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Incerteza sobre juros faz dólar subir e fechar a R$ 4,10

Com a alta de 1,24%, moeda americana fechou em seu maior patamar desde setembro; nova taxa Selic será anunciada nesta quarta

- Atualizado em

Dólar
Além de preocupações com possibilidade de que governo possa recorrer ao afrouxamento fiscal para estimular a atividade, muitos temem que BC evite aumentar juros diante da recessão econômica(iStockphoto/Getty Images)

O dólar subiu mais de 1% em relação ao real nesta quarta-feira e fechou em seu maior patamar desde setembro, reagindo ao profundo mau humor nos mercados externos com a baixa do preço do petróleo e às incertezas sobre o rumo da taxa de juros no país.

A moeda americana avançou 1,24%, a 4,10 reais, seu maior nível de fechamento desde 28 de setembro, quando encerrou a sessão a 4,10. Durante o dia, o dólar chegou a atingir 4,13 reais na máxima da sessão, seu maior nível pré-fechamento desde 29 de setembro (4,15 reais).

No Brasil, a pressão foi corroborada por incertezas sobre a estratégia do governo para enfrentar a crise econômica. Além de preocupações com a possibilidade de que o governo possa recorrer ao afrouxamento fiscal para estimular a atividade, alguns operadores temem que o Banco Central evite aumentar os juros diante da recessão econômica.

"Sazonalmente, os primeiros meses do ano são de fluxo positivo, mas não é isso que estamos vendo. O contexto técnico está muito desfavorável e a incerteza sobre o BC potencializa", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Ítalo Abucater.

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O cenário externo também pesou sobre os negócios. "Prevalece a aversão a risco nos mercados internacionais. O petróleo não para de cair, e todo alívio tem se mostrado temporário", disse o operador da corretora Correparti Guilherme França Esquelbek.

O petróleo nos Estados Unidos desabou para menos de 27 dólares por barril nesta quarta-feira pela primeira vez desde 2003, refletindo a sobreoferta nos mercados globais e expectativas de demanda fraca diante da fraqueza no crescimento econômico global.

O recuo da commodity puxou para baixo boa parte dos mercados globais, como as bolsas chinesas e americanas. Os três principais índices americanos chegaram a cair mais de 3%, com o Standard & Poor's 500 atingindo seu menor nível desde fevereiro de 2014.

No mercado de câmbio, a moeda americana avançava em relação ao peso mexicano, chegando a renovar a máxima histórica, mesmo após o banco central do país entrar no mercado vendendo dólares.

(Com agência Reuters)

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