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OSX começará obras do maior estaleiro da América Latina em maio

Empresa de Eike Batista empresa terá capacidade para construir até seis plataformas de petróleo por ano

- Atualizado em

A OSX - empresa do grupo EBX, do empresário Eike Batista, dedicada à construção de plataformas de petróleo - receberá em abril a licença de instalação para começar a construir o que será o maior estaleiro da América Latina. O empreendimento é considerado vital para garantir a campanha de exploração e produção da OGX, braço de petróleo de Batista.

De acordo com o diretor financeiro e de Relações com os Investidores, Roberto Monteiro, o projeto de 3 bilhões de reais ficará totalmente pronto no final de 2013. A partir do segundo semestre de 2012, no entanto, já poderá prestar alguns serviços.

O executivo informou que, no final de abril, começam a chegar as propostas dos onze pacotes de licitações lançados pela empresa entre o final de 2010 e março deste ano. Segundo o Monteiro, entre 4 e 8 empresas participam de cada licitação e as primeiras propostas a serem abertas referem-se à preparação do terreno e construção do cais e do dique seco.

O estaleiro da OSX terá capacidade para construir até seis plataformas e seis jaquetas por ano numa primeira fase e possibilidade de ampliação para nove unidades na segunda fase.

A capacidade do projeto é para corte de 180.000 toneladas de aço por ano, que podem subir para 220.000 toneladas e numa terceira etapa para 500.00 toneladas, dependendo da demanda. "Em equipamentos temos cerca de 600 milhões de reais e o restante é obra civil", informou.

Receita em 2011 - Enquanto o estaleiro não fica pronto, a empresa começa a gerar receita este ano com o afretamento da plataforma OSX-1 para a OGX. "Este ano começamos a gerar receita, algo em torno dos 30, 40 milhões de dólares a partir do segundo semestre", explicou Monteiro.

Uma receita que vai ser incrementada ao longo dos próximos anos com encomendas da OGX e terceiros, o que inclui possíveis trabalhos para empresas que atendem a Petrobras. No momento, Monteiro costura com a OGX mais um contrato de pedidos firmes, depois de já ter garantidas as quatro primeiras plataformas da co-irmã, duas flutuantes (FPSO) e duas fixas.

"Esse novo lote que estamos trabalhado junto com a OGX vai fazer crescer o nosso order book sensivelmente, vai crescer entre 60 e 80%", antecipou o executivo. A OGX divulgará na próxima semana um novo relatório de reservas petrolíferas elaborado pela DeGolyer & MacNaughton. O anúncio do acordo deve ocorrer após essa divulgação.

Para atender as futuras encomendas, Monteiro já adquiriu dois cascos na Indonésia, que poderão servir de base para as plataformas OSX-3 e OSX-4. Entre o final de abril e começo de maio, Monteiro volta ao mercado de dívida para a construção da OSX-2, unidade de 775 milhões de dólares e que deve ter 80% financiado pelos bancos. A primeira plataforma negociada com a OGX (OSX-1) será entregue no segundo semestre deste ano e a OSX-2 e as duas fixas ficam prontas em 2013, informou.

Inauguração da cidade X - Para garantir tranquilidade ao andamento da obra, a OSX será a primeira moradora da cidade idealizada por Eike Batista e que está sendo projetada pelo arquiteto Jaime Lerner, a Cidade X, em São João da Barra, onde está sendo construído o Complexo do Açu - estaleiro, porto, siderúrgicas, térmica.

A Cidade X será um empreendimento do Real Estate X, braço imobiliário da EBX e será projetada para 250.000 habitantes. Cerca de 2.000 casas e um hotel serão construídos até o final de 2012 para abrigar os funcionários e executivos envolvidos na construção do estaleiro, adiantou Monteiro.

A OSX vai construir também um Instituto Tecnológico Nacional no Complexo do Açu, que vai treinar os cerca de 10.000 trabalhadores previstos para o estaleiro e mais 1.000 nas plataformas que serão afretadas pela companhia.

Chamado para o time da OSX pela sua experiência de 32 anos na Petrobras, Carlos Bellot, diretor de Operações da OSX desde julho do ano passado, informou que a entidade será um centro de treinamento tanto para a operação das plataformas como para o desenvolvimento de tecnologia.

"No final do ano começaremos os treinamentos. A primeira fase vai ser intensa, com 3.100 pessoas", explicou Bellot, que não vê difciuldade em arrumar mão-de-obra no país e disse que a indústria brasileira "está começando a se mexer" para fornecer equipamentos não encontrados no país, como turbinas e compressores.

(com Reuters)

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