20/04/2011 - 20:40
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Estados Unidos

"É possível cortar gastos sem reduzir investimentos em educação e energia limpa", diz Obama 

Em sabatina feita pelo Facebook, Barack Obama afirma que, só em despesas do governo, podem ser cortados pelo menos US$ 2 trilhões em dez anos

Derick Almeida
O presidente americano Barack Obama (esq.) fala com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg (dir.)

Barack Obama é o 1º presidente a fazer uma conferência numa rede social (Justin Sullivan/AFP)

Na sabatina realizada pelo site de relacionamentos Facebook nesta quarta-feira com a participação de usuários da rede social, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ser possível reduzir os gastos públicos em 4 trilhões de dólares ao longo de dez a doze anos. Para Obama, as medidas de austeridade devem ser tomadas sem que investimentos produtivos, como em educação e energia limpa, sejam prejudicados.

Logo no início do evento, transmitido ao vivo e intermediado por Mark Zuckerberg, criador do Facebook, Obama disse aos presentes e aos que assistiam ao pronunciamento pela internet que a situação enfrentada nos Estados Unidos é delicada. “Hoje enfrentamos um cenário que compreende, além da alta dívida americana, a aposentadoria da geração “baby boomers” (a parcela da população americana que nasceu entre 1946 e 1964), o que pressiona ainda mais o programa de seguridade social do governo”, afirmou o presidente americano.

Dos 4 trilhões de dólares em corte de gastos, Obama disse que pelo menos 2 trilhões poderiam sair de despesas desnecessárias do governo no decorrer de uma década. O presidente dos EUA ainda ressaltou que a receita, ao longo deste período, poderia aumentar. Em sua proposta, contrária a dos republicanos, as pessoas mais ricas pagariam proporcionalmente mais impostos.

Para Obama, mesmo que este esforço fiscal seja feito, ainda será possível investir em energia limpa, como eólica e solar, e educação. “O importante é assegur bons investimentos. Não podemos simplesmente cortar gastos, sem nos importar com o que estamos deixando de investir. Se, por algum acaso, cortamos algum gasto que tenha uma relação direta com a contratação de pessoas, estaremos contribuindo ainda mais para o aumento do déficit”, explicou.

Crítica – Envolvido por uma platéia de jovens, Barack Obama apontou algumas falhas da política do ex-presidente George Bush. “ No governo Clinton, os EUA tinham superávit, pois gastavam o dinheiro público de maneira sábia. Nos últimos dez anos, parece que nos perdemos no caminho. A administração Bush marcou a primeira vez em que os EUA foram à guerra sem que houvesse sacrifício financeiro da população americana”, apontou Obama. 

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