Investimento

Dilma evitar responder sobre mudança em poupança

Presidente disse que alterações na rentabilidade da popupança devem ser realizadas com "calma", assim como a redução dos juros

Luciana Marques
Dilma Rousseff volta a afirmar que o patamar de juros no Brasil é injustificável

Dilma Rousseff volta a afirmar que o patamar de juros no Brasil é injustificável (Ueslei Marcelino/Reuters /VEJA)

A presidente Dilma Rousseff evitou nesta terça-feira falar sobre possíveis mudanças em avaliação pelo governo na rentabilidade da caderneta de poupança. Após se reunir com o governador-geral do Canadá, David Johnston, no Palácio do Planalto, ela conversou com a imprensa e, questionada sobre se o governo iria mexer na aplicação, respondeu: "Cada dia com a sua agonia. Não adianta vocês anteciparem".

Diante da insistência dos jornalistas de que o tema gerava uma expectativa muito grande da população, a presidente afirmou: "Veremos, veremos, veremos. Sem dúvida nenhuma, todas as questões vão ser avaliadas pelo governo com muita calma, muita tranquilidade". E se esquivou de dar maiores detalhes sobre o assunto.

Ainda o spread – A presidente reafirmou que o patamar dos juros no Brasil são injustificáveis face a sua posição econômica no mundo. “Não existe explicação técnica para que nós sejamos o país que somos, que tenhamos uma estabilidade como temos, macroeconômica, e as nossas taxas de juros não sejam compatíveis com as internacionais”, disse.

Dilma afirmou, no entanto, que a redução dos juros deve ser realizada de forma progressiva. “Não acredito que seja uma questão que nós vamos realizar de supetão”, afirmou. “Ninguém também vai supor que num passe de mágica nós resolveremos todos os problemas.”

(com Agência Estado)

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados