22/02/2012 - 13:36
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Luxo

Grifes francesas ganham mercado na América Latina

De acordo com o analista Abraham de Amézaga, México, Brasil e Argentina encabeçam a tendência

Joias de ouro

Joias de ouro: Artigos como joias podem ser comprados mais barato na Europa do que no Brasil (Lisi Niesner/Reuters)

O consumo de produtos de luxo de origem francesa na América Latina segue a mesma linha dos grandes compradores asiáticos, afirmou nesta quarta-feira o analista Abraham de Amézaga em palestra na Universidade de Sorbonne. De acordo com o analista, a tendência é encabeçada por México, Brasil e Argentina. O título da palestra proferida no Instituto dos Estudos Ibéricos e Latino-Americanos em Sorbonne é "O luxo francês olha a América Latina".

"Depois da China, Índia e Rússia, eu apontaria a América Latina, em seu conjunto, como a origem do consumo de grande parte dos produtos de luxo francês, uma exportação de grande êxito em tempos de crise", disse Amézaga. Para o palestrante, enquanto a Europa vive uma das piores crises de sua história recente, países como o Brasil, México, Colômbia e Panamá se mostram economicamente fortes e interessados em consumir marcas de luxo.

O analista ressaltou ainda que as grifes do luxo já estão presentes não no Brasil, México, Colômbia e Argentina. No entanto, esse mercado ainda está atrás da China, Rússia e Índia, países que atualmente mantêm a indústria mundial do luxo nessa ordem, segundo os dados apresentados pelo analista.

Além de impulsionar a exportação, o consumo das luxuosas marcas francesas por parte dos latino-americanos também aumentaram no próprio território francês, onde são adquiridas por um menor preço. "Os latino-americanos, principalmente os mexicanos e brasileiros, compram na Europa porque os produtos são mais baratos que em seus países".

Amézaga  citou o caso do Brasil onde disse que o preço dos produtos importados é geralmente 30% mais caro na comparação com o adquirido internacionalmente. "Em algumas ocasiões, chegam a custar 80% a mais, principalmente no caso dos relógios e das joias", afirmou.

(Com EFE)

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