Estados Unidos

Grupo das 500 maiores empresas dos EUA tem lucro recorde

Apesar da lenta recuperação da economia dos EUA, grupo de companhias mostra-se ágil, aponta Fortune; lucros somados atingem US$ 824,5 bilhões

Preço de combustíveis em posto da Exxon, nos Estados Unidos

ExxonMobil volta ao topo do ranking das maiores empresas americanas (Mark Wilson/Getty Images/VEJA)

Com receita de US$ 453 bilhões, ExxonMobil desbanca o Walmart da primeira posição do ranking

Juntas, as 500 maiores empresas americanas registraram, no ano passado, lucro recorde, apesar da recuperação ainda lenta da economia dos Estados Unidos, aponta ranking divulgado nesta segunda-feira pela revista Fortune. Os lucros combinados das 500 maiores empresas americanas subiram 16,4% em relação a 2010, atingindo o nível recorde de 824,5 bilhões de dólares – superando os 785 bilhões de dólares registrados em 2006, indicou a revista.

ranking da Fortune das dez maiores empresas americanas

 

Tendo em vista a fraca retomada da atividade doméstica e o fato de os consumidores ainda estarem cautelosos devido à crise, a Fortune admite ter sido surpreendida. "Esperávamos que as grandes empresas americanas rastejassem em vez de galopar", comentou em comunicado. "Mas, de fato, o grupo de empresas do ranking Fortune 500 prospera. Ao contrário da economia americana, elas se mostraram extremamente ágeis, modificando rapidamente sua gama de produtos", acrescentou.

Exxon de volta ao topo – A ExxonMobil tirou a posição de número um do mundo corporativo americano do Walmart, com um volume de negócios de 453 bilhões de dólares. É a 13ª vez que a ExxonMobil ocupa a primeira posição do ranking e a sexta em que Exxon e Walmart trocam de lugar no topo da lista em dez anos, indica a Fortune.

Para chegar ao topo, a Exxon beneficiou-se do alto preço do petróleo, particularmente durante o segundo semestre de 2011. Mas a empresa também teve boa capitalização com a última tendência na produção de energia doméstica: o fracking, que consiste na injeção de fluído em alta pressão em rochas subterrâneas profundas, liberando gases naturais. A tecnologia impressiona, mas suspeita-se que a técnica produza resíduos tóxicos.

Rex Tillerson, CEO da Exxon, afirmou recentemente à Fortune que, com o crescimento da procura por energia nas próximas décadas, a obtenção de gás "está apenas começando".

(com agência Agence France-Presse)

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