Economia
Pré-sal
Ibama ignorou relatório que apontava problemas na Bacia de Santos, diz secretário
Em coletiva, governo do estado de São Paulo afirma que plano do pré-sal não conta com programa de segurança e prevenção de acidentes
Vazamento da Petrobras na bacia de Santos somou 160 barris de petróleo (Reprodução/Record)
O secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo, Bruno Covas, afirmou que a Companha Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) chegou a enviar um relatório ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) listando uma série de problemas no programa da Petrobras na Bacia de Santos – e mesmo assim a licença ambiental foi concedida pelo órgão.
O governo do estado de São Paulo convocou uma coletiva na manhã desta quarta-feira para falar sobre o vazamento de 160 barris de petróleo da Petrobras próximo da costa de Ilhabela, no litoral paulista.
"Podemos, inclusive, disponibilizar esse documento feito pela Cetesb", afirmou Covas.
Técnicos da Cetesb (assim como do Ibama) estão no local para avaliar a dimensão da mancha, que é estimada 240 mil metros quadrados. Os órgãos também avaliam se há riscos de o óleo chegar à costa – fato que a Agência Nacional de
Petróleo (ANP) negou nesta terça-feira. Ao final do dia, a Cetesb divulgará um relatório sobre a situação do vazamento. A distância da mancha para a praia é de 300 quilômetros.
Segurança – De acordo com o secretário de Energia, José Aníbal, o plano do governo federal para o pré-sal não previa um programa de segurança e prevenção de acidentes na atividade de extração do óleo. "Há seis meses o governo estadual tenta promover uma ação conjunta com o governo federal na exploração do pré-sal", destacou.
O governo estadual, acrescentou Aníbal, sugeriu a criação de dois laboratórios da Petrobras no estado para desenvolver pesquisa em segurança. O objetivo era criar um monitoramento rotineiro da exploração do pré-sal em São Paulo, que seria feito via satélite, presencialmente e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
A Petrobras informou que o acidente ocorreu devido à ruptura do cabo flexível de transmissão do petróleo.


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