Educação
Gustavo Ioschpe
A tensa relação entre famílias e escolas
"Muitos educadores e pedagogos são, na verdade, ativistas sociais em busca de uma causa. Seu objetivo é mudar o mundo, e os alunos são apenas um veículo"
A placa da verdade
Na montagem acima, a placa com as notas do Ideb na porta de uma escola: se a lei passar, isso se tornará realidade para todo o país, com ganhos enormes de transparência
O sucesso é multivitelino e o fracasso é órfão. Na educação brasileira, não é diferente. Políticos, “o sistema”, o capitalismo, as elites, a herança escravocrata: cada pessoa tem o seu vilão. Mas para os educadores brasileiros os culpados preferenciais são os pais dos alunos. Quando se perguntou, em pesquisa da Unesco, quais fatores influenciam a aprendizagem, o item campeão para os nossos professores foi “acompanhamento e apoio familiar”, mencionado por 78%. “Competência do professor” foi citado por apenas 32%; “gestão da escola”, por só 10%. Em livro de Tania Zagury, quando falam sobre a indisciplina do alunado, 44% dos mestres apontam a “falta de limite” dos alunos como causa. Outros 19% são mais diretos e atribuem o problema à “falta de educação familiar”. A inabilidade do professor não é mencionada nem como hipótese. Em outro livro, A Escola Vista por Dentro, os pais também aparecem como culpados por seus filhos não fazerem o dever de casa, para mais da metade dos professores. No questionário dos professores da Prova Brasil, mais de 80% declaram que o baixo aprendizado é “decorrente do meio em que o aluno vive”. Em estudo que deu origem ao livro Repensando a Escola, os pesquisadores escrevem o seguinte: “Chama atenção a frequência com que professores e diretores se referem à questão da família dos alunos: muito do que acontece de bom e de ruim na escola é explicado pela origem familiar. Uma pergunta do tipo ‘como você avalia o nível de leitura dos alunos da 4ª série?’ é respondida da seguinte maneira: ‘eles são fracos, não sabem ler muito bem, não gostam de ler, porque em casa ninguém incentiva’”.
É compreensível que assim o seja. O establishment educacional brasileiro culpa os pais não apenas por serem po-bres e não apoiarem suficientemente o aprendizado dos filhos — coisa que eles têm reais dificuldades para fazer, já que quase 60% têm ensino fundamental incompleto —, mas também por supostamente transferirem à escola tarefas que deveriam ser da família. A explicação é assim: nós, escola, não conseguimos alfabetizar porque precisamos devotar o tempo que seria do ensino para dar à criança tudo o que lhe falta em casa: afeto, lições de asseio, noções de respeito ao próximo e de ética, cidadania ou meio ambiente. Nossas escolas não conseguiriam realizar uma agenda “mínima” (transmitir conhecimentos e competências) porque estão assoberbadas com uma agenda máxima, que lhe seria imposta pela sociedade.
Essa leitura é duplamente esquizofrênica. Em primeiro lugar, porque os pais não defendem esse papel messiânico para as nossas escolas. Pelo contrário. Pesquisa CNT/Sensus perguntou explicitamente aos pais dos alunos da escola pública se eles preferiam uma escola que ensina a matéria e prepara profissionalmente o filho a uma escola que forma o cidadão. Venceu o grupo dos que querem o ensino das matérias e o foco no trabalho, com 56%. Em segundo, porque esses temas adicionais não são requisições da sociedade que os educadores precisam acatar. Pelo contrário. Os gera-dores das pressões para a expansão do universo escolar são os profissionais do setor. Porque muitos educadores e pedagogos são, na verdade, ativistas sociais em busca de uma causa. Seu objetivo é mudar o mundo, e os alunos são apenas um veículo. Na enquete da Unesco com os professores, “formar cidadãos conscientes” foi apontada como a finalidade mais importante da educação para 72%. “Proporcionar conhecimentos básicos” foi lembrada por apenas 9%. O resultado final da Conferência Nacional de Educação do ano passado, que filtrou as recomendações dos trabalhadores do setor, foi um documento com 677 (!) emendas aprovadas. (Este e outros documentos estão disponíveis em twitter.com/gioschpe.) É natural que o professor seja atraído à carreira pela possibilidade de conquistas que vão além do ensino. A diferença entre esses países e o Brasil é que lá a maioria dos professores entende que não há melhor maneira de “salvar” uma criança do que dando a ela ensino de qualidade. E, quando não existe essa compreensão, há governantes que arbitram compromissos entre os desejos da sociedade e dos professores em favor do bem social.
O lado mais cruel do nosso ciclo vicioso é que os pais, indiciados pelo fracasso de um sistema sobre o qual não têm responsabilidade, não apenas não se revoltam, como estão satisfeitos com a qualidade do ensino dos filhos. Em pesquisa do Inep, deram nota 8,6 à qualidade do ensino, ainda que o Ideb mostre que o ensino real não alcança a metade disso. Na CNT/Sensus, 63% deram conceito “positivo” à escola do filho e mais 31% “regular”. Se a escola é boa e o filho não aprende, então o culpado só pode ser o filho.
Completamos, assim, o circo dos horrores. As vítimas viram culpados, os aliados dos alunos viram seus algozes, aqueles que sobrecarregam o sistema são vistos como suas vítimas. Os profissionais da educação conseguiram criar o mito ideal para escapar às suas responsabilidades: não conseguem dar conta do mínimo porque a sociedade lhes exige o máximo, e não conseguem dar conta do máximo porque não há como atingi-lo quando “o meio” é tão hostil às virtudes do intelecto e da alma.
Se o país quiser prosperar, precisará de educação melhor. E, se quisermos educação melhor, precisaremos romper essas falácias e recomeçar o diálogo pais-família, baseado em premissas básicas. Primeira: num regime democrático, o povo é soberano, e cada pessoa sabe que tipo de serviço público deseja. Se a maioria da população quer uma escola que forme para o trabalho, essa é a educação que nossos governantes deveriam perseguir. A sociedade, e não os funcionários públicos, estabelece o norte. Segunda: a primeira função da escola é ensinar competências básicas, como ler e escrever. Mesmo que a sociedade venha a demandar uma educação para a formação do cidadão crítico e consciente, não é possível sê-lo enquanto analfabeto. Precisamos concordar em uma agenda mínima, a respeito da qual o insucesso, por parte da escola, é inaceitável. Terceira: algumas responsabilidades familiares são intransferíveis. Cabe aos pais dar aos filhos afeto, cuidar de sua saúde física e psicológica e transmitir-lhes noções elementares de ética e respeito ao próximo. Sim, eu sei, o mundo não é perfeito, e muitos pais — de todas as classes sociais — não cumprem com suas obrigações. Mas atenção: a falência dos pais não transfere ao professor essa responsabilidade. Seria tão absurdo transferir a professores a responsabilidade primeira por transmitir carinho e ética aos seus alunos quanto pedir aos pais que ajudem na alfabetização dos filhos. O estado tem médicos, assistentes sociais e policiais para lidar com os problemas mais graves causados pelos insucessos desses pais. Os menos graves, que afetam o foro íntimo de cada pessoa, não serão sanados por professores, mas talvez por psicólogos. Os professores não podem salvar o mundo. Primeiro porque ninguém lhes outorgou essa incumbência. E segundo porque, mesmo que quisessem, não conseguiriam. Precisamos convencer nossos professores de que transmitir os conhecimentos e capacidades intelectuais que darão ao jovem as condições de exercer plenamente o seu potencial não é um reducionismo, mas uma conquista superlativa. Como diz Felipe González, ex-premiê espanhol, “um outro mundo é possível. Mas este é manifestamente melhorável”.
P.S. — Um dos instrumentos que podem ajudar a mediar um diálogo mais produtivo entre pais e o sistema escolar é o projeto “Ideb na Escola”, defendido aqui nos dois últimos meses. Desde a última coluna, o sistema se espalhou em progressão geométrica, e já foi adotado pelo Rio de Janeiro e por Goiás. Leis tramitam em Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Manaus, Vitória, Búzios e Criciú-ma, entre outras. A equipe de Nizan Guanaes terminou o desenho das placas que devem adornar as entradas principais das escolas, material que está disponível no site www.idebnaescola.org.br.
Gustavo Ioschpe é economista







Comentários
cristiane ferreira
achei muito bom pois ;só assim os pais iram cuidar mais de seus filnos
15.09.2011
Ana Paula Rocha
É compreensivo tal argumento levantado por quem esta distante, não conhece e não convive com as problemáticas que encontramos diariamente no ambiente escolar. Seria a mesma coisa se um professor resolvesse escrever sobre economia, algo que não sabe, e o articulista quer escrever sobre educação sendo economista, e não demonst(..)
05.09.2011
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Caroline
Antes de ser professora sou humana! Jamais começaria uma aula vendo uma criança chorando no canto da sala por ter sido espancada pelo pai bêbado na noite anterior. Jamais começaria uma aula vendo uma criança coçar o pé desfigurado por consequencia de um bicho-de-pé. Jamais começaria uma aula vendo uma criança com os olhos re(..)
26.08.2011
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Alexandra
Compreendo que o economista enxergue muito bem o que o mercado/sociedade necessite. Sou formada também nesta área e a realidade em que atuo me faz ver a real necessidade de ensinar melhor mesmo nossos alunos. Porém, deixo aqui uma reflexão, que muitos poderão chamar de protesto: "Como se ensina as competências básicas necess(..)
19.08.2011
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Vera Lucia Gomes
Um texto cheio de contextos equivocados. Os pais estão cada vez mais com o discurso de que não sabem o que fazer com os filhos e não demonstram interesse em querer buscar soluções. Percebo que o Sr. Ioschpe demonstra não ter conhecimento dos interesses escusos na política educacional brasileira. Não queremos obrigações que n(..)
18.08.2011
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Carlos
Concordo com a analise. Os únicos que não concordam sãs os próprios professores
15.08.2011
jorge
Não concordo com a matéria é preciso vivenciar a escola pública para opinar,mostra que o conceituado economista desconhece o assunto.
14.08.2011
Fabiano Ferreira Machado
Seria prudente eu realizar a contratação de um PSICÓLOGO para explicar as origens dos abalos sísmicos e tsunamis no Japão? Acredito que seria mais prudente realizar a contratação de um geógrafo ou geólogo, ou seja, um profissional competente e habilitado para a mitigação da problemática. Gosto muito da Revista Veja, inclusiv(..)
13.08.2011
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Keila
Seria fácil assim que os professores zelassem pela qualidade do ensino.Mas apenas se os alunos deixassem, porque nos dias de hoje são eles que mandam na sala de aula e com apoio total dos pais.
13.08.2011
Thuany
A matéria ficou muito boa, a culpa não é só dos educadores, as familias também tem sua culpa... Acho que enquanto humanos, deveriamos querer um futuro melhor, e ficar jogando a culpa pra cima do outro nao vai ajudar em nada, enquanto os pais nao derem a atençao necessária para o teu filho, e os professores não fizerem sua pa(..)
13.08.2011
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@felixZiul
Um bando de professores frustados comentaram aê embaixo, fora que tentam desmerecer um colunista só pq ele é mestre (ele é mestre e não graduado)em economia internacional e desenvolvimento econômico, logo, antes de v6 desmerecerem o autor do artigo, procurem se informar 1º e o cara participou da "Blitz da educação" do Jornal(..)
12.08.2011
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@FelixZiul
estudei em escola pública e confesso q os professores estão despreparados pra não apenas "dar aula" como tbm ensinar. A maioria dos professores faltam muito, não estão nem aí pros aluna e se acham superiores a estes, fara q reclamam de q são mal-remunerados, no entanto tem carros do ano e esbanjam!! Nesses anos de escola púb(..)
12.08.2011
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Danielle Brites
Seus argumentos não incentivam profissionais da educação a refletirem a respeito de suas práticas. Ao contrário.O senhor usa sempre números e estatísticas para considerar e justificar situações A ou B, estatísticas estas que, não sei se lhe ensinaram, detêm em si variantes. E eu posso lhe afirmar que em se tratando de educar(..)
12.08.2011
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Everaldo A. Pereira
Excelente matéria! Pensemos pois: "Os profissionais da educação conseguiram criar o mito ideal para escapar às suas responsabilidades: não conseguem dar conta do mínimo porque a sociedade lhes exige o máximo, e não conseguem dar conta do máximo porque não há como atingi-lo quando “o meio” é tão hostil às virtudes do intelect(..)
12.08.2011
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André Luiz Raphael
Quero comentar este trecho: "Se a maioria da população quer uma escola que forme para o trabalho, essa é a educação que nossos governantes deveriam perseguir." Isto mesmo, vamos formar para o mercado de trabalho, esqueça os valores, muitos pais já o esqueceram. Vamos ensinar a criançada a ganhar dinheiro. A sociedade já é es(..)
12.08.2011
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Wanderly Araujo
Cumprimento o autor do texto até porque qualquer que seja a área de atuação, um cidadão pode, sim,ter uma visão da educação no país e Ioschpe tem colaborado com a reflexão sobre o papel da escola.Aos pais, de acordo com suas possibilidades e condições,cabe o cuidar e o educar.À escola e seus profissionais cabe a garantia da (..)
12.08.2011
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Cuper Santos
Lembro-me de que esse senhor afirmou num de seus comentários como esse nessa revista que era falsa a queixa dos professores contra a violência que alegavam sofrer. Semanas depois uma professora estadual era assassinada barbaramente no estacionamento da escola. Como é possível esse senhor estar preocupado com o ensino no país(..)
12.08.2011
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Eliene
Fico indignada ao ver alguém que nunca vivenciou uma sala de aula criticar o papel dos educarores e propor soluções para uma realidade a qual desconhce.Se não é papel dos educadores formar mentes que pensem essa sociedade criticamente. De quem é? Até porque formar mão de obra não melhora uma sociedade,isso é nescessário para(..)
11.08.2011
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marta norma
SABE O QUE É INTERESSANTE NESSE PAÍS?QUEM NUNCA ENTROU NUM A SALA DE AULA,SABE PERFEITAMENTE TECER COMENTÁRIOS E FALAR SOBRE EDUCAÇÃO.ESTANDO SEMPRE FORA DE UMA SALA DE AULA É MUITO FÁCIL DIAGNOSTICAR E PROBLEMAS E ACHAR SOLUÇÕES.ENFRENTE UMA SALA NUMA ESCOLA PÚBLICA COM 60 ALUNOS NUMA PERIFERIA,E DEPOIS TENTE ACHAR SOLUÇÕES(..)
11.08.2011
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Christina Damasceno
Muito bonitinho seu artigo, aliás a alguns artigos você vem usando o espaço que possue na revista VEJA para propagar aos 4 cantos que a sugestão lançada por você e acolhida por deputados da base reformista do nosso digníssimo Congresso, deu origem a dois projetos de lei determinando que toda escola pública coloque na entrad(..)
11.08.2011
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renato luciano venceslau
visão extraordinária desse senhor.concordo plenamente.
10.08.2011
Alexandre Stampede
Não mudou nada. Continua com argumentos baseados em pesquisas muito questionáveis. Não sei se é assim em economia, mas em ciências humanas os números devem ser interpretados, eles não são absolutos. Se seguirmos esse raciocínio frio e tendencioso, podemos dizer que: "Se a maioria da população quer jogar video-game ao invés d(..)
10.08.2011
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Ana Kátia Oliveira
Certamente se o prof. pudesse escolher entre trabalhar o que é sua atribuição o faria. Vale lembrar que se não houver disciplina não há aprendizado, e os conceitos básicos de uma educação é sim responsabilidade da família, cabe a escola agregar e não formar tais conceitos. Caro Ioschpe, recomendo que visite uma escola públi(..)
10.08.2011
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Eustaquio Leal
Antes de educar eu tenho que colocar comida lá em casa. Salvem os professores depois salvem a educação
10.08.2011
Eustáquio Leal
Ok, tá certo. Mas e ai? o que adianta esse discurso bonito se nós professores não temos reajustes nos nossos salários e estamos com os Institutos Federais e as Universidades Federais em greve. Ou seja, não tem aula!!!
10.08.2011
Marcelo Q. Silva
Um economista analisando a escola pública. Formar um aluno para o trabalho é muito mais importante que formar o cidadão, não é mesmo? Muito fácil analisar a escola pública por meio de indicadores. Convido-o para assistir uma aula de Geografia na 5ª e 6ª série, para ver a realidade de um melhor ângulo.
09.08.2011
Agnes Coutinho
Quero esclarecer a expressão "professor em extinção": são poucos que esta profissão, realmente o professor tem que ensinar e não educar, mas a realidade é bem diferente...
09.08.2011
Ivanildo Terceiro
Segundo o raciocínio de alguns ninguém poderia falar sobre direito se não fosse advogado. Afinal, o autor é economista e não sabe como é a vida no tribunal. A frieza dos dados é uma ótima forma de desmascarar mitos do senso comum, pena que existam pessoas presas em ideologias que já mataram mais de 100 milhões de pessoas, e(..)
09.08.2011
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ANDREA
PARABÉNS À MATÉRIA !! HÁ TEMPOS GOSTARIA DE LER ALGO COM ESSE CONTEÚDO E ESPERAR AS RESPOSTAS NA PRÓXIMA EDIÇÃO !! ESSA SENSAÇÃO DE DESCASO CONSTATO DIA -A- DIA EM MEU TRABALHO COMO PROFESSORA EM UMA CRECHE MUNICIPAL . FICO INDIGNADA AO VER BEBÊS , À PARTIR DE 4 MESES, FICAREM POR TODOS OS DIAS , 11 HORAS AOS "CUIDAD(..)
09.08.2011
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Professora Solange Ornelas
Gostaria de sugerir ao prezado economista, que deve ser especialista em educação, que tb faça campanha para que, como a nota do IDEB, tb venham a público:o nº de alunos por turmas, principalmente nas classes iniciais do processo de alfabetização nas escolas públicas ; nº de inspetores de alunos e funcionários de apoio po(..)
09.08.2011
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Rubens
É fácil ficar apontando estatísticas dentro de um terno e gravata. O sr. Gustavo Ioschpe poderia fazer um estágio de uns dois anos em uma escola pública da periferia e aplicar os métodos preconizados por ele. Vamos ver se depois de 2 anos ele ainda manterá sua posição.
09.08.2011
Edilson Macedo Meneguel
Mais uma vez Gustavo acertou. Gostaria de mencionar que Helenice se esqueceu definir o que é educador para estar tão revoltada. Acredito que ela está precisando rever o que está acontecendo nas salas de aula. Sejamos sinceros, vivemos uma verdadeira baderna conceitual e ninguém está conseguindo distinguir idealismo insensato(..)
08.08.2011
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einar costa
discordo em muitos pontos desta materia mais não aprofundarei no dialogo, o autor primeiramente é economista, não é professor e nunca vivenciou uma aula em alguma instituição de ensino publico deste pais... é facil apontar o dedo na cara dos outros, mais ninguem pára para rever os conceitos históricos formadores de nossa edu(..)
08.08.2011
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Ricardo Sconamiglio
Parabéns pela matéria, precisamos de militantes para mudar a educação do país. Porém, acredito que o problema é ainda maior, uma vez que as variáveis que compõe o IDEB estão comprometidas, ou seja, o cruzamento da média extraída da aprendizagem dos alunos e a taxa de aprovação da escola, considerando que a aprovação é automá(..)
08.08.2011
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José Armando Bueno
Excepcional, Gustavo. Você tem colocado luz e inteligência sobre os temas mais caros da educação brasileira, notadamente a responsabilidade dos agentes: escolas, professores, famílias, pais, alunos. Quero salientar que falta aos professores conhecimento específico sobre o comportamento humano, fundamental a qualquer profissi(..)
08.08.2011
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Agnes Coutinho
Realmente, o professor bom faz a diferença, mas o que fazer se este recurso humano está em extinção? Agnes Coutinho, diretora da Escola Estadual Jarbas Gambogi Campo Belo MG
08.08.2011
Carlos Alexandre B.X. de Souza
Senti-me reconfortado ao ler este artigo ("A Tensa relação entre famílias e Escolas"), hoje à tarde, com o qual concordo "em gênero, número e grau"! É que imaginava ser um espécie de "ET", ao questionar a "metodologia" empregada pelos educadores da escola de minha filha, quando a grande maioria dos pais afirmam ser a esc(..)
07.08.2011
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Ana Cláudia Malta
Concordo plenamente com o artigo e acho válida essa iniciativa de colocar a posição da escola no Ideb visível para toda a comunidade ver e gostaria de dar uma sugestão. As escolas deveriam também disponibilizar para a comunidade o currículo dos professores, sua formação e sua performance, pois acredito que assim a sociedade (..)
07.08.2011
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Helenice
Como pedagoga e profissional de Letras quero manifestar minha indignação por este artigo que apresentar uma visão sim reducionista na sua análise quanto ao papel do educador. Acredito que o autor do artigo, economista, pouco entende ou mesmo vivencia do ambiente escolar ou mesmo das pesquisas na área da educação. o que a soc(..)
07.08.2011
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Gui
"Gustavo Ioschpe é economista"
07.08.2011
Josiane Kojo
Só mesmo quem vive a realidade de uma escola, para nos entender. Escrever, criticar e propor soluções, é fácil. Quero ver enfrentar a rotina de uma sala de aula, e depois ainda dizer que o acompanhamento familiar não faz diferença. Josiane Kojo Pedagoga
07.08.2011
Fernando Cavalheiro
Texto muito ruim, com falsas noções de quem não está dentro de uma sala de aula, ou nunca procurou se informar com quem está sobre a real situação do ensino brasileiro. Ao invés disso, se pauta por números estatísticos que mostram a realidade do ponto de vista de quem quer vê-lá. Infelizmente, no Brasil são esses "críticos" (..)
07.08.2011
| Ler Mais
Isa
Assino embaixo em tudo o que foi dito. Acho ridículo que o fracasso de um aluno seja atribuído à falta de empenho dos pais, já que estes também tem deficiências educacionais. Minha mãe estudou apenas 3 anos, e não poderia me ajudar nem se quisesse. Tudo o que aprendi foi graças a bons professores que encontrei, e que me ensi(..)
07.08.2011
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SatyroJr
Tem algumas coisas na escolas q são basica e outras q ela pode auxiliar em horários complementares, sem esquecer o que é necessário nogeral e no específico. e ponto final!
07.08.2011
Pablo Lima
Algo tão óbvio e que esquecemos de refletir. Valores são ensinados em casa. A escola ensina a ler, escrever e discernir conteúdos pedagógicos. Não é de se estranhar que pais incopetentes tenham grandes chances de terem filhos incopetentes.
07.08.2011
JACQUELINE DOS SANTOS
Realmente, a educação no Brasil é um dilema.Piorou muito e acredito que é um reflexo de nossa estrutura social. Os pais precisam trabalhar e não se dedicam como antes aos filhos, por outro lado, sobrecarregam de responsabilidade os professores atribuindo-lhes todos os erros e fracassos dos alunos. Os professores, resultado d(..)
07.08.2011
| Ler Mais
Helenice Lourenço dos Santos
Sou professora e concordo em parte com sua tese, mas não concordo quando você diz, que somos nós, os professores que queremos ser os "salvadores da pátria", quando na verdade são os sistemas nacionais de educação que nos forçam a agir dessa forma. Grande parte dos professores que conheço querem realmente ensinar seus conteúd(..)
07.08.2011
| Ler Mais
merieli ferreira bueno
Amei a coluna, vivo esta realidade na escola em que minha filha estuda e tenho batido de frente com diversos professores, questionando posturas e condutas não condizentes com suas atribuições. Gostaria de saber mais, como posso conseguir os documentos que consta as emendas da conferencia nacional de eduacação do ano passado?(..)
07.08.2011
| Ler Mais
Edilberto
O dinheiro que está indo para a agência de publicidade de NG poderia ir diretamente para a escola! Esse também é um problema. Dinheiro para a escola, não tem...
07.08.2011
ALANO
ESCOLA HOJE EM DIA MEU AMIGO, SO QUER É GRANA, ESSES PROFESSORES QUE ESTAO AI MAL SABEM PPRA ELES.
07.08.2011
Paulo Guilherme
Esta iniciativa será apenas o início da transformação da qualidade da educação brasileira. Este projeto vai possibilitar o acesso à informação (por meio da placa) acerca do método educacional que está sendo transferido aos nossos filhos dentro do ambiente escolar.
07.08.2011
Glória
Bravo, Gustavo Ioschpe. Pena que os professores e demais na escola pública não querem nem saber. Como se diz na novela Morde e Assopra: "Somos concursados" e "Somos nomeados". Para eles, é fim de papo.
06.08.2011
Magali
Gustavo, concordo plenamente com o que li acima. Infelizmente, não há muito o que se fazer quando se é uma voz que não encontra eco. Eu já troquei e:mails com a secretaria de educação do Estado de São Paulo no início do ano, por não concordar com o poder divino que os diretores de escolas acham que tem. Eles decidem quais sã(..)
06.08.2011
| Ler Mais
PAULO SERGIO
Acredito que a visão do articulista é míope, pois não conhece a realidade in loco. O problema da falta de acompanhamento dos pais e também da questão dos limites é crucial sim, senhor. Sugiro que o economista vá a uma escola pública da periferia e acompanhe algumas turmas na realização das atividades por algum tempo.
06.08.2011
Priscila Boy
Uma palavra define o artigo: RIDÍCULO! Gustavo Ioschpe é ECONOMISTA. Só entende de números e acha que estes números vão mostrar educação de qualidade. Não deve saber que professores não são robôs para estarem alheios a alunos que são abando...nados, drogados, abusados e tantas outras coisas, sem ter nehuma reação: apenas con(..)
06.08.2011
| Ler Mais
João Miguel Cruz
Uma pessoa tão bem entendida de educação deveria estar na sala de aula ganhando 659 reais por mês.È muito fácil comentar quando se está fora, dar palpites e achar que tem a solução do problema é fácil. O problema da educação é fácil de descobrir, são os péssimos sálarios, os melhores profissionais migram para outras profissõ(..)
06.08.2011
| Ler Mais
Raquel Gandini
Infelizmente para os estudantes e também nós você, Gustavo Ioschpe, está com razão. Apesar de trabalhar como professora universitária(sou livre-docente em educação)há mais de trinta anos,sou considerada no mínimo "conservadora" porque não concordo com essa suposta "missão" dos professores. A bem da verdade outras pessoas mu(..)
06.08.2011
| Ler Mais
Dina Lara
Em 25 anos de experiência no magistério tanto em escola pública quanto particular, afirmo com certeza: o aluno é produto do meio-a escola pública reproduz a pobreza, e a particular produz quem verdadeiramente vai comandar. De nada adianta o professor ficar frustrado com isto.Não podemos mudar isto .
06.08.2011
Dina Lara
Em 25 de magistério, tanto em escola pública quanto particular, afirmo com toda certeza : nossos alunos são produtos do meio- a escola pública
06.08.2011
Cauê Haka
Gostei muito da matéria. "As responsabilidades familiares são intransferíveis" foi muito bem colocado. E acredito que a educação básica só não atinge mais o aluno pois é fundamental para a formação de um cidadão não só saber ler e escrever é preciso também ética, crítica, respeito e outros que são inseridos nos temas transve(..)
06.08.2011
| Ler Mais
Carlos
Educação não se faz de longe, analisando gráficos, números, estatísticas, etc.
06.08.2011
Kelly de Araujo Carvalho Soares
Boa noite, sr. loschpe. Sou professora de inglês e português das redes municipal e estadual de ensino no Rio de Janeiro. Já ministrei aulas em cursos particulares. Tenho observado meus colegas de sala de aula e visto que, infelizmente, a grande maioria não está fazendo o que lhe compete. Não sou a professora perfeita, não f(..)
06.08.2011
| Ler Mais
sérgio
Sr. Gustavo, Por favor, passe um ano em uma escola pública tentado dar a sua aula, depois repense o seu texto.
06.08.2011
Daniel Louzada da Silva
"Seria tão absurdo transferir a professores a responsabilidade primeira por transmitir carinho e ética aos seus alunos quanto pedir aos pais que ajudem na alfabetização dos filhos." É isso mesmo? Os pais não devem participar da educação dos filhos? Pais ajudarem a alfabetizar seus filhos é um absurdo? É esse mesmo o entendim(..)
06.08.2011
| Ler Mais
Maria Isabel Cordeiro
É inadmissível aceitar um economista falando da Educação, quanto seria um professor pedagogo querendo analisar o cenário econômico mundial. Falta autoridade para discorrer sobre o assunto.
06.08.2011
Gilberto
Todo esse discurso está completamente equivocado e é no mínimo hipócrita. Num país onde a má gestão pública, acaba alimentando a milenar corrupção em todos os níveis da sociedade; onde o salário de um simples vereador é vergonhosamente constrastante com o de um professor, para não falar de outras aberrações como a carga tri(..)
06.08.2011
| Ler Mais
flavio
E quem paga o pato é o professor que esta na sala de aula. Estes teoricos falam sem colocar o pe em sala de aula a anos.
06.08.2011
Joca
Além do mais,devem pensar mais em transmitir um bom aprendizado para o aluno. Pois, os professores de hoje e os sindicatos da categoria, especialmente aqui no Ceará, só pensam a todo momento em aumento salarial, mas não em um ensino de qualidade. Nenhum sindicato orienta o profissional de que ele deve se interessar em cumpri(..)
06.08.2011
| Ler Mais
Toshiaki
O interesse dos pais é fundamental na educação dita, "de berço", como na educação escolar. Sem a "pressão", a exigência e o incentivo daqueles que são o primeiro exemplo na vida do filho, facilmente levará a criança a ser um aluno relápso. Outro ponto fundamental é a total falta de autoridade do professor (retirada pelo Esta(..)
06.08.2011
| Ler Mais
rodrigo
bonito o artigo, altamente ideologico, mas pueril... distante da realidade dos fatos...
06.08.2011
MÁRCIO MENIN
Acho muito bonito o que o Sr. escreveu aqui na sua coluna. Mas como eu sendo um professor e o Sr um ilustre economista, tenho a certeza que o Sr não sabe o que esta falando. Escrever o que o Sr escreveu nessa coluna em um veículo de informação de circulação nacional, é uma arma de muito poder. Mas o Sr. (creio eu) não tem a (..)
06.08.2011
| Ler Mais
Orlando
Não,realmente não poderíamor sermos os salvadores da nação,nem tampouco conseguiríamos só e somente repassarmos conteúdos e conhecimentos a crianças e adolescentes que disconhecem o que é silêncio,o que é afeto,respeito,amor e que de repente saberiam que precisam prestar atençao às aulas e aprender.É... esses assunto é muito(..)
06.08.2011
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rosangela
Ei, você já deu aula numa escola onde o aluno não toma banho porque em casa não tem água, não faz as tarefas de casa porque não tem quem lhe ajude, chama palavrões porque é isso que escuta em casa dentre outros assuntos também muito importantes. Se você nunca deu aula numa escola assim é muito fácil usar a teoria para falar (..)
06.08.2011
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jurandir
Concordo plenamente.Já está mais que na hora de dar um basta à ideologização da sala de aula. Em minha época de colégio e faculdade (1970-1979, era o socialismo, comunismo, era a esquerdização. Para prejuizo de nossos filhos, soma-se o ambientalismo. Hoje todo professor que se preze é ativista ambientalista. Que coisa horror(..)
06.08.2011
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Bruno
Logo depois de ler a edição de maio que tratou da placa, conversei com uma professora de um colégio de elite aqui da Barra, no Rio de Janeiro, a resposta foi "que ia diminuir a já baixa estima dos alunos". Pelo que pude perceber o professorado brasileiro alinhado com as modernas "neurociências" está mais para psicólogo do qu(..)
06.08.2011
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Bruno
Acompanho todos os seus artigos em Veja, nem sempre concordo com a sua opinião, evidentemente esse é um processo natural. Tenho minhas dúvidas se no Governo há alguém tão conhecedor dos problemas educacionais do Brasil como você, a meu ver medidas simples como essa da Placa do Ideb seriam o primeiro choque de realidade que m(..)
06.08.2011
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José Carlos Pinto Miranda
Bom dia. Gostaria enormimente que o autor desse artigo experimentasse trabalhar numa sala de aula distante 20 km de sua casa, sala essa medindo 3m por 4m.25 alunos dos 3°, 4° e 5° anos disputando espaço com galinhas e cabritos. Em algo o autor tem razão, a culpa não é dos pais dos alunos daqui, sim da política educacional, e(..)
06.08.2011
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mari edna
A distancia entre a escola e a família é muito grande, precisamos estreitar esses laços..
06.08.2011
Um caso
A escola onde trabalho adota a metodologia de projetos. Um dos projetos a ser desenvolvido neste bimestre é em relação ao desperdício de alimentos, sendo que preciso ajeitar um conteúdo matemático que ajude a responder o seguinte desafio: Que receitas podemos desenvolver para inovar o mercado de alimentos e colaborar para a (..)
06.08.2011
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Anoioi
Agora só falta uma placa indicando quanto estão gastando de recursos da edcucação com placas
06.08.2011