25/12/2011 - 20:02
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Redes sociais

Não basta ‘curtir’. A onda em 2012 será ganhar dinheiro no Facebook

O comércio nas redes sociais não vai se restringir a empresas e usuários; será crescente o número de negócios de consumidor para consumidor

Beatriz Ferrari
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em palestra na conferência f8 de setembro de 2011

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook: rede toma a dianteira no 'social commerce' (Justin Sullivan/Getty Images)

Muita gente já participou de ações de alguma marca nas redes sociais, como concursos culturais, sorteios, estímulo ao uso de aplicativos que permitem customizar um produto, oferecimento de descontos a quem é seguidor da companhia, etc. É que as empresas têm plena consciência do enorme mercado que este ambiente representa. Segundo a IBOPE Nielsen Online, 77,8 milhões de pessoas têm acesso à web no país e mais da metade delas (40,8 milhões de usuários) acessam sites de relacionamento como Facebook, Orkut, Twitter, entre outros*. Todas não só querem ficar em evidência, como testam, cada vez mais, sistemas para fazer negócio nas redes. A grande novidade para 2012, no entanto, é que o usuário progressivamente deve sair da posição meramente receptiva para se tornar uma espécie de ‘microempresário’ virtual. Graças a aplicativos disponíveis no mercado, ganhar dinheiro neste ambiente já é algo possível hoje – e especialistas ouvidos pelo site de VEJA apontam que essa tendência terá maior relevância daqui para frente.

No Twitter, já está consolidada, por exemplo, a prática de recomendação remunerada de conteúdo publicitário. O usuário envia um tweet referendando algum produto ou marca a todos os seus seguidores e recebe por isso. Contudo, é no Facebook que podem ser encontradas as iniciativas mais promissoras. O chamado F-commerce – apelido para o comércio no Facebook – está ganhando força no Brasil graças à facilidade de se montar uma loja virtual na rede. Dentro desta tendência, o movimento que se destaca é o comércio direto de consumidor a consumidor.

Sua própria lojinha – Já é possível montar uma loja virtual dentro do Facebook para vender os próprios produtos. Empresas, como a brasileira Like Store, fornecem as ferramentas para o desenvolvimento do ambiente de compra. O próprio Facebook oferece um aplicativo, chamado Market Place, que funciona mais ou menos como uma página de classificados de jornal: o usuário anuncia a venda de seu celular antigo, de um carro ou pode até mesmo postar uma vaga de emprego. Mas uma tendência que ganha força neste ambiente é a de pessoas usarem a rede para fazer comércio sem que sejam donas do que é vendido. Podem simplesmente ser curadoras comissionadas de produtos comercializados por outras empresas – ganhando um porcentual da venda cada vez que um amigo adquire um produto movido por sua recomendação.

Em agosto, este tipo de iniciativa começou a ser testado no Brasil pela gigante varejista Magazine Luiza. Por meio do aplicativo Magazine Você, a rede permite que o usuário do Facebook escolha até 60 produtos de seu portfólio de mais oito mil itens para montar uma mini loja em seu perfil. Cumprida essa etapa, basta divulgar aos amigos por meio de recomendações e opiniões. Para cada produto vendido, o usuário recebe uma comissão que vai de 2,5% a 4,5%. O aplicativo encontra-se em fase de avaliação e só está liberado para uso de familiares de funcionários da empresa. Ainda assim, nada menos que 800 lojas estão funcionando neste esquema. Cautelosa, a varejista diz que, por enquanto, não há previsão para liberar o programa a todos os clientes e tampouco divulga o faturamento dos novos lojistas.

A brasileira Boo-Box – empresa de tecnologia de publicidade para mídias sociais – começou a desenvolver e testar sistemas que permitem esse tipo de comércio consumidor-consumidor no Facebook. A ideia é estreitar a relação das empresas com seus clientes, agregando a este esforço a inteligência dos usuários da rede. Aquele que é considerado por seus amigos como um especialista em determinado assunto poderá, com o ajuda da Boo-Box, ser comissionado ao vender produtos ou mesmo ser remunerado por realizar comentários, fazer avaliações e tecer sugestões sobre bens e serviços.

No exterior, há também iniciativas interessantes. A americana Converse All Star, por exemplo, testa um aplicativo que transforma o usuário do Facebook num designer da empresa. Com a ajuda do programa, é possível desenhar pares personalizados do famoso tênis para depois vendê-los aos amigos.

Audiência x influência – Recomendação de conteúdo nas redes sociais não é propriamente uma novidade. Na rede de microblogs Twitter, a prática é adotada de forma ampla por donos de perfis com muitos seguidores. A diferença da recomendação comissionada no Facebook é que o tamanho da audiência não importa, mas sim a influência sobre ela. “Se você convence um amigo a comprar um carro, você é mais influente do que quem tem mil seguidores e só os convence a clicar em um link”, diz Marco Gomes, fundador da Boo-Box.

Já está provado por pesquisas que as redes sociais influenciam fortemente a decisão de compra dos consumidores. Um estudo conduzido neste ano pela consultoria de mercado Oh! Panel na América Latina concluiu que 72,8% das pessoas que usam redes sociais confiam mais nas recomendações de colegas do que no parecer de especialistas. Explorar comercialmente essa publicidade natural dos membros dos sites de relacionamento é uma ferramenta que pode se revelar lucrativa tanto para as empresas quanto para as pessoas.  Esse novo formato, aliás, amplia ainda mais o alcance do social commerce, já que a curadoria dos amigos na internet está vinculada diretamente ao ambiente de compra e o usuário chancela o produto com muito mais boa vontade. “Em 2012 teremos o Natal das compras dentro das redes sociais”, diz Gabriel Borges, CEO da LikeStore.

*Estatística da IBOPE Nielsen Online refere-se à categoria “comunidades” que engloba redes sociais, blogs, microblogs, bate-papos, fóruns e outros sites de relacionamento.

Comentários


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Antonio Marques

Tenho um site de vendas e realmente vejo que as vendas online estão cada vez melhores e o ramo de vendas online a cada dia fica melhor.

10.02.2012

Maria da Glória da Silva Tavares

Olha galera isso funciona mesmo, sabe o que é representar uma loja de grande porte, cada produto de grande porte por exemplo uma TV de 42 polegadas se você conswgue vende-la ,só nesta TV você tira 4,5% a 5% , isso por cada produto vendido. Primeiro você tem que se legalizar , seu site, pagar o seu INSS, tem que olhar o seu (..)

26.12.2011

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tania maria

adorei nao podia ser malhor

26.12.2011

josielaraujo

eu quero partecipa desta promo ção okk

26.12.2011

Rodrigo

O novo design de perfil do usuário ficou muito complicado de usar. Ficou confuso e só chamou atenção de quem gosta de saber da vida dos outros com aquela timeline. Espero que eles voltem ao antigo formato porque é mais limpo, porém organizado.

26.12.2011

celio

O inverso tb é verdadeiro: Nada assusta mais um comerciante que a ameaça que vc irá nas paginas socias, etc..reclamar da empresa. Muito mais que a ameaça de ir ao Procon, o que, na verdade, não resolve nada e só enrola... Mas ameaçar reclamar na internet é eficaz!!!!

25.12.2011

jaderdavila thesmallshareholder

o comercio é lindo, e o facebook é seu lugar.

25.12.2011

cristina maldonado

muito boa esa iniciativa poren debe ser segura e o logista virtual receber su ganho por que pode soamente serusado eno abonado de seu trabalho grata

25.12.2011

Lúcia Cristina Rudge Bortoli

Ter o Facebook como mais uma opção de trabalho, no comércio de produtos, a meu ver, é fantástico, pois é mais uma possibilidade de realizar atividades profissionais com liberdade maior e também, com muito mais autonomia, em relação ao mercado convencional. No entanto, também acho que definir limites para coibir abusos é fund(..)

25.12.2011

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