Grécia

Polícia grega pede o fim da onda de saques nos bancos

Autoridades policiais estão preocupadas com o volume de recursos escondidos nas residências – um possível chamariz para os ladrões

Grego saca em terminal bancário de autoatendimento em Atenas

Gregos já sacaram 25% dos depósitos em dois anos (John Kolesidis/Reuters)

A polícia grega está em plena campanha para convencer os cidadãos a pararem com a onda de saques nos bancos do país, informa reportagem do jornal britânico The Guardian. Ante os rumores de que Atenas será obrigada a abandonar a zona do euro e retomar o dracma como moeda nacional, a população grega teme que seus recursos virem pó. Com isso, nos últimos dois anos, quase 25% dos depósitos deixaram os caixas do sistema bancário local – e estão possivlemente escondidos em cofres, colchões, etc. Para os policiais, essa movimentação implica o aumento do volume de dinheiro nas residências, o que pode ser uma chamariz para os bandidos.

O porta-voz da Polícia Nacional da Grécia, Thanassis Kokkalakis, conclamou os compatriotas a pensarem mais em segurança. “Pedimos que as pessoas confiem no sistema bancário, deixem seu dinheiro lá ou que, pelo menos, guardem em um lugar seguro. Não escondam em casa, onde as famílias têm de tomar medidas básicas de segurança", declarou. Na opinião de Kokkalakis, as pessoas não têm de condições de se proteger sozinhas.

Há expectativa de que os bancos gregos ganhem o reforço de 18 bilhões de euros nesta sexta-feira ou na próxima segunda. Os recursos correspondem a uma parcela do fundo de resgate a que o país tem direito, mas que foram retidos pelas outras nações europeias por conta da indefinição política nacional. Foi uma forma de a 'troika' – formada pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Nacional – a pressionar Atenas a não abandonar seu compromisso com a austeridade orçamentária.

A Grécia vai às urnas novamente em 17 de junho em mais uma tentativa para formar um governo de coalizão nacional. O crescimento da esquerda nas pesquisas tem alimentado entre os investidores o temor de que o país não dará continuidade ao cumprimento das medidas fiscais acordadas com a 'troika'. Caso isso se confirme, o país corre o risco de ser expulso da união monetária.

Serviços

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados