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Dólar avança 0,58% com petróleo em queda e inflação em alta

Membros da Opep ainda se mostram distantes de acordo pelo congelamento da produção de petróleo, o que puxou altas do dólar em todo o mundo; moeda fechou a 3,96 reais

- Atualizado em

Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro
Volume de negócios foi limitado nesta terça-feira(Ricardo Moraes/Reuters)

Em uma sessão com volume limitado de negócios, o dólar fechou em alta de 0,58% nesta terça-feira, cotado a R$ 3,96 no mercado à vista. O cenário internacional desfavorável, com petróleo em queda e maior aversão ao risco, levou a moeda americana a avançar em comparação com a maioria das divisas de países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil.

Os preços do petróleo passaram a cair logo cedo, com declarações de países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse que "não faz sentido gastar tempo buscando cortes na produção, porque isso não vai acontecer". Já o Irã considerou "uma piada" o plano apresentado pela Rússia e pela Arábia Saudita para congelar a produção da commodity nos níveis de janeiro.

À tarde, al-Naimi disse que seu país continuava a trabalhar com outros produtores por um acordo para congelar a produção e previu um aumento na demanda. "O mercado vai se reequilibrar e a demanda vai aumentar", afirmou. Com os preços do petróleo em queda, predominou a busca por ativos seguros, o que valorizou o dólar.

No cenário doméstico, uma das principais notícias para o mercado de câmbio foi a divulgação dos números das transações correntes em 2016, que mostraram déficit de 4,81 bilhões de dólares em janeiro. O resultado ficou melhor do que a mediana das estimativas coletadas pelo AE Projeções para o resultado, negativa em 5,95 bilhões de dólares. O resultado deficitário é o menor para o mês desde 2010, tornando-se, portanto, o menor da atual série histórica.

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Prévia da inflação é a maior para fevereiro em 13 anos, diz IBGE

Apesar de não terem exercido influência direta sobre as cotações, os números melhores divulgados pelo Banco Central foram bem recebidos nas mesas. Alguns analistas avaliam, inclusive, que a redução do déficit pode ser fator limitador de novas altas do dólar, com menor chance de a divisa alcançar os 4,50 reais, por exemplo.

Por outro lado, a inflação acima do esperado em fevereiro foi fator de cautela entre os investidores, o que deu um pouco de força às cotações no início do dia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 1,42% em fevereiro, acima de 0,92% de janeiro e de 1,33% registrado em fevereiro de 2015.

O dólar chegou a cair apenas pontualmente no início do dia, na mínima de R$ 3,93 (-0,08%), quando o petróleo tentava sustentar alguns ganhos no exterior. Depois, escalou patamares mais elevados, puxado pelo recuo da commodity. No pico da sessão, às 13h03, a moeda atingiu R$ 3,97 (+0,95%).