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Padronização de vestuário pode alavancar vendas na web
Não apenas o varejo tradicional deve se beneficiar da padronização de medidas do vestuário nacional. O comércio eletrônico também deve ganhar um empurrãozinho, na opinião de profissionais ligados à área. "A padronização deve fazer com que outras empresas invistam nas vendas pela internet", aposta Alessandro Gil, diretor de marketing da Ikeda e-commerce, empresa que desenvolve sistemas de venda virtual, como o do site O que vestir, um pequeno shopping de roupas on-line.
"Alguns tipos de roupa devem deslanchar na internet, como as dirigidas ao público masculino e ao infantil. A mulher é em geral mais cuidadosa na escolha do que vai vestir, e por isso pode continuar fazendo suas compras em lojas com provadores, mesmo", avalia Gil.
Para o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, a redução nas trocas de produtos também deve colaborar com o desempenho dos canais de venda on-line. "Pela internet, o consumidor poderá ver as medidas das pernas, do quadril, tudo o que estiver disponível, facilitando a escolha", diz.
De acordo com dados da e-bit, empresa que realiza pesquisas sobre o comércio eletrônico no país, o vestuário respondeu por apenas 3% dos itens vendidos pela internet em 2008 no Brasil. Os representantes do setor apostam que, com a padronização, esse número poderá crescer rapidamente.
(Maria Carolina Maia)


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