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IPCA acelera para 0,51% em novembro, diz IBGE

Em outubro, avanço foi de 0,42%. Em 12 meses, índice oficial da inflação acumula valorização de 6,56%, acima do teto da meta, de 6,50%

- Atualizado em

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Grupo Alimentos e Bebidas foi responsável por 37% do IPCA de novembro(Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,51% em novembro, ante 0,42% registrados no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O resultado ficou abaixo do esperado por analistas consultados pela agência Reuters, que projetavam uma alta de 0,54% no mês passado.

Em doze meses, o IPCA acumula avanço de 6,56% até novembro, contra 6,59% em outubro, mantendo-se pelo quarto mês seguido acima do teto da meta do governo, de 6,50%. Já no acumulado do ano, o IPCA teve alta de 5,58%

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Mais uma vez, o segmento Alimentação e Bebidas teve a maior contribuição para a alta do IPCA no mês, com contribuição de 0,19 ponto percentual (37% do IPCA do mês) para o resultado de novembro. O item carnes permaneceu, pelo terceiro mês consecutivo, na liderança do ranking dos principais impactos, com 0,09 ponto percentual. Além das carnes, outros alimentos ficaram bem mais caros de um mês para o outro, com destaque para a batata-inglesa, cujos preços aumentaram 38,71%.

Outro grupo que pressionou o índice foi o de Transportes (impacto de 0,08 ponto porcentual), principalmente por conta da alta do item combustíveis. O preço do litro da gasolina ficou quase 2% mais caro, refletindo, nas bombas, parte do reajuste de 3% nas refinarias, em vigor a partir de 7 de novembro. A energia elétrica também figura entre os principais impactos, com contribuição de 0,05 ponto percentual no índice.

Juros - Diante da inflação pressionada, o Banco Central (BC) intensificou o ritmo de aperto monetário nesta semana e elevou a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, a 11,75% ao ano. Mas, embora o BC tenha indicado que pode reduzir a intensidade da alta em breve, o movimento reforçou as sinalizações dadas pela nova equipe econômica - com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini mantido no BC - de maior rigor fiscal e combate à inflação.

(Com agência Reuters)

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