Economia
Recuperação
EUA saem da recessão com crescimento de 3,5% do PIB
A maior economia do mundo saiu da recessão. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio americano mostram que a economia do país voltou a crescer depois de quatro trimestres consecutivos de queda. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou alta de 3,5% entre julho e setembro, superando a expectativa de 3,2% dos analistas.
Os dados do Departamento do Comércio indicam o fim da recessão técnica em que o país se encontrava por ter registrado uma sequência de quatro trimestres consecutivos de retração. A saída "oficial" dos EUA da recessão, porém, só será definida pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), que declarou o começo da recessão em dezembro de 2007.
No trimestre anterior, o PIB do país estava negativo em 1%. O último registro de crescimento da economia americana havia sido verificado no segundo trimestre de 2008, quando o PIB do país subiu 3,3%. Os números refletem o aumento das taxas de consumo pessoal(3,4%), das exportações (14,7%), dos investimentos das empresas e dos gastos do governo (2,3%). As importações, que contribuem negativamente no PIB, também cresceram (16,4%).
O setor automotivo ganhou destaque, acrescentando 1,66 ponto percentual ao resultado do PIB do terceiro trimestre, depois de uma contribuição mínima, de 0,19 p.p. entre abril e junho.
O crescimento da economia americana já era esperado pelo governo. Na terça-feira, o secretário do Tesouro Timothy Geithner afirmou que "há sinais de um início de reativação muito mais rápido que o previsto e mais veloz que nas recessões precedentes". Ele lembrou que os dados sobre a confiança das empresas e dos consumidores "melhoram, o custo do crédito caiu e as grandes empresas já podem obter dinheiro com mais facilidade".


O Instituto Millenium é uma organização sem fins lucrativos, sem vinculação político-partidária, reconhecida como OSCIP, que promove a democracia, a economia de mercado, o estado de direito e a liberdade.




Comentários