Fundos de startups para todos os gostos
1 de 14
Monashees
Eduardo L'Hotelier e Diego Dias, da GetNinjas, foram contemplados com investimentos da Monashees
A gestora de fundos brasileira Monashees é focada em empresas nascentes de internet. Os recursos têm como destino companhias da fase “capital semente”, quando ela é ainda só uma ideia, e do chamado “early stage” (estágio inicial), quando o negócio já existe, mas ainda se faz necessário testar se seu produto é viável.
Os setores que mais interessam à Monashees são comércio eletrônico, educação, games e marketing digital. Muitos projetos são escolhidos por meio de um rigoroso processo de seleção. Há também ocasiões em que o empreendedor é apresentado aos sócios por um contato muito qualificado ou é abordado diretamente pela gestora.
A Monashees faz aportes que vão de 500 mil reais a 7 milhões de reais em cada empresa, em troca de participação de 30%, em média, do capital. O prazo em que fica no negócio varia de 5 a 7 anos – longo se comparado a outros fundos. Durante esse tempo, a gestora auxilia o empreendedor a montar seu time, profissionalizar a gestão e diversificar mercados.
Ela também atua em conjunto com fundos reconhecidos no mercado internacional, como o Accel e o Benchmark. Entre as 22 empresas contempladas pela gestora estão Peixe Urbano, Elo7, GetNinjas e Boo-Box.
A Monashees trabalha, por fim, com um modelo chamado Empreendedor Residente. Quando os sócios encontram um time que consideram excepcional trabalhando em uma ideia atraente, porém ainda pouco desenvolvida, propõem uma espécie de imersão. Os empreendedores passam a trabalhar em conjunto com a gestora por cerca de três meses. Se tudo correr bem, o projeto pode receber um aporte final. A Monashees acabou de fechar um contrato desse tipo nesta semana.
1 de 14
Monashees
Eduardo L'Hotelier e Diego Dias, da GetNinjas, foram contemplados com investimentos da Monashees
A gestora de fundos brasileira Monashees é focada em empresas nascentes de internet. Os recursos têm como destino companhias da fase “capital semente”, quando ela é ainda só uma ideia, e do chamado “early stage” (estágio inicial), quando o negócio já existe, mas ainda se faz necessário testar se seu produto é viável.
Os setores que mais interessam à Monashees são comércio eletrônico, educação, games e marketing digital. Muitos projetos são escolhidos por meio de um rigoroso processo de seleção. Há também ocasiões em que o empreendedor é apresentado aos sócios por um contato muito qualificado ou é abordado diretamente pela gestora.
A Monashees faz aportes que vão de 500 mil reais a 7 milhões de reais em cada empresa, em troca de participação de 30%, em média, do capital. O prazo em que fica no negócio varia de 5 a 7 anos – longo se comparado a outros fundos. Durante esse tempo, a gestora auxilia o empreendedor a montar seu time, profissionalizar a gestão e diversificar mercados.
Ela também atua em conjunto com fundos reconhecidos no mercado internacional, como o Accel e o Benchmark. Entre as 22 empresas contempladas pela gestora estão Peixe Urbano, Elo7, GetNinjas e Boo-Box.
A Monashees trabalha, por fim, com um modelo chamado Empreendedor Residente. Quando os sócios encontram um time que consideram excepcional trabalhando em uma ideia atraente, porém ainda pouco desenvolvida, propõem uma espécie de imersão. Os empreendedores passam a trabalhar em conjunto com a gestora por cerca de três meses. Se tudo correr bem, o projeto pode receber um aporte final. A Monashees acabou de fechar um contrato desse tipo nesta semana.
2 de 14
500 startups
Bedy Yang (à esq.) e os demais investidores da 500 Startups: investimentos em quatro empresas brasileiras
A gestora norte-americana 500 Startups gosta de ser a primeira a preencher o cheque, ainda que seu modelo de negócios implique a apresentação das startups que escolhe a outros investidores.
Além de fundo, ela também funciona como uma incubadora. A cada rodada, a 500 Startups escolhe 30 empresas de internet – a maioria já em operação, pois não costuma colocar dinheiro em ideias no papel.
As selecionadas, além de receberem 50.000 dólares, são levadas à sede da companhia, no Vale do Sicílio, na Califórnia. Lá passam quatro meses em processo de profissionalização do design, da distribuição de produto e dos dados. Ao fim dessa etapa, são apresentadas a investidores e normalmente saem valendo entre 3 milhões e 5 milhões de dólares. Se a empresa der certo, pode continuar recebendo aportes da gestora.
A 500 Startups atualmente conta com um fundo de 30 milhões de dólares e está captando recursos para um segundo. O primeiro investiu em 250 empresas, sendo quatro brasileiras – Viva Real, Descomplica, Rota dos Concursos e Conta Azul.
Neste ano, a empresa pretende apoiar de doze a vinte projetos na América Latina. Para ser escolhida pela gestora, a startup, além de ter um bom projeto, precisa contar com um time de empreendedores excepcional. “Eu acredito muito na equipe. Há uma necessidade real de mais investidores que façam apostas mais em equipes que em produtos”, diz a brasileira Bedy Yang, uma das mentoras do fundo.
3 de 14
Inseed
Francisco Perez, da Inseed: fundo de R$ 170 mi para startups com soluções voltadas ao meio ambiente
A Inseed é uma gestora de fundos que recebe aportes significativos do Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa administra desde 2007, em parceria com a Antera Gestão de Recursos, o Criatec, um fundo de 100 milhões de reais criado pelo governo para investir em startups com dinheiro do BNDES (80%) e do Banco do Nordeste (20%). Trinta empresas foram contempladas com recursos do Criatec e outras seis encontram-se em fase final do processo de investimento.
A gestora está em fase de captação para um novo fundo que deve atingir 170 milhões de reais com foco em startups voltadas ao meio ambiente. Um terço dos recursos deverá ser direcionado a empresas na fase de “capital semente” (ainda inoperantes), um terço para companhias em estágio inicial e um terço para empresas que vivem uma segunda rodada de investimentos. O BNDES também terá uma participação no fundo, ainda não revelada.
4 de 14
21 212
Fundadores da 21 212: ponte entre investidores do Rio de Janeiro e de Nova York
A 21 212 – nome oriundo da junção do código telefônico do Rio de Janeiro (21), onde fica a sede, com o de Nova York (212), onde mantém uma filial – é uma empresa que congrega investidores e também atua como aceleradora de projetos.
A cada seis meses, a 21 212 cria um novo fundo, cujos recursos são distribuídos entre dez companhias selecionadas. Elas recebem 20.000 dólares e mais uma série de serviços e aconselhamento, que, somados, atingem 100.000 dólares. Um grupo de dez executivos fica como mentor da empresa durante esse período, dando assistência tecnológica e jurídica e auxiliando na captação de novos investimentos.
A 21 212 é focada em companhias de internet em estágio inicial, normalmente com três anos de existência. Uma das selecionadas, a VitalCred, que desenvolve um sistema de pagamentos online, viu seu faturamento mensal dobrar para 120.000 reais em apenas três meses de suporte da 21 212.
5 de 14
Accel
Juliano Ipolito, Mônica Ipolito e Carlos Curioni, fundadores da Elo7: apoio do fundo americano Accel
O fundo Accel nasceu em 1982 nos Estados Unidos e tem em seu histórico apostas bem-sucedidas no segmento, como Facebook, Groupon, ComScore, Dropbox, Macromedia e BitTorrent.
A expansão internacional da companhia teve início em 2001, quando o primeiro escritório fora do território americano foi instalado em Londres com o objetivo de investir na Europa e em Israel. Depois disso vieram China e Índia.
O Brasil só recentemente surgiu no radar do fundo. No ano passado, a gestora fez seus primeiros investimentos no país: o portal de comércio eletrônico de sapatos Shoes4you, o site de avaliação e recomendação de restaurantes, bares e hotéis Kekanto e o portal de compra e venda de artesanato Elo7.
A empresa não revela quanto pretende investir no mercado brasileiro. “Nosso orçamento é governando pelas oportunidades”, afirma Kevin Efrusy, responsável pelos investimentos do Accel na América Latina. Ele garante, no entanto, que a empresa veio para ficar. “Queremos estabelecer uma base no Brasil para os próximos 20 anos”, garante.
O foco do Accel são preferencialmente empresas de internet, educação e softwares corporativos. A empresa investe tanto em projetos que não passam de uma ideia, como foi o caso da Shoes4you, até em companhias já em fase de crescimento.
6 de 14
Initial Capital
Daniel Cunha, sócio da Initial Capital, e Fernando Leal, gerente geral da Glambox: 1º investimento no Brasil
A Initial Capital é uma empresa de investimentos presente no Brasil e em Israel. Como atua apenas com recursos próprios, seu aporte médio é menor que o de outros fundos, variando de 100.000 reais a 500.000 reais.
A Initial Capital destina recursos a projetos de internet em estágio intermediário entre o chamado “capital semente” – quando as companhias praticamente não saíram do papel – e o estágio inicial. A previsão de investimento nos próximos dois anos é de 2 milhões de dólares no mercado brasileiro.
Por ora, a companhia possui um único investimento no país: a Glambox. Trata-se de uma plataforma de assinatura de cosméticos em que o cliente paga uma mensalidade e recebe em casa miniaturas de produtos de beleza.
Para conquistar Daniel Cunha, o responsável pela Initial Capital no Brasil, é preciso mais do que uma boa oportunidade de mercado. “Buscamos empreendedores espetaculares. Investimos mais na pessoa que em segmentos ou ideias”, ressalta. Na avaliação dele, um empreendedor com essas características reúne experiência profissional relevante, empatia, capacidade de atuar em grupo, disciplina e filosofia de trabalho alinhada com a Initial Capital.
7 de 14
Kaszek
Fernando Okumura, da Kekanto, com Hernán Kazah, CEO da Kaszek: co-investimento com o fundo Accel
A Kaszek é uma empresa argentina de capital de risco criada em setembro de 2011 por dois investidores oriundos do Mercado Livre: Nicolas Szekasy, ex-diretor financeiro, e Hernan Kazah, co-fundador. Em poucos meses, a dupla conseguiu levantar 100 milhões de dólares, dos quais 20% foram investidos em treze empresas na América Latina – sendo sete no Brasil.
A Kaszek olha para companhias em estágio inicial – já com produto lançado, usuários testando a plataforma, etc – focadas em comércio eletrônico, softwares corporativos, educação, saúde, games online e marketing digital.
Entre as contempladas com recursos da gestora estão a NetMovies, a Kekanto (co-investimento com a americana Accel) e a GetNinjas (co-investimento com a Monashees).
A empresa não detalha seus números, mas garante que mais da metade de seus investimentos em 2012 será no Brasil.
8 de 14
Astella
Laura Constantini, sócia da Astella, vê oportunidades em tecnologias voltadas para a educação
A Astella é uma gestora de fundos brasileira que até o momento trabalhou apenas com recursos próprios, mas prevê levantar 50 milhões de reais junto a investidores internacionais neste ano.
Seu portfolio reúne dez empresas, desde companhias que nunca tinham emitido uma nota fiscal até aquelas cujo faturamento atinge 15 milhões de reais ao ano. O investimento médio varia de 500.000 reais a 2 milhões de reais.
Todos os projetos da Astella têm foco em soluções tecnológicas voltadas principalmente a serviços financeiros, educação, saúde e internet. “Percebemos, por exemplo, que há uma grande necessidade de ensino à distância no país. As pessoas querem se instruir, entendem a importância disso, mas, às vezes, não podem largar o trabalho ou ir até uma universidade”, explica Laura Constantini, uma das sócias da gestora. Ela também está de olho em iniciativas voltadas para educação primária e secundária.
9 de 14
Intel Capital
David Thomas, da Intel Capital: “Acabamos de contratar mais um diretor de investimentos”
O ano passado foi um dos melhores da história relativamente curta da Intel Capital, divisão de investimentos da gigante de tecnologia Intel. A gestora, fundada em 1998, investiu 500 milhões de dólares em empresas de todo o mundo em 2011, de um portfólio total de 2 bilhões de dólares.
O Brasil responde por uma fatia muito pequena disso. A empresa não revela valores exatos, mas informa que a América Latina representa entre 3% a 5% dos investimentos globais. As perspectivas para o país, no entanto, seriam positivas. “Estamos aqui há dez anos e não sairemos tão cedo. Acabamos de contratar um novo diretor de investimentos”, diz David Thomas, diretor executivo para o mercado latino-americano.
O foco da Intel Capital não são exatamente empresas nascentes – ainda que tenha aberto algumas exceções nos últimos anos para modelos de negócios que se encaixam em seus interesses, como, por exemplo, a TecTotal, que fornece suporte a computadores. A gestora está de olho em oportunidades em mobilidade, tecnologia da informação, computação em nuvem, segurança na rede e serviços que acelerem a penetração da banda larga e o uso da internet no país.
10 de 14
LeadMedia
Cedric de Lazalette, do Lead Media (à dir.): 10 milhões de euros para investir no Brasil
O grupo francês LeadMedia aportou no Brasil em 2010 e se deu bem. De lá para cá, o país passou a responder por 50% de seu faturamento global.
De olhos em projetos futuros, a companhia realizou no ano passado uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Paris e conseguiu levantar 12,5 milhões de euros. Desse total nada menos que 80% será destinado a investimentos em startups nacionais. “É o momento certo de trazer mais recursos para segurar o desempenho no Brasil”, diz o francês Cedric de Lavalette, representante do grupo no país.
A companhia procura empresas em estágio inicial, destacadamente nas áreas de marketing online e mercado editorial. O investimento em cada projeto varia de 500.000 reais a 7 milhões de reais. Entre as startups escolhidas pela LeadMedia está o site Busca Descontos, que agrupa cupons promocionais, e a Media Factory, agência de marketing digital.
11 de 14
FIR Capital
O 1º investimento de capital semente da FIR Capital foi na catarinense MyReks
A gestora de fundos brasileira FIR Capital especializou-se no apoio a empresas já em fase de expansão, ainda que também direcione recursos a companhias embrionárias ou com pouco tempo de atuação. “Ainda não existe no país um corpo de investidores angels, isto é, pessoas físicas que aportam quantias menores no início dos empreendimentos. Então, as empresas em estágio de crescimento que aparecem aqui vêm com muitos vícios de gestão – e isso nos dá muito trabalho. Diante dessa constatação, decidimos também trabalhar com empresas desde o início”, diz David Travesso, presidente da FIR.
Atualmente, a gestora opera quatro fundos. São 200 milhões de reais captados principalmente junto a fundos de pensão, como Petros e Previ. A esse montante devem se somar recursos que estão sendo captados agora, de modo que o total deve atingir 300 milhões de reais.
Um dos fundos é totalmente voltado para “capital semente” – fase em que há apenas projeto e a operação da empresa mal começou – em Santa Catarina. Uma das companhias contempladas foi a Myreks, de Florianópolis, que produz um aplicativo para promover o comércio eletrônico dentro do Facebook por meio de recomendações comissionadas.
12 de 14
Atomico
Geoffrey Prentice, do Atomico, vê oportunidades para tecnologias voltadas ao consumo no Brasil
A empresa de investimentos Atomico foi fundada em 2006 pelo empreendedor sueco Niklas Zennström, criador de dois megassucessos no ramo de softwares: o Kazaa, programa de compartilhamento de música e vídeo, e o Skype, empresa de telefonia pela internet. Em 2008, em visita ao Brasil, Niklas encontrou uma economia que avaliou como pujante e com imenso potencial. Resolveu então montar um escritório em São Paulo.
Até o momento, no entanto, a Atomico não fez nenhum aporte em uma empresa brasileira, apenas em companhias argentinas e uruguaias que operam no país como a Pedidos Já e a Restorando. “Esperamos anunciar investimentos interessantes em empresas brasileiras em breve. Os empreendedores brasileiros do setor de tecnologia voltada ao consumo têm oportunidades gigantescas pela frente”, diz Geoffrey Prentice, sócio responsável pela América Latina.
A Atomico investe em companhias na fase de transição entre o estágio inicial e a fase de crescimento – ou seja, o produto, o mercado e o modelo de negócios precisam estar bem resolvidos.
13 de 14
Benchmark Capital
Fundadores do Peixe Urbano Alex Tabor, Julio Vasconcellos e Emerson Andrade – 1º investimento da Benchmark no Brasil
A Benchmark Capital, empresa de venture capital do Vale do Silício, começou a prestar maior atenção no Brasil em 2010, quando o sócio Matt Cohler começou a viajar pelo país. O resultado dessa pesquisa de campo foi um investimento em conjunto com a Monashees no Peixe Urbano, que estava só começando a se estabelecer. A ideia é ficar por aqui. “O mercado brasileiro me lembra o Vale do Silício dez anos atrás. Há oportunidades gigantescas, particularmente em redes sociais, mobilidade, geolocalização e computação em nuvem”, diz Cohler.
Entre as empresas que a gestora investiu quando ainda estavam bem no início estão o Twitter e eBay. No ano passado, liderou um financiamento de 7 milhões de dólares para a famosa empresa de compartilhamento de fotos Instagram. Para o país, a Benchmark prefere não revelar os valores disponíveis.
14 de 14
Tiger Global Management
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook: empresa recebeu dinheiro da Tiger
O fundo de investimentos americano Tiger Global chegou ao Brasil de mansinho no ano passado, com a mesma discrição com que trata seus outros investimentos ao redor do mundo. Os executivos da empresa – que, no ano passado, liderou a lista da Bloomberg dos fundos hedge mais rentáveis do mundo, com retorno de 45% – não dão declarações à imprensa e não são fáceis de serem encontrados. “Eles não são low-profile. São no-profile”, diz um investidor brasileiro. Sempre é alguém do fundo quem aborda as companhias. Nunca o contrário.
O Tiger, que tem de 6 bilhões de dólares em ativos ao redor do mundo, também reproduziu no Brasil outra característica de seus investimentos globais: o toque de Midas. Lá fora, o fundo investiu em empresas como Facebook e LinkedIn quando elas ainda não valiam nem metade do que valem hoje. No Brasil, entre os investimentos que já deram certo estão o Peixe Urbano, a Catho e a Netshoes. Recentemente, o fundo fez um aporte no site Baby.com.br, focado em comércio eletrônico de produtos para bebês.