Economia
Setor aéreo
Para estrangeiro, insegurança é a 1ª impressão do Brasil
País tem de investir pesado para evitar atentados e a entrada de armas e drogas; poderia, ao menos, começar combatendo os furtos
Governo brasileiro tem de melhorar a segurança nos terminais (na foto, detector de metais) (Antonio Milena/VEJA)
A falta de efetivo nos aeroportos tem consequências diretas para a segurança do país, pois facilita a chegada de drogas e armas contrabandeadas. Como não poderia deixar de ser, ela se reflete também em assaltos e furtos dentro dos próprios terminais – item que estigmatiza o Brasil aos olhos dos visitantes estrangeiros. Em abril, cerca de 160 ocorrências foram registradas somente no aeroporto de Guarulhos, ao passo que, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2011, esse número chega a 370.
Em locais que abrigam eventos mundiais, o risco assume grandes proporções. O expressivo fluxo de passageiros, por si só, propicia o aumento do número de ocorrências. A experiência de países estrangeiros pode servir para demonstrar o quão defasado está o sistema de segurança aeroportuária do país. “Em uma comparação internacional entre aeroportos, existe o que é desejável e o que é o mínimo. O Brasil precisa ainda de muitas correções para chegar ao nível básico”, afirma José Antonio Coimbra, diretor comercial da British Airways no Brasil.
Coimbra relata um caso de evacuação ocorrido em Londres e que, caso acontecesse em algum aeroporto brasileiro, poderia ter consequências dramáticas. “Um determinado passageiro desembarcou em Londres, na Inglaterra, e passou pelo raio-X com uma mala de conteúdo suspeito. Por um desvio de atenção da vigilância, ele recolheu a mala e foi embora. Em minutos, todo o aeroporto foi evacuado, por precaução”, conta. Apesar de ações terroristas não serem o foco da preocupação dos órgãos de segurança do país, como são na Europa, a chegada de eventos internacionais exige uma atuação eficaz para casos semelhantes. “Qual é a capacidade dos agentes brasileiros em evacuar um terminal de Guarulhos?”, questiona Coimba.
Nos Estados Unidos, desde os atentados de 11 de setembro de 2001, a segurança aeroportuária é prioridade, envolvendo elevados investimentos em aparato tecnológico e preparação de funcionários. Segundo Kawika Riley, porta-voz do Transport Security Administration (TSA) – a seção do Departamento de Segurança Interna do governo americano (Homeland Security) que cuida de todos os procedimentos de segurança antes do embarque em voos domésticos e internacionais –, trabalhos que no Brasil são terceirizados (como checagem de passaportes), nos EUA são feitos por oficiais treinados. “Eles usam luz negra e lupas de aumento para checar passaportes e documentos”, explica.



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Comentários
Euzir Baggio
Quando o PT assumiu o governo, um político antigo e experiente disse que o partido dos trabalhadores destruiria toda a estrutura organizacional do estado, por falta de capacidade de seus executivos. Algo como falta de recursos humanos capazes de gerir o estado. Oito anos depois, está ai. Pipocando em todos os lados, a má(..)
12.06.2011
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Cristiano
Que vergonha que eu tenho defffti paífff
11.06.2011
josé silva
A segurança nos aeroportos é falha mesmo.Embarquei certa época no aeroporto de Curitiba, e coloquei minha pasta, com um canivete multi uso dentro da mesma, e só dei pela coisa, já em pleno vôo.A maleta passou incólume pelo controle do aeroporto.Dai, minha conclusão.
11.06.2011
Wennes Mota
Realmente a questão aeroportuária no Brasil é caótica. Cada vez mais pessoas tem poder aquisitivo para viajar de avião. Só resta o governo agir depressa para que não manche mais ainda nossa reputação nos eventuais importantes que iremos sediar!
11.06.2011