China
Yuan tem maior alta sobre dólar em cinco anos
Cédulas de 100 yuans (AFP)
A moeda chinesa, o yuan, fechou no mercado local no nível mais alto ante o dólar desde 2005, quando o governo revalorizou sua moeda. A razão desta elevação recente foi o fato de Pequim ter anunciado, no sábado, que adotará um regime cambial mais flexível.
A moeda encerrou o pregão desta segunda-feira a 6,7976 yuans por dólar, com valorização de 0,42% ante o fechamento de sexta-feira, a 6,8262 yuans. Durante as operações, a taxa chegou a subir a 6,7958 yuans - recorde desde a mudança cambial, com alta de 0,47%, e muito próximo do limite de 0,50% adotado pelo banco central.
Flexibilização - No sábado, o Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) anunciou que medidas adicionais serão tomadas para aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio chinesa - a qual estava fixa em relação à moeda americana há quase dois anos, como medida emergencial para ajudar a estabilizar a economia do país em meio à crise global. No domingo, o PBOC acrescentou que esse ajuste do yuan não se dará de forma abruta, não será amplo nem rápido, de modo que não afetará os exportadores locais.
Hoje, o PBOC fixou sua paridade central indicativa em 6,8275 yuans por dólar, a mesma de sexta-feira. Pelo sistema cambial chinês, a taxa do mercado à vista só pode oscilar numa faixa de 0,5% para cima ou para baixo da paridade central.
Pressão - Pequim vinha enfrentando forte pressão, especialmente dos Estados Unidos, para deixar o yuan se valorizar e, assim, ajudar a reduzir o enorme déficit comercial americano com a China.
Até a última sexta-feira, as autoridades chinesas davam demonstrações que manteriam o yuan estabilizado a qualquer custo. Cui Tiankai, vice-ministro das Relações Exteriores chinês, que representa Pequim na preparação para a reunião do G20 no final deste mês, em Toronto, havia declarado que não aceitaria discutir a flexibilização da moeda chinesa na cúpula. Naquele mesmo dia, o PBOC tinha reafirmado, em relatório, sua intenção de manter a taxa de câmbio estável em 2010.
(com Agência Estado)
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