27/10/2009 11:53
A inadimplência das operações de crédito livre no Brasil - com pessoas fÃsicas e empresas - caiu de 5,9% para 5,8% entre agosto e setembro desse ano. É a primeira queda desde setembro de 2008, quando o mundo começou a sentir os efeitos da recessão mundial, segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC) nesta terça-feira, que considera atrasos superiores a 90 dias.
Mesmo com a expansão de 1,5% nas operações de setembro, na comparação com o resultado de agosto, a inadimplência não mostrou sinais de recuperação, principalmente quando analisado isoladamente o Ãndice das empresas, que subiu pelo décimo mês consecutivo, atingindo 4% - o maior nÃvel desde maio de 2001.
Nos empréstimos para pessoas fÃsicas, o movimento foi contrário e a inadimplência média caiu de 8,4% para 8,2% entre agosto e setembro, retornando ao mesmo patamar de janeiro de 2009. Essa foi a terceira queda seguida da inadimplência entre as famÃlias.
Com a leve expansão do crédito, o saldo de todos os empréstimos concedidos à s pessoas fÃsicas, empresas e setor público somava 1,347 trilhão de reais ao fim do mês passado.
Â
Segundo o BC, o resultado de setembro apresentou "desempenho similar ao observado no mês anterior, constatando-se expansão das operações com recursos livres e com recursos direcionados em ambiente de redução das taxas, do spread bancário e da inadimplência".
"A trajetória de recuperação do crédito para as famÃlias segue impulsionada pela elevação na participação dos empréstimos consignados e, nas empresas, intensificaram-se os financiamentos referenciados em recursos domésticos, condicionados pelo desempenho positivo da atividade econômica", destaca o documento.
Â
No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, a carteira de crédito acumula expansão de 16,9%. A participação do crédito no PIB atingiu no mês passado 45,7%, ante 45,3% em agosto. Em setembro do ano passado, o percentual do crédito no PIB era de 38,7%.
Juros - A taxa média de juros pelo crédito livre tiveram em setembro a 10ª queda consecutiva e fechou o mês em 35,3% ao ano. Em agosto, a taxa média era de 35,4%. A redução foi liderada pelas operações para pessoas fÃsicas, cuja taxa média recuou de 44,1% para 43,6% no perÃodo. Nos empréstimos para empresas, o juro médio cedeu de 26,4% para 26,3%.
Â
Além da redução das taxas, também houve corte do spread bancário - a diferença entre a taxa de captação e o juro cobrado do cliente. Na média, o spread passou de 26,3 pontos porcentuais para 26 pontos porcentuais de agosto para setembro. Novamente, o segmento do crédito para pessoas fÃsicas liderou a redução, já que o spread para esse grupo passou de 34,3 pp para 33,4 pp. Nos financiamentos para pessoa jurÃdica, o número passou de 17,8 pp para 17,7 pp.
Â
(Com Agência Estado)