Economia
Política econômica
Governo tem de moderar gasto para baixar juro, diz Mantega
Política fiscal restritiva será mantida neste ano, com reduções de gastos de custeio; ata do Copom desta 5ª feira aponta Selic de um dígito em 2012
Guido Mantega acredita que o superávit primário fechará na meta neste ano (Givaldo Barbosa/O Globo)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou claro nesta quinta-feira que o governo pretende continuar pavimentando o caminho para mais reduções da taxa básica de juros do país. Segundo ele, para atingir esse objetivo, a política fiscal restritiva será mantida neste ano, com reduções de gastos de custeio.
Ao mesmo tempo, Mantega afirmou que os investimentos federais também serão preservados, como os voltados à infraestrutura. Ele chamou a atenção também para os desembolsos programados pelas estatais, como a Petrobras, com 90 bilhões de reais, e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 140 bilhões de reais neste ano, segundo dados do próprio ministro. "Haverá mais crescimento com menos inflação", prometeu Mantega em entrevista para a imprensa internacional.
Nesta quinta-feira, por meio da publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central deu sinais claros de que busca levar a Selic – hoje em 10,50% ao ano – para um dígito apenas.
Questionado sobre como o governo poderia atuar para viabilizar essa queda na taxa básica, Mantega disse que o governo precisaria moderar os gastos. Ressaltou ainda que a atual situação internacional também ajuda neste sentido.
O ministro disse que a inflação no Brasil está em queda, e caminhando para o centro da meta oficial do governo, que é de 4,5% pelo IPCA. Ele, no entanto, afirmou que não sabe se o índice fechará este ano exatamente neste valor.
Primário – Mantega acrescentou que o governo continua trabalhando para cumprir a meta cheia de superávit primário – economia feita pelo setor público para reduzir a dívida pública no longo prazo – neste ano, que é de cerca de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
O ministro repetiu ainda que o corte no Orçamento que está sendo elaborado pelo governo para este ano está em linha com o necessário para o cumprimento dessa meta.
Câmbio – Sobre a atual valorização do real ante o dólar, Mantega afirmou que o fenômeno deve-se "mais à depreciação do dólar no mercado internacional". Ele lembrou que o banco central norte-americano (Federal Reserve, Fed) informou na quarta-feira que continuará com uma política monetária mais frouxa por mais tempo, o que ajuda a incentivar os investidores estrangeiros a procurarem outros mercados que ofereçam retornos financeiros melhores, como o Brasil.
Mantega disse acreditar que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) deste ano superará o de 2011, que fechou em 66,66 bilhões de dólares, apesar de o Banco Central prever que o IED ficará abaixo disso, fechando em 50 bilhões de dólares.
Sobre o cenário internacional, Mantega afirmou também que está afastada uma situação de rompimento na Europa, mas que os problemas ainda não foram resolvidos e que ainda haverá mais volatilidade.
(com Reuters)




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Comentários
dcyno
Para reduzir gastos, simples : Parar de inchar a administração com cargos não concursados, em outras palavras, parar de dar emprego público pra vagabundo incompetente de partido político e despedir os que já estão lá. São tantos que a economia seria imensa. Sem contar que deixariam de atrapalhar a administração pública.
27.01.2012