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Crise
União Europeia testará solidez de instituições financeiras
Diretor do FMI, Strauss-Kahn, e primeiro ministro espanhol, José Luis Zapatero, discursam em Madri (AFP)
A União Europeia testará a reação de seus 25 maiores bancos sub situações de desaceleração do crescimento econômico e de estresse sobre bônus soberanos. Os resultados serão publicados até o final de julho.
As simulações serão conduzidas pelo Comitê de Supervisores Bancários Europeus (Cebs, na sigla em inglês) e serão ampliados, em um segundo momento, para mais bancos além dos inicialmente previstos.
"O comitê tem feito isso por algum tempo. Esses são critérios combinados com um cenário de estresse macroeconômico que foi acertado pelo Banco Central Europeu (BCE)", disse uma autoridade da zona do euro.
Os testes de estresse, de acordo com José Manuel Gonzalez-Paramo, membro do conselho do BCE, levarão confiança ao sistema financeiro. No entanto, o conselheiro afirmou que o BCE não ajudará os bancos que falharem nas simulações. "Isso é algo para governos e autoridades nacionais".
Espanha Os testes de solidez serão realizados, principalmente, para acalmar os mercados acerca do estado do setor bancário espanhol, fragilizado pela explosão de uma bolha imobiliária no país. Muitos temem que os ativos de diversas instituições financeiras estejam repletos de empréstimos que não poderão jamais ser quitados. Os bancos espanhóis sofrem, além disso, com dificuldades crescentes em captar recursos novos. O banco central do país, no entanto, declarou que acredita na saúde de seu sistema bancário "mesmo que existam diferenças nas posições financeiras das entidades dentro dele".
O gigante espanhol Santander já realizou os testes e teve resultado muito positivo, segundo um porta-voz do primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Rodriguez Zapatero.
O presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, declarou ter confiança nas perspectivas para a Espanha e afirmou ainda que a dívida do país é bem menor que a de Portugal. Em visita ao país, ele afirmou que o governo de Zapatero está comprometido com a reforma econômica. "Estas reformas são algo que ajudará a economia da Espanha no longo prazo e por muitos anos", disse.
(Com AFP e Reuters)
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