Europa
Parlamento grego abre debate sobre resgate em meio a protestos
Enquanto segue a votação sobre o segundo pacote de ajuda, sindicatos convocaram novas manifestações para protestar contra cortes
Mulher protesta em frente ao Parlamento grego, em Atenas (Yiorgos Karahalis / Reuters)
O Parlamento grego abrirá nesta quarta-feira o debate sobre a aprovação do segundo resgate à Grécia estipulado pelos países da zona do euro, enquanto os sindicatos convocaram novas manifestações para protestar contra os cortes que acompanham a negociação. A previsão é de que a votação ocorra dentro de dois dias. Até lá, ocorrerão os debates dos dois projetos de lei fundamentais à aplicação do acordo de resgate à Grécia no valor de 130 bilhões de euros no Parlamento.
O cumprimento do prazo depende diretamente da duração dos discursos no plenário. O primeiro dos dois projetos de lei prevê a adoção da troca de bônus com os credores privados, operação que deverá ser finalizada até 11 de março, e que representa o perdão de 107 bilhões de euros da dívida helena.
Já o segundo estabelece a redução das aposentadorias em 75 milhões de euros, uma das medidas adotadas para alcançar o corte de despesa total de 3,3 bilhões de euros. Esta medida representa redução de 12% nas aposentadorias superiores a 1,3 mil euros mensais. Os suplementos dos pagamentos de aposentadoria superiores aos 200 euros mensais serão reduzidos entre 10% e 20%.
Sindicatos protestam contra austeridade - Por causa desses debates, os dois sindicatos majoritários, a Confederação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE ) e o Adedy, convocaram manifestações para as 12h (horário de Brasília) na Praça Sintagma - uma das principais praças de Atenas - contra o Parlamento, para protestar pelos cortes nas aposentadorias e na mudança da legislação trabalhista. Na mesma hora, os sindicatos próximos ao Partido Comunista se manifestarão na Praça Omonia - outro importante local na capital grega.
Em comunicado, o GSEE denuncia as reduções das aposentadorias como um "golpe de misericórdia nos aposentados e no sistema de proteção social". O site do Ministério da Justiça grego foi atacado nesta quarta-feira pelos hackers Anonymous que pediam a libertação de três estudantes do Ensino Médio detidos pela acusação de atacar páginas oficiais.
(Com agência EFE)





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