesmo o tupi-guarani, Não? Porque a norma culta é a padrao? Isso porque os grandes classicos e todos os textos oficiais foram escritos nesta. Portanto, coube aos gr(..)
22.05.2011
| Ler Mais
Ligya
Este livro não pode ser distribuído nas escolas pelo simples fato de que isso pode afetar no aprendizado das crianças e,principalmente,torna o portugues pobre.E,a linguagem que sempre foi rica e lutada para que seja falada certa,pode ter que o esforço foi em vão.
22.05.2011
luiz
Já estão escrevendo melhor errad, antes da apresentação do livro. Então é desnecessário. Desse jeito vai formar cada energumeno de doê Até PS. Que saudade da cartilha Caminho Suave e do primeiro livro.
22.05.2011
Chagas filho
Deixa eu ver se entendi: Como não se consegue resolver o problema da desigualdade social por meio da escola (que é uma tragédia no Brasil), resolveram criar uma novíssima "igualdade social", todo mundo fica "burro" de uma vez!!!!!...Daqui a pouco vão excluir à matemática e a alfabetização também! Afinal, a maioria das crianç(..)
22.05.2011
| Ler Mais
Roberta
Qualquer pessoa com um mínimo de formação para ministrar aulas de língua portuguesa sabe que seu comentário não procede. Basta consultar vestibulares respeitados como da USP ou da UNICAMP onde se encontram questões de teor similar. Não são todos que podem ministrar aulas de língua, por isso a necessidade de formação.
22.05.2011
Vania Tanús Pereira
Existem duas coisas a serem observadas na leitura deste texto sobre correção ou não da organização das palavras tanto na fala como na escrita. Primeiro, concordo que as comnicações regionais devam ser respeitadas, já que demonstra a cultura do meio e os termos utilizados são parte delsse meio. Mas em um segundo momento, nã(..)
22.05.2011
| Ler Mais
ANTONIO DAS CHAGAS FILHO
Deixa eu ver se entendi: Como não se consegue resolver o problema da desigualdade social por meio da escola (que é uma tragédia no Brasil), resolveram criar uma novíssima "igualdade social", todo mundo fica "burro" de uma vez!!!!!...Daqui a pouco vão excluir à matemática e a alfabetização também! Afinal, a maioria das crianç(..)
22.05.2011
| Ler Mais
Marcos Maracajá
Vivemos numa aldeia global. Isto indica que precisamos interagir com nossos semelhantes. É verdade que norma culta, como já diz a expressão, "norma", deve ser obedecida por quem quiser se comunicar com precisão e dentro dos padrões normativos. Verdade também que não podemos exigir duma pessoa de nível educacional mediana, fa(..)
22.05.2011
| Ler Mais
nina
é um grande paradoxo ensinar aos alunos que todas as formas de fala são aceitáveis e depois tentar enfiar goela abaixo um universo de regras gramaticais sem se preocupar com a aplicabilidade das mesmas no cotidiano
22.05.2011
Zé
É o cáos generalizado em todas as áreas. A educação é o alvo. Drogas e violência nas escolas, orientação homossexual impingida, professores passando fome e esse papo de "classes dominantes" e "preconceitos", já estão começando a encher o saco. Há uma orquestração para se insuflar o cáos. Será uma revolução cultural, simples(..)
22.05.2011
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Lorival
Finalmente uma abordagem séria, competente e realista sobre essa polêmica, causada por um livro que agride a mais simples lógica. Peço licença para citar, do texto, um frase lapidar: "...estudantes [...] vão à escola justamente para aprender aquilo que a rua não lhes oferece: a norma culta...".
22.05.2011
Paulo
provavelmente o proximo passo dessa gente vai ser ensinar que 2+2=5 esta correto, dependendo da classe social, geografia, horoscopo, etc.
22.05.2011
Vera
Socorroooo!!!! É o final do tempos.... Ja liquidaram com Monteiro Lobato e agora isso.... Tristeza...
22.05.2011
Sérgio Ricardo
Por Uma Vida Melhor - o nome da pretensa alvissareira obra é mesmo uma grande ironia. Será que nossos jovens, ao "aprederem" que qualquer tipo de fala ou escrita é válido, estarão preparados para um futuro brilhante ou ao menos não medíocre? Será que terão aptidão para aprenderem uma língua estrangeira? Será que estarão apt(..)
22.05.2011
| Ler Mais
Alcione
Fiquei revoltada e indguinada quando vi , no Jornal nacional, a respeito desse livro e da decisao do MEC em distribuir as escolas públicas...Eles querem que deixemos de falar portugues para falar brasileiro? Tudo bem que cada regiao tem suas particularidades linguisticas, mas daí dizer que OS LIVRO...é correto...pelo Amor de(..)
22.05.2011
| Ler Mais
Claudia
Acho tudo isso um absurdo! Em vez de lutarmos por um país cada vez mais educado - no sentido amplo - agora temos que suportar a deseducação! Também, o que se espera de um governo que é o próprio desgoverno? A educação deveria ser multiplicada e não subtraída! A norma culta deveria ser espalhada´e não reprimida. Daqui há pouc(..)
22.05.2011
| Ler Mais
aluizio derizans da silva
...e além de tudo não foram capazes de criar sózinhos estas sandices. Tiveram que importar.
22.05.2011
Raul Freire
A mistura de uma política (pobre) e de um (reconhecido) preconceito social, aliada à cegueira de alguns (recentes) grupos governantes do País só poderia levar a mais esse desserviço, não só à língua portuguesa - dificultando, ainda mais, a integração social e econômica das classes menos favorecidas (eu não citei 'menas')- ma(..)
22.05.2011
| Ler Mais
jm
Educação Brasileira: não existe uma situação ruim que não possa ser piorada.
21.05.2011
alec
Dizer que falar certo é prestígio é avacalhação!! Falar certo não é nada, é obrigação, e nem difícil é!!!
21.05.2011