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Obama encontra líder da oposição para discutir abismo fiscal

Com o prazo do final do ano ficando cada vez mais próximo, a reunião foi anunciada após críticas de ambos os lados pela falta de progresso

- Atualizado em

John Boehner
John Boehner, líder republicano (EUA)(Alex Wong/Getty Images/VEJA)

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, tiveram uma reunião "franca" na quinta-feira, em mais um esforço para acabar com o impasse nas negociações a fim de evitar um enorme aumento de impostos e cortes de gastos, o chamado "abismo fiscal".

Com o prazo do final do ano ficando cada vez mais próximo, os dois líderes conversaram na Casa Branca, à medida que acumulam-se frustrações pela recente falta de progresso nas negociações, que se reduziram a rodadas diárias de acusações mútuas.

Assessores de ambos os lados usaram linguagem similar para descrever a reunião, que teve duração de 50 minutos, chamando-a de "franca" e repetindo que as vias de comunicação continuavam abertas. A reunião, da qual o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também participou, foi anunciada depois de críticas de ambos os lados pela falta de progresso e após queda nas ações norte-americanas com os temores de que a economia possa entrar de novo em recessão, caso os políticos não consigam driblar o impasse em Washington.

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Boehner criticou Obama antes da reunião por colocar empregos e a recuperação econômica em risco, ao insistir em elevar as taxas de impostos para os 2% mais ricos da população norte-americana. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, respondeu reafirmando o comprometimento de Obama em elevar as taxas para os mais ricos e reclamando de que não houve nenhuma ação dos republicanos sobre este tópico crucial.

"O que nós não temos visto nos republicanos é qualquer movimentação sobre esta questão fundamental", disse Carney a repórteres. Em uma entrevista a afiliada da TV CBS, em Minnesota, Obama disse que estava esperançoso em conseguir um acordo e disposto a fazer mais cortes nos gastos, desde que o aumento de receita com maiores impostos para os mais ricos façam parte do acordo.

(com agência Reuters)

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