11/06/2011 - 14:27
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Setor aéreo

Falta de técnicos em aeroportos é questão de saúde pública

Na Vigiagro de Manaus, quatro agentes inspecionam 58 mil toneladas de carga aérea por ano

Ana Clara Costa e Carolina Guerra
esteira de bagagem

Estado tem de impedir a entrada de alimentos contaminados dentro malas (Yuk Tao Wong/iStockphoto)

A escassez de funcionários da Vigilância Agropecuária (Vigiagro) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos aeroportos ajuda a configurar um cenário muito próximo do caos. A agência reguladora fiscaliza as aeronaves provenientes de países com focos de doença ou epidemias. Já a Vigiagro é responsável pela defesa da pecuária e da agricultura brasileira, inspecionando aviões para conter a entrada de vírus que possam prejudicar as colheitas – alimentos contaminados, aliás, podem afetar também humanos e serem mortais, como se vê hoje com o surto da bactéria E.coli na Europa. Enfim, a deficiência na prestação destes serviços acaba por expor a população ao risco de importar do exterior graves enfermidades e outros problemas sanitários.

O aeroporto de Guarulhos, que em 2010 acumulou 227.000 toneladas de carga internacional transportada, possui não mais que 31 agentes da Vigiagro e 22 fiscais da Anvisa – o que significa um total de 7.000 toneladas por agente ou 12,5 mil toneladas por fiscal. “Se pensarmos no movimento de estrangeiros que haverá durante a Copa, a situação torna-se ainda mais grave. Não há como controlar a entrada de vírus e bactérias”, afirma um especialista da Anac ouvido pelo site de VEJA.

Na Amazônia, importante centro de biopirataria – contrabando de diversas formas de vida animal e vegetal –, a realidade aeroportuária não é melhor. Para as 58.000 toneladas de cargas transportadas para o exterior em 2010 no aeroporto de Manaus, havia quatro agentes da Vigiagro para fazer a inspeção. “Estamos tentando brigar para conseguir mais cinco, mas está difícil”, afirmou um funcionário do órgão que não quis se identificar. Na Polícia Federal, são apenas oito agentes que se revezam em turnos de dois a cada 24 horas.

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Adail Santiago

Muito importante a reportagem. Seria interessante que a ANAC viesse ao aeroporto de Manaus, ver as condiçoes que a INFRAERO disponibiliza para os poucos técnicos que lá atuam.Péssima infraestrutura, falta de alojamentos, tratamento discriminatório, etc.

15.06.2011

Maria Eva de jesus

Os gestores estão preocupados em manter seus cargos de chefia, e brincam de certificar serviços descumprindo seus suas próprias legisalações. Um exemplo claro disso é falta de Médicos Veterinários - Fiscais Federais Agropecuários, nos estabelecimentos de inspeção de produtos de origem animal. E o compromisso maior, que é o d(..)

14.06.2011

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