Setor automotivo

Para Forbes, preço de Jeep Cherokee no Brasil é 'ridículo'

Publicação americana critica brasileiros por comprarem carros considerados medianos nos Estados Unidos por preços de automóveis de luxo

Jeep Grand Cherokee 2012

Jeep Grand Cherokee: 89,5 mil dólares no Brasil e 28 mil dólares nos EUA (Divulgação/VEJA)

Depois de afirmar que a economia brasileira crescerá menos que a americana em 2012, a revista Forbes publicou uma crítica aos altos preços de veículos praticados no Brasil - e aos brasileiros que os compram. Intitulado "Brazil's Ridiculous 80,000 Jeep Grand Cherokee" - O ridículo Jeep Grand Cherokee de 80 mil dólares do Brasil -, o artigo usa como exemplo o valor do recém-chegado modelo ao mercado nacional para ironizar a diferença de preços entre veículos no Brasil e nos Estados Unidos, onde o mesmo carro é vendido por 28 mil dólares. Já seu preço no Brasil chega a 89.500 dólares - o equivalente a 180 mil reais.

O jornalista Kenneth Rapoza, especializado na cobertura de mercados emergentes, menciona superficialmente a carga tributária que incide sobre os automóveis importados no país - sobretudo o Imposto de Importação (II) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). (Este último foi reajustado em 30 pontos porcentuais pelo governo de Dilma Rousseff no final de 2011.) Rapoza prefere ater-se ao comportamento dos brasileiros que adquirem automóveis fabricados no exterior por preços muito acima dos que são praticados em seus países de origem. "Comprar um Jeep Grand Cherokee por esse preço é o mesmo que um americano comprar um par de Havaianas por 150 dólares", diz o jornalista. 

Rapoza ainda afirma que veículos como Honda Civic e Corolla, da Toyota, que no Brasil são adquiridos pela classe média alta, são considerados carros populares nos Estados Unidos. Um Jeep Grand Cherokee, na avaliação do jornalista, não é considerado um símbolo de status nos Estados Unidos, como ocorre no Brasil. "Quando se trata de comprar carros por status no Brasil, as classes mais endinheiradas estão tomando caipirinha de cachaça Pitu ou 51 achando que é uma bebida qualificada", disparou Rapoza.    

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