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Governo reduz projeção para emprego em 2012

Ministério do Trabalho prevê que o Brasil abrirá menos vagas formais neste ano: 1,4 milhão de empregos, ante expectativa anterior de 1,5 milhão

- Atualizado em

O setor de construção civil
Construção civil: setor foi o principal motivador da queda da geração de emprego(Marcelo Camargo/ABr/VEJA)

Com a economia ainda sem mostrar sinais consistentes de recuperação, o governo prevê agora que o Brasil abrirá menos vagas formais neste ano: 1,4 milhão de empregos, ante expectativa anterior de 1,5 milhão. Se confirmada, será a pior performance desde 2009, quando o país conseguiu criar 995.110 postos, sem ajustes. No ano passado, foram abertas 1,566 milhão vagas formais.

De acordo com o diretor de Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Rodolfo Peres Torelly, a gota d'água foi o resultado de outubro, bastante afetado pelo mau desempenho dos setores de construção civil e de serviços, apesar de a indústria estar dando sinais de recuperação. "Ficamos surpresos porque esperávamos um resultado melhor", afirmou o técnico da pasta, que projetava abertura líquida de 140 mil vagas no período.

No mês passado, foram criados 66.988 empregos com carteira assinada, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o pior resultado para esses meses desde 2008, auge da crise internacional, quando foram abertos 61.401 empregos formais.

O resultado líquido veio aquém do esperado pelos analistas consultados pela Reuters, cuja mediana previa a abertura de 94 mil novos postos no mês passado. As projeções variam entre 80 mil a 135 mil. Em setembro passado, haviam sido criados 150.334 novos empregos, sem ajustes, e, em outubro de 2011, foram 126.143 postos.

Torelly explicou que o desempenho ruim do mês passado veio dos setores de serviços e construção civil. A abertura de postos em instituições financeira, em apenas 734, deprimiu todo o setor de serviços, que criou apenas 32.724 vagas, queda de 57,5% sobre outubro de 2011.

Já o de construção civil fechou 8.290 vagas, contra uma abertura de 10.200 postos no mesmo mês do ano passado. Segundo Torelly, isso deveu-se à não renovação de contratos de trabalho em empreiteiras de São Paulo e do Distrito Federal, que preferiram poupar os gastos com mão de obra diante da período mais intenso de chuvas.

Outros setores que registraram fechamento líquido de vagas foram: agricultura (20.153 vagas) e administração pública (3.521 vagas). No ano até outubro, foram criadas ao todo 1.319.090 vagas no país, sem ajuste, queda de 31,7 por cento sobre o mesmo período de 2011, quando havia sido abertos 1.931.480 postos de trabalho.

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