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Dilma se ausenta, de novo, do Fórum Econômico Mundial

Caberá ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicar as estratégias do governo brasileiro para a retomada da confiança no país

Por: Luís Lima - Atualizado em

A presidente Dilma Rousseff na cerimônia de sanção do marco legal da ciência, tecnologia e inovação e lançamento da chamada universal, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
A última vez que a presidente participou da reunião anual foi em 2014(Adriano Machado/Reuters)

O Fórum Econômico Mundial não está mesmo na lista de prioridades da presidente Dilma Rousseff. Pelo segundo ano consecutivo, ela não consta da lista de participantes, divulgada pelo evento nesta quarta-feira. A última vez que a presidente participou do encontro foi em 2014. No ano passado, ela preferiu participar da posse do terceiro mandato do presidente da Bolívia, Evo Morales. Este ano, em meio à instabilidade política e ao aprofundamento da crise econômica, Dilma resolveu, novamente, ficar no país.

Mais de 50 chefes de governo ou Estado, participarão da reunião anual, que acontecerá de 20 a 23 de janeiro, na estação de esqui de Davos, na Suíça. Da América Latina, vão Mauricio Macri, presidente da Argentina, Enrique Pena Nieto, presidente do México, e Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia. Também estarão presentes o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, seus colegas britânico, David Cameron, e canadense, Justin Trudeau, e o vice-presidente americano, Joe Biden.

Com a ausência de Dilma, caberá ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, responder aos cerca de 2,5 mil empresários as estratégias do Planalto para restabelecer a confiança no governo brasileiro e retomar o crescimento do país. A pequena delegação brasileira também contará com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho e o secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Marcos Vinícius de Souza.

Entre os nomes do setor privado nacional, estão os do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, do economista-chefe do banco Itaú, Ilan Goldfajn, e do presidente do BTG Pactual, Persio Arida, que substitui André Esteves, preso em novembro, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

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