Mais Lidas

  1. Justiça de SP envia a Moro pedido de prisão de Lula

    Brasil

    Justiça de SP envia a Moro pedido de prisão de Lula

  2. Barraco na comissão do impeachment: 'Vamos falar lá fora, seu m...'

    Brasil

    Barraco na comissão do impeachment: 'Vamos falar lá fora, seu m...'

  3. Sasha Meneghel vai fazer faculdade nos Estados Unidos

    Entretenimento

    Sasha Meneghel vai fazer faculdade nos Estados Unidos

  4. 'Game of Thrones' pode mostrar cena decisiva no próximo episódio

    Entretenimento

    'Game of Thrones' pode mostrar cena decisiva no próximo episódio

  5. Justiça nega recurso do WhatsApp e mantém bloqueio por 72 horas

    Vida Digital

    Justiça nega recurso do WhatsApp e mantém bloqueio por 72 horas

  6. Criador do WhatsApp critica novo bloqueio do aplicativo no Brasil

    Vida Digital

    Criador do WhatsApp critica novo bloqueio do aplicativo no Brasil

  7. Cliente quer mais café no copo - e pede US$ 5 milhões em ação contra a Starbucks

    Economia

    Cliente quer mais café no copo - e pede US$ 5 milhões em ação...

  8. Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

    Brasil

    Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

'Matriz da Siemens operou conta em paraíso fiscal', diz ex-CEO

Adilson Primo presidiu a multinacional no Brasil até 2011, quando foi demitido sob acusação de fraude

- Atualizado em

Adilson Primo, ex-presidente da Siemens Brasil
Adilson Primo, ex-presidente da Siemens Brasil(Germano Luders/VEJA)

O engenheiro Adilson Antônio Primo, que por dez anos presidiu a Siemens no Brasil, afirma que uma conta no paraíso fiscal de Luxemburgo foi "operacionalizada" pela matriz da multinacional na Alemanha. Ele alega que a conta, que acumulou 6 milhões de euros, foi aberta em 2003 por um diretor financeiro da companhia, com anuência da cúpula da matriz alemã. "Naquela ocasião, a Siemens tinha certas contas, as chamadas contas de compensação", disse.

Primo ocupou a presidência da Siemens Brasil de outubro de 2001 até 2011. Ex-executivos da empresa relataram, em acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que a multinacional atuou em esquema de cartel no país de 1998 a 2008. O executivo foi demitido em 2011 por suspeita de fraude, justamente pela conta de 6 milhões de euros.

Radar on-line: Da Siemens para Itajubá

A ascensão do mineiro de São Lourenço na Siemens começou ao se formar engenheiro elétrico pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Primo "saiu para o mundo" em 1976, aos 23 anos, ao ganhar uma bolsa-convênio da empresa alemã. Viveu três anos em Erlangen, perto de Nuremberg.

De volta ao Brasil, em 1980, Primo foi contratado como engenheiro de vendas, passou pelo marketing e subiu até chegar ao topo da multinacional. Hoje, move um processo na Justiça do Trabalho contra a empresa. No início de janeiro, o ex-número 1 da Siemens Brasil aceitou salário de 5,6 mil reais e o convite de Rodrigo Riera (PMDB), prefeito de Itajubá (MG), para assumir a Secretaria de Coordenação-Geral e Gestão da cidade de 96 mil habitantes na Serra da Mantiqueira.

Leia também:

Alckmin vai processar Siemens por cartel dos trens

​Siemens e Alstom: por que elas brigam tanto?

Entenda as denúncias de cartel no metrô de São Paulo

Primo não foi citado no acordo de leniência que executivos da companhia firmaram com o Cade, mas, diante da crise que colocou a Siemens no centro do grande escândalo dos cartéis para fraudes em licitações, pediu exoneração da Secretaria de Itajubá, a fim de evitar constrangimentos ao amigo prefeito.

(com Estadão Conteúdo)

TAGs:
Investigação
Negócios