Economia
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Governo destina 80 bilhões em crédito para investimento e exportações
Governo quer aumentar a produção de bens (AE)
Disposto a incentivar o aumento da produção das empresas e das exportações, o governo aumentou as linhas de crédito para investimento. O reforço foi de R$ 80 bilhões. Deste total, R$ 76 bilhões já foram captados por meio de emissão de títulos públicos e repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES).
Os recursos fazem parte do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI). Uma das medidas é a linha de crédito de R$ 7 bilhões para a produção de bens de consumo duráveis destinados à exportação (como TVs e linha branca).
Já a linha de financiamento para a produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) subiu de R$ 18 bilhões para R$ 62,5 bilhões. As taxas de juros são de 4,5% ao ano até final de junho e de 5,5% a partir de 1º de julho.
O governo também decidiu por elevar em R$ 1 bilhão, para R$ 8 bilhões, o total de recursos disponíveis para financiamento de investimentos em hidrelétricas por meio do BNDES. A decisão é anunciada após a realização do leilão para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O montante está incluído na linha do PSI destinada a financiar a aquisição de bens de capital.
O aumento dos limites das linhas de financiamento foi fixado nesta quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, afirmou que, além destas medidas, o governo prepara um pacote de incentivo para as exportações. Contudo, não revelou quando ele será apresentado.
O PSI terminaria no dia 30 de junho, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou recentemente a sua prorrogação até o final do ano, com esse novo reforço financeiro. O programa inicialmente contava com R$ 44 bilhões.
Veja as demais medidas
- Linha de crédito para produção e aquisição de ônibus e caminhões por empresas terá o limite elevado de R$ 10,5 bilhões para R$ 28 bilhões. Os juros dessa linha são de 7% até o final de junho e de 8% para operações contratadas no segundo semestre do ano.
- O Pró-Caminhoneiro, que financia pessoa física e microempresa na aquisição de caminhões, passou de R$ 2 bilhões para R$ 8,6 bilhões e a taxa de juros foi mantida em 4,5% ao ano para 2010.
- A linha destinada à exportação de bens de capital teve o limite ampliado de R$ 8,6 bilhões para R$ 15,9 bilhões e as taxas de juros são as mesmas da linha para produção de bens de capital, ou seja, 4,5% e 5,5%.
(Com Agência Estado)


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