Economia
Banda larga
Telebrás começa a preparar licitações
Recado ao mercado é claro: estatal só vai comprar produtos equipamentos de empresas brasileiras ou de multinacionais fabricados localmente
Decisão deve mexer com os fornecedores do setor
Telebrás pode ser a primeira empresa pública do país a fazer valer as prerrogativas garantidas pela Medida Provisória 495, que privilegia a indústria nacional nas compras públicas, mesmo que os preços sejam maiores
A Telebrás, estatal que o governo reativou para liderar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), tem planos de comprar somente equipamentos de empresas brasileiras ou de multinacionais que produzam localmente, noticiou o Valor Econômico nesta segunda-feira. De acordo com o jornal, a Telebrás pode ser a primeira empresa pública do país a fazer valer as prerrogativas garantidas pela Medida Provisória 495, que privilegia a indústria nacional nas compras públicas, mesmo que os preços sejam maiores.
"Quem quiser vender para o governo terá que produzir e gerar emprego aqui”, afirmou ao jornal Rogério Santanna, presidente da Telebrás. A decisão deve mexer com os fornecedores do setor. Grandes fabricantes de roteadores e switches – equipamentos necessários para interligar a malha de fibra óptica – são multinacionais sem fábricas no país. Já as nacionais Padtec, Digitel e Datacom, podem ser favorecidas com a medida, segundo o Valor.
A partir da próxima semana, a estatal estará livre para apresentar licitações. A Telebrás tem R$ 284 milhões em caixa para comprar infraestrutura e o Tesouro pretende injetar R$ 1,5 bilhão na empresa em 2011 e repetir a dose no ano seguinte.


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